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Datafolha: Flávio lidera em quase todas as faixas de renda, exceto entre os mais pobres, que tendem a Lula

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, lidera o cenário de primeiro turno em quase todas as faixas de renda, exceto entre os mais pobres, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Um novo recorte da sondagem aponta que o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, tem 47% das intenções de voto entre […]


O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, lidera o cenário de primeiro turno em quase todas as faixas de renda, exceto entre os mais pobres, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira. Um novo recorte da sondagem aponta que o presidente Lula (PT), que tenta a reeleição, tem 47% das intenções de voto entre aqueles que ganham até dois salários mínimos, contra 27% do principal oponente — margem de erro, neste caso, é de três pontos percentuais.
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No cenário geral, o Datafolha capta um empate técnico Lula e Flávio na disputa, com os candidatos marcando 39% e 35%, respectivamente. Para a amostra completa, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos. Em relação à última pesquisa, ambos variaram positivamente, mas dentro dessa margem.
Flávio aparece à frente de Lula no recorte de eleitores que recebem entre dois e cinco salários (42% a 31%, com margem de erro de quatro pontos) e no de eleitores que ganham acima de cinco salários (47% a 27%, com margem de sete pontos).

Segundo o Datafolha, na segmentação por idade, há empate técnico entre os candidatos de PT e PL em todas as cinco faixas analisadas, considerando as margens de erro, que vão de quatro a oito pontos. Lula tem 36% e Flávio, 34%, entre os mais jovens, de 16 a 34 anos. Na faixa de 25 a 34 anos, o presidente soma 35% e o senador, 36%. No estudo dos segmentos 35-44 e 45-59, 39% indicam voto no petista e 35%, no filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Entre os mais velhos, a partir de 60 anos, o candidato à reeleição aparece com 42%, ante 34% do rival.
No recorte por religião, Lula tem vantagem entre os católicos e Flávio, entre os evangélicos. No primeiro grupo, o petista lidera por 46% a 29%; no segundo, metade (50%) declara voto no candidato do PL, contra 22% do nome do PT. Outro fator que divide as bases de voto é o gênero. Se entre as mulheres Lula tem 41% a 30% sobre Flávio, há empate técnico entre os homens, com vantagem para o bolsonarista (40% a 36%).
Por escolaridade, Lula tem vantagem no eleitorado com Ensino Fundamental (52% a 24%). No Ensino Médio, há empate técnico (40% de Flávio ante 35% de Lula), assim como no Ensino Superior (37% a 30%, com o senador também à frente), considerando as margens de erro para cada faixa.
No estudo por região, o Nordeste desponta como a única com diferença fora da margem de erro. Por lá, Lula repetiu os 53% da sondagem Datafolha anterior, ante 25% de Flávio. No Sul, o bolsonarista tem 40% a 29%, mas a margem é de seis pontos, o que configura empate técnico. A disputa também está empatada tecnicamente no Sudeste, onde o senador marca 37% a 35%, e no grupamento Centro-Oeste/Norte, com Flávio em 40% e Lula, em 32%.
Cury oscila para baixo, mas mantém terceira posição
No cenário geral, depois de Lula e Flávio, o escritor Augusto Cury, aparece numericamente em terceiro lugar. Ele oscilou negativamente dois pontos percentuais, para 6% das intenções de voto. O novo levantamento mostra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) com 4%. Em seguida, aparecem Renan Santos (Missão), com 3% e o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), 2%.
Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Samara (UP) aparecem com 1%. Votos em branco ou nulos chegam a 6%, enquanto outros 4% são de indecisos.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista marca 46% das intenções de voto contra 44% do senador fluminense. Ambos estão, portanto, empatados tecnicamente também nesse cenário. Nesse caso, 8% declaram voto branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. As intenções de voto dos adversários são as mesmas da última pesquisa do Datafolha.

O levantamento foi encomendado pela “Folha de S. Paulo” e pela TV Globo. Foram ouvidos 2.002 eleitores entre terça e quinta-feira, em 125 municípios. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-01833/2026.
Essa é a primeira pesquisa do instituto após o aprofundamento da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), iniciado na semana passada com a revelação de mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O levantamento teve início no dia em que o ministro André Mendonça tomou a decisão de afastar o diretor da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues. Mendonça alegou que o objetivo da medida era garantir que os ministros do STF e o advogado-geral da União, Jorge Messias “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”. Mendonça disse que era monitorado há mais de 30 dias pela PF.
Na quarta-feira, uma nova decisão do ministro Flávio Dino restituiu o delegado ao cargo. Horas depois, o presidente do STF Edson Fachin optou por suspender as duas decisões, mantendo Rodrigues no posto. Fachin afirmou que as decisões contraditórias de Dino e Mendonça criaram um “inconciliável conflito de posições judiciais”, fazendo necessário que a controvérsia fosse tratada pela presidência da Corte.
A pesquisa foi concluída na quinta-feira, antes, portanto, do ministro André Mendonça atender a um pedido de Fachin e levantar o sigilo de processos referentes ao caso Master.
Flávio Bolsonaro usou as manifestações do 7 de setembro para voltar a criticar o ministro Alexandre de Moraes. No feriado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro disse que o ministro era responsável por uma “ditadura” e associou Lula a Moraes. Na quarta-feira, Lula defendeu a “quebra completa” do sigilo das investigações relacionadas ao caso e classificou o escândalo como “maior crime financeiro da história do Brasil”.
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BRCOM