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Coreto e portão do Museu da República são recuperados, em nova etapa de revitalização

O coreto e o portão de acesso aos jardins do Museu da República pelo Aterro do Flamengo serão restaurados na terceira etapa do projeto RevivaRio Museu da República. As duas estruturas, que apresentam desgastes provocados pela ação do tempo, receberão obras de conservação com investimento de R$ 1,6 milhão. Polícia investiga: Creche para cães em […]

Coreto e portão do Museu da República são recuperados, em nova etapa de revitalização


O coreto e o portão de acesso aos jardins do Museu da República pelo Aterro do Flamengo serão restaurados na terceira etapa do projeto RevivaRio Museu da República. As duas estruturas, que apresentam desgastes provocados pela ação do tempo, receberão obras de conservação com investimento de R$ 1,6 milhão.
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Construído na década de 1890, durante a adaptação do antigo Palácio do Catete para sede da Presidência da República, o coreto foi incorporado ao projeto paisagístico criado pelo francês Paul Villon, responsável pela remodelação dos jardins em 1896, quando o imóvel, até então residência do Barão de Nova Friburgo, tornou-se sede do governo federal. Originalmente um pavilhão externo, o espaço foi transformado em local destinado à música e aos encontros sociais, seguindo a tradição dos coretos da época.
Com estrutura de ferro fundido e madeira, ornamentação detalhada e cobertura em cúpula, o coreto aparece em fotografias de Marc Ferrez do fim do século XIX integrado ao paisagismo dos jardins. Ao longo do tempo, recebeu concertos, saraus, apresentações públicas e, após a criação do Museu da República, em 1960, passou a sediar atividades educativas e eventos culturais.
Atração. Construído na década de 1890, coreto foi incorporado aos jardins do Museu da República
Divulgação/Dan Coelho
A intervenção prevê a recuperação completa da estrutura. Entre os serviços estão a remoção de elementos oxidados, como calhas e lambrequins, limpeza e pintura das partes metálicas, retirada de vegetação invasora, nova impermeabilização da cobertura, recomposição de ornamentos, reparo de fissuras, revisão da instalação elétrica e instalação de novas luminárias.
O portão voltado para o aterro também será restaurado. O trabalho inclui a retirada de pichações, lixamento, recuperação de peças de ferro fundido que estão faltando, reforma do muro, recomposição do reboco e pintura integral da estrutura.
— Mais do que uma obra de preservação, é a renovação de um espaço que, há décadas, é símbolo de encontros, concertos e saraus que fizeram parte da vida pública do Rio. Convido todos a acompanhar a restauração e celebrar a memória cultural da cidade — comenta Heitor Wegmann Jr, sócio-fundador do Instituto Carioca Cidade Criativa (ICCC).
A restauração será realizada pelo ICCC, em parceria com a Equinor, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.
O conjunto foi tombado em 1938 pelo órgão que hoje corresponde ao Iphan. Desde a transferência da capital para Brasília, em 1960, o espaço funciona como área pública aberta à população.
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Coreto e portão do Museu da República são recuperados, em nova etapa de revitalização

Autor

BRCOM