A suspeita de fraude em um concurso público para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) está sendo investigada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pela Polícia Civil. Durante prova nas dependências da Unisuam, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, no dia 8 de fevereiro, o candidato Alexandre Campos Oliveira foi preso utilizando equipamentos eletrônicos. O exame foi organizado pela Fundação Getulio Vargas. Conforme informou o Estúdio i, da GloboNews, o MPRJ apura, desde 23 de julho, o possível favorecimento a uma candidata que já era servidora comissionada da Alerj. Segundo o Legislativo, a funcionária foi exonerada em março.
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O Estúdio i informou que, segundo a investigação policial, outra candidata percebeu que o suspeito utilizava um celular para tentar tirar fotos da prova e relatou o fato a fiscais. O homem foi abordado e, com ele, foram encontrados um ponto eletrônico e óculos adaptados com um chip que também poderiam ser utilizados para fazer imagens.
A investigação policial indica que o preso tentou rasgar um papel com informações sobre como os equipamentos deveriam ser manipulados. E que ele teria ainda tentado engolir um saco plástico que estava na sala e continha o ponto eletrônico.
Durante audiência de custódia, dois dias após a prisão, Alexandre foi solto. Mas, ainda conforme o Estúdio i, o MPRJ recorreu da decisão. O órgão pediu a prisão preventiva do suspeito, argumentando que a sua liberdade poderia colocar em risco a instrução do processo. A solicitação foi acolhida pela Justiça, e Alexandre voltou a ser preso no último dia 15, por agentes da 11ª Delegacia de Polícia. O candidato foi denunciado por fraude em concurso de interesse público. O crime prevê pena de um a quatro anos de prisão.
Conforme a reportagem da GloboNews, o Ministério Público apurou que a candidata supostamente favorecida trabalhava na Alerj como chefe de gabinete do diretor-geral da Casa. Ela concorreu ao cargo de procurador legislativo, que tem remuneração inicial de aproximadamente R$ 46 mil.
Em nota, o MPRJ diz que a 6ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Patrimônio Público e da Cidadania da Capital instaurou procedimento preparatório para investigar o concurso. “Foram expedidos ofícios para a FGV (Fundação Getulio Vargas) e órgãos públicos vinculados ao contexto da investigação”, afirma. E alega que “em razão do sigilo do procedimento, não é possível repassar outras informações”.
Além de informar sobre a exoneração da servidora, a Alerj afirma que “já apresentou todas as informações solicitadas pelo Ministério Público”, mas também “não comentará sobre o caso, pois o procedimento mencionado encontra-se sob sigilo”.
Procurada, a Polícia Civil ainda não se manifestou.
Concurso público para a Assembleia do Rio: favorecimento a servidora comissionada é investigado
