Pular para o conteúdo
setembro 23, 2026
BRcom
Dólar PTAXR$ 5,1408
News

Companhias aéreas iranianas suspendem voos após endurecimento das sanções dos EUA

Por · setembro 23, 2026
Companhias aéreas iranianas suspendem voos após endurecimento das sanções dos EUA


As companhias aéreas iranianas foram obrigadas a cancelar parte de seus voos internacionais nesta quarta-feira, após os Estados Unidos endurecerem as sanções contra o setor de aviação do Irã. A medida ocorre em meio à guerra entre os dois países que completou sete meses de duração.
O GLOBO no Mundo: Receba as notícias internacionais direto no seu celular
Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países
Um agente de viagens em Teerã disse à agência AFP que voos para Bagdá, Mascate, no Omã, Catar, Geórgia e Azerbaijão foram suspensos. As rotas para outros destinos, incluindo a China — aliado e parceiro comercial do Irã —, permaneciam disponíveis.
A medida faz parte da estratégia de pressão econômica de Washington sobre Teerã. Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, companhias aéreas comerciais iranianas são usadas pelo governo para transportar armas, pessoal e tecnologias sensíveis. A pasta também afirma que empresas do setor ajudam o Irã a obter aeronaves e equipamentos.
As sanções, portanto, atingem as companhias iranianas e empresas estrangeiras que forneçam serviços ou outros tipos de suporte a elas. A intenção, segundo o governo americano, é dificultar o funcionamento dessa estrutura. Se um avião iraniano pousar em outro país, negócios locais ficarão proibidos de reabastecê-lo, prestar serviços operacionais ou vender passagens para a companhia aérea.
Initial plugin text
Tensão entre EUA e Irã: presidente iraniano prepara discurso na ONU após ameaça de Trump e nova rodada diplomática
Os Estados Unidos alertaram que as empresas que violarem as sanções serão excluídas do sistema financeiro americano.
Desde fevereiro deste ano, Estados Unidos e Irã estão em guerra após um ataque-surpresa americano-israelense ao país, em meio a uma escalada que envolve tanto ofensivas militares quanto o aumento da pressão econômica de Washington sobre Teerã.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reconheceu, no fim de agosto, que as sanções americanas têm afetado a economia iraniana. Segundo ele, as exportações e importações do país caíram entre 25% e 35% nos últimos meses.
As novas medidas se somam ao regime de sanções ampliado em 2018, quando o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro mandato, retirou o país do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e as potências internacionais. Naquele ano, Washington anunciou a retomada das sanções contra Teerã.
Encontro com enviado dos EUA: Chanceler do Irã apresenta condições para a reabertura do Estreito de Ormuz
A escalada entre os dois países também esteve no centro da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada nesta semana em Nova York. Vestido de preto, Pezeshkian afirmou nesta quarta-feira que a nação persa “nunca irá se ajoelhar” aos Estados Unidos e que Teerã foi vítima de “terrorismo”. Um dia antes, Trump, havia usado a mesma tribuna para renovar as ameaças ao irã e apontou que sua decisão estava entre “um acordo” ou “aniquilação” da República Islâmica.
(Com AFP)

Companhias aéreas iranianas suspendem voos após endurecimento das sanções dos EUA