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Dino abre nova frente de dúvida sobre conduta de Mendonça, pouco antes do início da sessão sobre Moraes

Pouco antes do início da sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir pela abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino levantou novas dúvidas sobre a conduta de André Mendonça no caso Master, mais especificamente num braço de negócios do banco com o setor funerário e […]


Pouco antes do início da sessão no Supremo Tribunal Federal (STF) que vai decidir pela abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino levantou novas dúvidas sobre a conduta de André Mendonça no caso Master, mais especificamente num braço de negócios do banco com o setor funerário e a prefeitura de São Paulo. Em decisão assinada nesta manhã, Dino determina que sua decisão seja encaminhada ao ministro Edson Fachin para juntada nos autos em que se apuram condutas de Mendonça.
No documento, o ministro Flávio Dino chama atenção para o fato que o caso foi ao referendo do Plenário desta Corte em 14 de março de 2025, mas que o julgamento foi suspenso, no dia seguinte em razão de pedido de vista formulado André Mendonça, que recebeu um dia antes o banqueiro Daniel Vorcaro, que tinha interesse no tema.
E ressalta: ” Vale recordar que o Sr. Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro) é vinculado à Igreja Batista da Lagoinha, e simultaneamente exercia cargo diretivo na empresa Cortel (concessionária de cemitério em São Paulo). Realço: em entrevista publicada no dia 02 de setembro de 2026, o próprio ministro André Mendonça confirma que recebeu Daniel Vorcaro – na véspera do multicitado julgamento no STF – exatamente a pedido de membros da igreja Batista Lagoinha, tendo agido como intermediário o Deputado Cezinha de Madureira. A sequência temporal dos atos processuais igualmente merece registro. Com a devolução dos autos para julgamento, a sessão foi retomada em 4 de abril de 2025, ocasião em que o Exmo. Ministro André Mendonça inaugurou a divergência e deixou de referendar a medida cautelar, votando portanto de acordo com os pleitos dos cemitérios privados.”
Dino chama atenção ainda para o fato que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão do ministro André Mendonça, integra a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Município de São Paulo (SP Regula), atuando na área funerária e cemiterial. E lembra ainda que “em julho de 2024, foi nomeado Superintendente da agência e, em 26 de maio de 2026, já no curso desta ação e enquanto ainda pendente a conclusão do julgamento da medida cautelar, foi promovido a Secretário-Executivo da SP Regula.”
O ministro Flávio Dino, chama atenção ainda para os contratos firmados entre o Instituto Iter, fundado por André Mendonça e a prefeitura de São Paulo.

Dino abre nova frente de dúvida sobre conduta de Mendonça, pouco antes do início da sessão sobre Moraes

Autor

BRCOM