A CBF aprovou na última segunda-feira, em reunião com os clubes, a polêmica redução da quantidade de atletas estrangeiros relacionados por partida no futebol brasileiro. Hoje, os times podem inscrever até nove gringos por jogo nas competições nacionais, e este número cairá de forma gradual até chegar a cinco, em 2030. Alguns jogadores, no entanto, conseguem “driblar” essa regra por conta de dupla cidadania. São os casos de Jorginho, Maurício, Rafael Tolói e Kannemann. Mesmo sendo naturalizados — seja por ascendência ou tempo de residência em outro país —, eles são considerados brasileiros para os torneios.
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Jorginho (Flamengo): ítalo-brasileiro
Jorginho, da Itália, durante a Eurocopa vencida pela Azzurra
JUSTIN TALLIS / POOL / AFP
Nascido em Imbituda, em Santa Catarina, Jorginho se mudou para a Itália ainda com 15 anos e iniciou a carreira de jogador profissional no Hellas Verona. acabou se naturalizando italiano e foi um dos destaques do título da Eurocopa de 2021 da Azzurra.
A estreia de Jorginho no futebol brasileiro foi justamente pelo Flamengo, no ano passado, e logo se tornou titular absoluto do time. Assim, o rubro-negro, que conta com dez estrangeiros no elenco, não terá que se preocupar com o volante nesta nova regra que passa a valer a partir de 2027.
Maurício (Palmeiras): brasileiro naturalizado paraguaio
Maurício, do Palmeiras, descontou para o Paraguai no jogo contra os Estados Unidos
Frederic J. BROWN / AFP
Aos 24 anos, Maurício, nascido em São Paulo, pediu a nacionalidade paraguaia por causa do pai, Carlos Alberto, que nasceu no país vizinho. O jogador do Palmeiras morou no Paraguai durante a adolescência e chegou a defender as seleções brasileiras de base, com convocações para as categorias sub-20 e sub-23.
Após a naturalização, o meia foi convocado pelo Paraguai para os amistosos com Grécia e Marrocos, em março deste ano. Já na Copa do Mundo, Maurício se tornou o primeiro jogador do futebol brasileiro a balançar as redes no torneio, na derrota para os Estados Unidos, na fase de grupos. Depois, na segunda fase da competição, ele converteu sua cobrança na classificação paraguaia, nos pênaltis, contra a Alemanha.
Rafael Tolói (São Paulo): ítalo-brasileiro
Rafael Tolói voltou ao São Paulo no ano passado
Miguel Schincariol / São Paulo FC
Revelado pelo Goiás, o zagueiro Rafael Tolói chegou a ser titular da seleção brasileira sub-20 e depois passou boa parte da carreira na Itália, especialmente na Atalanta, onde jogou por dez temporadas. Natural de Mato Grosso, Tolói se naturalizou italiano em 2021 e logo foi convocado pela Azzurra. Ao lado de Jorginho, ele fez parte do time campeão da Eurocopa daquele ano.
De volta ao São Paulo — já teve uma passagem entre 2012 e 2013 —, o jogador também não é considerado estrangeiro na regra da CBF.
Kannemann (Grêmio): argentino naturalizado brasileiro
Walter Kannemann em campo pelo Grêmio
Liamara POLLI / POOL / AFP
O argentino Walter Kannemann, do Grêmio, é um caso curioso da lista por ter feito o caminho contrário: argentino e já há dez anos no tricolor gaúcho, ele completou o processo de naturalização, em março, e se tornou oficialmente cidadão brasileiro. Assim, ele libera uma vaga de estrangeiro no elenco gremista.
Outros exemplos:
Carlos Coronel (São Paulo): goleiro nascido no Brasil e naturalizado paraguaio;
Matheus Reis (Fluminense): mexicano naturalizado brasileiro;
Elliasson (Internacional): sueco-brasileiro;
João Costa (Cruzeiro): brasileiro naturalizado português
De Jorginho a Kannemann: veja jogadores que não se encaixam na restrição a estrangeiros no futebol brasileiro
A CBF aprovou na última segunda-feira, em reunião com os clubes, a polêmica redução da quantidade de atletas estrangeiros relacionados por partida no futebol brasileiro. Hoje, os times podem inscrever até nove gringos por jogo nas competições nacionais, e este número cairá de forma gradual até chegar a cinco, em 2030. Alguns jogadores, no entanto, […]