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outubro 9, 2026
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Datafolha: 13% dos ausentes em 2026 mencionam desinteresse na eleição como motivo para não votar no primeiro turno

Por · outubro 9, 2026


Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira mostra que 13% dos eleitores ausentes no primeiro turno deste ano citam o desinteresse com o pleito como motivo pelo qual não foram votar. A abstenção em 2026 foi mais alta do que a de 2022, quando a disputa presidencial anterior ocorreu.
O levantamento mostra que 19% dos entrevistados que disseram não ter ido às urnas no último domingo apontaram viagem ou não estar na cidade como justificativa. Já saúde e doença foram mencionadas por 18%. Outros 9% afirmaram estar trabalhando e 7% não ter documentos.
Os dados mostram que 6% citaram a distância do local de votação. Já 5% falaram em outros compromissos.
Segundo o Datafolha, fila e local de votação cheio foram mencionados por 4%, mesmo percentual do grupo que mencionou idade. Outros motivos somam 17%, e 3% não sabem.
O instituto aponta que a resposta ao questionamento sobre os motivos da abstenção é espontânea e múltipla. A metodologia determina que as opções não sejam previamente apresentadas aos entrevistados, que podem indicar mais de uma razão para justificar o não comparecimento às urnas.
O Datafolha entrevistou 2.520 pessoas com 16 anos ou mais entre esta terça-feira (6) e quarta-feira (7). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02949/2026.
Abstenção crescente
A abstenção nas eleições de 2026 foi maior do que a do pleito presidencial anterior, ocorrido em 2022. Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 21,08% dos eleitores (33,4 milhões) não foram as urnas no domingo. Há quatro anos, 20,95% dos eleitores deixaram de comparecer.
Apesar disso, o resultado deste ano ficou abaixo dos 21,49% registrados em 1998, maior percentual de abstenção de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Em 2020, durante a pandemia e numa eleição municipal, a abstenção foi de 23,15%.
Depois de uma queda entre 2002 e 2006, a abstenção vem aumentando há cinco eleições presidenciais consecutivas no 1º turno. O resultado de 2026 mantém essa trajetória e, pela primeira vez desde 1998, vê a ausência às urnas em um patamar superior a 21%.
A abstenção é apontada por pesquisadores como um dos principais fenômenos que podem afetar as votações dos candidatos da eleição presidencial. Estudos apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mais afetado do que Flávio Bolsonaro (PL), já que ele tem maior intenção de voto entre os eleitores de baixa renda e mais velhos, grupos que costumam faltar mais às runas.

Datafolha: 13% dos ausentes em 2026 mencionam desinteresse na eleição como motivo para não votar no primeiro turno