Quem chega ao Rio Gastronomia já encontra, logo na entrada, um convite para descobrir novos sabores. A Feira dos Produtores reúne uma variedade de produtos de pequenas marcas, com opções que vão de doces e geleias a pestos, cachaças e licores. É uma oportunidade para conhecer ingredientes, receitas e produtos que muitas vezes passam longe das prateleiras dos grandes mercados.
Para ajudar nessa jornada, a crítica de gastronomia do GLOBO Luciana Fróes selecionou quatro produtos que valem uma parada especial durante o passeio pelo festival. Mas eles estão longe de esgotar as possibilidades: entre um estande e outro, a feira guarda outras preciosidades para quem gosta de experimentar novidades, descobrir sabores diferentes e, quem sabe, levar alguma delas para casa.
— A Feira dos Produtores deste ano está um espetáculo. Acho que nunca gostei tanto de tantas coisas ao mesmo tempo — afirmou Fróes.
Uma das primeiras dicas da crítica é a geleia de alho negro (R$ 42,90) da Arte em Conservas, de Cristina Sales, que chama atenção pelo sabor intenso e cheio de umami. O alho passa 45 dias em fermentação antes de ganhar uma textura e um sabor levemente trufados, combinação que, segundo a produtora, vai bem com assados, peixes grelhados e queijos encorpados.
O estande do Enchendo Linguiça
Lucas Tavares/O Globo
À frente de uma agroindústria familiar, Cristina se mudou há 17 anos para o Vale das Videiras, onde recuperou um sítio que estava parado e passou a produzir parte dos ingredientes usados nas conservas no próprio quintal. Hoje, a marca trabalha com cerca de 40 sabores, que são alternados ao longo do ano, sempre com novidades no repertório.
— É uma geleia para um prato salgado. É finérrimo! — disse Luciana Fróes.
Outro achado da crítica gastronômica foram os produtos nordestinos do Empório Budega. Entre eles estão o bolo cocada (R$ 25), as castanhas naturais (a partir de R$ 24,90), o bolo de rolo pernambucano (de R$ 18 a R$ 82, dependendo do tamanho) e as balas de doce de leite (R$ 22).
— Nós temos coisas da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco. De cada lugar do Nordeste a gente traz o que há de melhor — contou Socorro Feliciano, proprietária da marca, que deu detalhes sobre o bolo cocada que chamou a atenção de Fróes. — É uma receita própria, de família. Para a gente fazer, a Budega traz o coco da Paraíba e produzimos aqui no Rio.
O Enchendo Linguiça, que está no Rio Gastronomia pela primeira vez, também entrou no roteiro de Fróes. Ela contou que gosta especialmente da linguiça fininha, 100% pernil de porco. O tradicional bar do Grajau apresenta no evento oito variedades de embutidos. Uma delas, a de frango com coração de galinha, deu até confusão para ver quem levaria o último pacote numa última quinta-feira.
— Elas são feitas lá no Grajau, no segundo andar do nosso bar. Os clientes podem ir ver — contou o vendedor João Pedro Freitas, de 29 anos, que também recomendou uma calabresa com erva doce.
Por fim, Luciana Fróes ainda passou pelo estande do Gastronomia para Viagem, que produz um biscoito de polvinho com grana padano. A crítica gastronômica conta que ela e o neto amam os crackers da marca, que custam R$ 27,50 cada pacote.
Pestos, cogumelos e cachaça
Além das dicas da colunista, também é possível encontrar uma série de outros produtos interessantes. O Lemô, por exemplo, produz dez sabores diferentes de pestos — e também tem uma pizzaria em Botafogo que harmoniza os sabores com os produtos. De acordo com Daniel Abramovich, sócio da marca, os produtos vão além do tradicional de manjericão , o carro-chefe da casa, e também incluem combinações com pistache, trufa, azeitona e sem lactose.
– O nosso principal é o de manjericão trufado, que leva azeite trufado e trufa negra. Mas o de tomate-seco com manjericão, que é uma mistura desses dois pestos, deixa ele com um sabor bem diferente, de uma caprese – explica Daniel.
Todos os pestos regulares custam R$ 40. Dois deles saem por R$ 70 e três, R$ 100. Se ele for trufado, a unidade fica R$ 50.
– Todos os potes são retornáveis. Quando você termina, você nos avisa pelo Instagram e a gente vai na sua casa, retira o pote vazio, e leva um novo com desconto. Quem juntar dez pontes ganha um molho grátis – explica.
Já o Vale da Lua tem uma variedade de produtos com cogumelos. Para quem quer facilidade na cozinha, é possível comprar um risoto de shitake ou um arroz negro com carosello e manga. Ambos custam R$ 45 e basta adicionar azeite em uma panela, incluir o caldo de legumes que já vem com a embalagem e depois água. Entre 15 e 20 minutos, e eles estão prontos.
Outro produtor rural presente na feira é a marca Capril DeVille, que fica em Cebolas, uma região próxima a Secretário, distrito de Petrópolis (RJ). A marca trouxe para o Rio Gastronomia dois tipos de queijos de cabra: boursin (cremoso) e chèvre (em bolinhas). Ambos custam R$ 37. O mais famoso deles é o chèvre pimenta, que fica numa conversa de azeite com pimenta rosa, mas a gerente Rogéria Martins ressalta que há outros queridinhos para se conhecer.
— Nossos queijos são frescos e levemente ácidos. O boursin com frutas vermelhas, por exemplo, lembra uma cheesecake. Ele é feito com uma geleia de frutas vermelhas sem adição de açúcar, que também é da região de Secretário, produzido de forma artesanal — explicou.
Aos amantes de bebidas, há pelo menos oito marcas com diferentes estilos. É possível conhecer, por exemplo, os lícores típicos do sul da Itália do Paciello Liquori, dos “italiocas” (uma mistura de italianos e cariocas, como eles se chamam) Leandro Saré e Raphaela Quintela. Eles vendem limoncello (limão sciliano), arancello (laranja) e mandarinello (tangerina).
Também há as cachaças premiadas da Dom Zatara. Wesley Costalonga, proprietário da marca, fala com orgulho que todas elas já receberam alguma premiação (as garrafas vão de R$ 55 até R$ 380). Uma delas, que é envelhecida em carvalho americano, recebeu duas medalhas de ouro em concuros internacionais, em 2024 e 2026.
— Mas o produto mais diferente que temos é nosso blend de carvalho americano e castanheira. Ela é uma cachaça bem complexa, elegante, que tem equilibro e persistência no sabor adocicado no final — orgulha-se.
O Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS, Sesc RJ e Senac RJ apresentam Rio Gastronomia 2026. O evento conta o Governo do Estado do Rio de Janeiro como estado anfitrião e com a Cidade do Rio de Janeiro como cidade anfitriã; patrocínio Master de Claro, Banco do Brasil e Elo e 99Food; patrocínio de Stella Artois, PRIO, Maturatta, Light, Secretaria Municipal de Cultura, através da Lei Municipal de Incentivo a Cultura – Lei do ISS; apoio da Sulamérica, Rede D’Or, Naturgy, Prezunic, Garrafaria, Água Pouso Alto, Président, Batavo, Cielo, Chandon, Seara Gourmet, Coca-Cola, Matte Leão, Sabores de Visconde de Mauá, Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, Sebrae, Governo do Amapá e Fecomércio, TV Globo, Ipiranga, e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Sececrj); participação de caféTrês Corações, Frescatto, Aperol, Granfino, Granado, Nova Rio, Cachaça 51, Limppano e Prefeitura de Maricá; Shopping Oficial Rio Sul; Cia Aérea Oficial Gol Linhas Aéreas; Hotel Oficial Fairmont Rio; Parceiro ESG magikk; Parceria do SindRio; Produção RKF e Lanikai; Rádio Oficial CBN e Rádio Globo, Parceiro de Mídia Eletromídia, Assessoria de Imprensa In Press. A realização é do GLOBO através do Ministério da Cultura.
Conheça achados da Feira dos Produtores no Rio Gastronomia com dicas de Luciana Fróes
