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outubro 4, 2026
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Cury não declara apoio no 2º turno e diz que nação 'precisa continuar sonhando’

Por · outubro 4, 2026
Augusto Cury é o candidato ao Planalto que mais visitou instituições religiosas; veja mapa


O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, agradeceu aos eleitores que apoiaram sua candidatura e afirmou, em nota, após a divulgação do resultado quase total do primeiro turno, que seu projeto político “não termina com a eleição”. Em mensagem divulgada nesta noite, Cury defendeu a continuidade das propostas apresentadas durante a campanha e voltou a pregar a “superação da polarização política”. Com 99,20% das urnas apuradas, o escritor aparecia em 3º lugar, com 3.429.197 votos, 2,90% do total.
Cury cumprimentou os dois candidatos que avançaram ao segundo turno e afirmou torcer para que o vencedor governe levando em consideração as propostas apresentadas por sua campanha. A próxima etapa será disputada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que tinha 55.830.839 votos (47,18%) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve 53.259.137 (44,99%).
— Presidentes passam. Partidos passam. Gerações passam. Mas uma nação precisa continuar sonhando — afirmou.
Escritor e médico, Cury entrou na corrida presidencial sem trajetória anterior na política eleitoral. Durante a campanha, tentou ocupar um espaço distante tanto do PT quanto da direita bolsonarista, apresentando-se como uma alternativa à polarização.
A candidatura ganhou destaque durante a campanha, chegando a alcançar 10% das intenções de voto na pesquisa Genial/Quaest divulgada no início de setembro, mas não conseguiu transformar esse movimento em uma votação de dois dígitos na reta final.
Na nota, Cury agradeceu aos eleitores e afirmou que o projeto apresentado na campanha deve continuar mesmo fora da disputa eleitoral. O candidato disse que queria propor um novo modelo de política e de liderança, baseado no que chamou de “mente capitalista e coração social”, frase repetida durante toda a campanha.
— Um sonho compartilhado por milhões não termina com uma eleição: ele passa a morar no coração de quem acreditou — escreveu.
Cury também voltou a defender as principais propostas de seu programa de governo, entre elas o fim da reeleição presidencial, mandatos fixos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal e a adoção do “semi-presidencialismo”. O candidato afirmou ainda que a democracia brasileira dá sinais de “asfixia” e criticou o que considera um excesso de protagonismo do STF.
Ao fazer um balanço da campanha, Cury afirmou que seu objetivo era superar a polarização política e defendeu que adversários deixem de ser tratados como inimigos.
— Quero pacificar este país. Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo; que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo; que possamos criticar ideias sem destruir pessoas — disse.

Cury não declara apoio no 2º turno e diz que nação 'precisa continuar sonhando’