
Marina Sena trouxe, ainda que conceitualmente, um pouco de sol, sal e mar para uma noite fria e chuvosa no Rock in Rio. Estreante no festival, a mineira surgiu no Palco Sunset feito uma divindade, mirada num canhão de luz, dançando arabescamente antes de começar a cantar suas coisas naturais.
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Dona de uma assinatura vocal muito original (e que também costuma ser alvo de seus implicantes detratores), Marina Sena ganhou projeção no início desta década, recém-saída do grupo Rosa Neon, com o qual estourou com o single “Ombrim”. De 2021 pra cá, emplacou mais uma penca de hits ao longo de três álbuns de estúdio. Lançado no ano passado, “Coisas naturais”, o último deles, foi priorizado na apresentação de hoje.
Marina começou com “Numa ilha”, balada tropical que teria feito para Juliano Floss, seu ex-namorado, segundo ele mesmo relatou durante sua passagem pelo Big Brother Brasil. Em agosto, eles terminaram. Continuou com “Coisas naturais”, “Doçura”, e “Taiobeiras”, homenagem a sua cidade natal no norte de Minas Gerais.
O som estava bom e o público aglomerado, atento aos movimentos de Marina que deitava e rolava, literalmente, num palco todo seu. Houve, ainda, “Carta de Maria”, parceria com Rubel de 2025, e “Ouro de tolo”, também do último disco, quando contracenou dramaticamente com um boneco de pano deitado em seu colo. Depois de lhe dizer umas verdades, destruiu o pobre lhe tirando as tripas, que eram de pano, mas ainda assim eram tripas. Foi muito aplaudida.
Fim do primeiro ato, era hora de chamar a convidada especial Céu. Que chegou com “Varanda suspensa”, do seu disco “Tropix”, de dez anos atrás. Marina Sena cantou junto. E como é bom ver duas cantoras originais, de gerações diferentes, trocando bem em cima do palco. Guardadas muitas proporções, talvez Céu fosse uma Marina Sena de 10 anos atrás: voz diferentona, repertório original.
Boa anfitriã, Marina então deu sequência com “Malemolência”, outra pedra da convidada, com quem tabelou no refrão “Menino bonito, menino bonito, ai”. “Te amo, minha deusa”, disse Marina Sena à Céu. Um dos bons momentos desta edição do Palco Sunset no Rock in Rio.
Do seu álbum de estreia, as ótimas “Por supuesto” e “Voltei pra mim” fizeram o público abraça-la ainda mais. A artista encerrou quebrando umas coisas em “Carnaval”, pedindo pra “todo mundo transcender nessa porra”, e ouviu palmas, gritos e leques.
Prestes a trintar dia 26 de setembro, Marina Sena ganhou Céu e um abraço do público no último dia do Rock in Rio.
Leia as críticas dos outros dias do festival
Primeiro dia: Leia as críticas do GLOBO para os shows do primeiro dia na Cidade do Rock
Segundo dia: Veja o ranking dos shows do Rock in Rio até agora
Terceiro dia: Veja o ranking dos shows do Rock in Rio nos três primeiros dias
Quarto dia: Veja o ranking dos shows do primeiro fim de semana no Rock in Rio
Quinto dia: Veja o ranking dos shows do quinto dia de festival
Sexto dia: veja o ranking dos shows do dia dançante do Rock in Rio
Onde e quando assistir ao Rock in Rio 2026?
O Rock in Rio conta com transmissão ao vivo nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de setembro, a partir das 15h15, pelo Multishow, e a partir das 15h50, pelo Canal Bis. No feriado do dia 7, a transmissão começa às 14h45 no Multishow e às 16h20 no Canal Bis. O Globoplay oferecerá sinal aberto para acompanhar os cinco palcos do Rock in Rio todos os dias, a partir das 15h30. Assinantes do plano Premium da plataforma de streaming também terão acesso à transmissão do Multishow em 4K, por meio de um sinal extra. A TV Globo exibirá flashes durante a programação e um especial todas as noites — às sextas (4 e 11/9), após o Globo Repórter; aos sábados (5 e 12/9), após o Altas Horas; aos domingos (6 e 13/9), após o Boletim Estrelas da Casa, e na segunda (7/9), após o Jornal da Globo.