A cantora americana
chega mais uma vez ao Brasil com uma turnê de despedida dos palcos — desta vez, a “Over and Out’ – A Farewell Tour”. Aos 85 anos de idade, a voz que imortalizou canções como “I say a little prayer”, “Walk on by”, “I’ll never fall in love again” diz que, agora, pode ser para valer. Ela se apresenta sábado no Rio de Janeiro (no Vivo Rio), domingo em São Paulo (no Vibra) e quarta-feira em Porto Alegre (no Auditório Araujo Vianna).
Em Amsterdã: Pintura de Kandinsky saqueada pelos nazistas é vendida por US$ 42 milhões em leilão
Fernanda Montenegro: 97 fatos e curiosidades sobre a vida e a obra da grande aniversariante do dia
— Bem, mas aí vocês também terão depois as minhas gravações para ouvir! — diz Dionne, em entrevista por Zoom, que também serve para promover o seu próximo álbum “DWuets”, que ela promete lançar ainda este mês.
Com dois singles já lançados, “Where is your heart?” (com John Legend) e “Ocean in the desert” (com Cynthia Erivo), o disco de duetos tem a particularidade de trazer só canções de Diane Warren, compositora de hits como “I don’t want to miss a thing” (Aerosmith) e “Because you loved me” (Céline Dion), e também conhecida por ter concorrido 17 vezes — sem êxito — ao Oscar.
— Ser indicada tantas vezes e não receber o prêmio é um verdadeiro contrassenso! — protesta Dionne. — Conheço a Diane desde o início da carreira dela, assim como ele me conhece desde o início da minha. Temos as mesmas iniciais, D.W., e é por isso que o álbum se chama “DWuets”. Esta é a primeira vez que ela escreve músicas especificamente para eu cantar, o que me deixa muito entusiasmada. Adoro o jeito dela de compor, a forma como ela combina palavras que realmente fazem sentido, ela coloca todo o seu coração e sua alma em tudo o que escreve.
‘A música não tem fim’
Com esse disco, Dionne se junta ao rol de astros octogenários — Paul McCartney, The Rolling Stones — que ainda estão aí, lançando discos com músicas novas.
Dionne Warwick
Divulgação
— Continuo usando a voz que Deus me deu para usar. Ainda consigo fazer aquilo que sinto ser o melhor que posso realizar. Portanto, é muito fácil (gravar) — explica a cantora. — A música não tem fim. A música continua, e continua, e continua. E é maravilhoso que eles tenham optado por fazer isso.
“DWuets” tem produção do filho de Dionne, Damon Elliott — foi ele quem decidiu com quem ela cantaria as músicas. Ela adianta, porém, que não terá nenhum convidado brasileiro desta vez (a cantora já morou no Brasil e é grande apreciadora da nossa música, tendo lançado em 1994 o álbum “Aquarela do Brasil”, no qual cantou Tom Jobim, Ary Barroso e Lenine)
Dione Warwick é daqueles que não se cansa de cantar os seus sucessos.
— Não, por que deveria? Não se discute com o sucesso. Simplesmente não se discute — diz. — (Aí no Brasil) vou fazer o que esperam de mim. Sabe, as pessoas querem ouvir certas músicas que gravei e que acabaram se tornando as favoritas delas. Espero ter escolhido aquelas que elas querem ouvir. Também vou apresentar canções que talvez elas nunca tenham me ouvido cantar, músicas que, por uma questão de mudança, decidi interpretar. Sabe, de vez em quando surge uma ou outra música que me dá vontade de cantar. Então, vou apresentá-las a novos públicos e espero que sejam bem recebidas.
Com disco de duetos para ser lançado, Dionne Warwick volta ao Brasil para mais uma turnê de despedida
