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setembro 30, 2026
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É coisa nossa: biquíni de lacinho vira patrimônio cultural imaterial do Rio

Por · setembro 30, 2026
É coisa nossa: biquíni de lacinho vira patrimônio cultural imaterial do Rio


É coisa nossa: nesta quarta-feira, o biquíni de lacinho se tornou patrimônio cultural imaterial do Rio. A novidade foi comemorada pelo diretor criativo Thomaz Azulay e a empresária Sharon Azulay, sobrinho e filha de David Azulay (1953-2009), fundador da Blueman e criador do modelo nos anos 1970.
Leia mais: Biquíni completa 80 anos
“Tenho muito orgulho de ser herdeiro deste legado e sinto que tenho a missao, com muita leveza, de reverberar e documentar essa história”, diz Thomaz. “E além da realização pessoal e honra familiar, o que realmente me motiva é incentivar a valorização da nossa cultura e o interesse pela nossa história que não está nos livros. Isso é só o começo!”, emenda. Sharon complementa: “Ppoder materializar esse legado, a história da nossa família é uma enorme emoção e um presente para todos que fizeram e fazem parte dessa história”,
A modelo Rose di Primo com o primeiro modelo de lacinho da Blueman
Acervo da marca
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o projeto de lei da vereadora Joyce Trindade que declara o modelo patrimônio cultural imaterial da cidade. Segundo a nota oficial, a iniciativa reconhece a importância de uma peça que ultrapassou o universo da moda e se tornou parte da identidade carioca, levando a criatividade e o estilo de vida do Rio para o mundo.
Blue Man RFW
Reprodução
O biquíni, lançado como produto de moda em 1946, em Paris, encontrou a mais perfeita tradução no Rio, reinventada com lacinhos por David Azulay, que fundou a Blueman em 1972. Seu sobrinho, o diretor criativo Thomaz Azulay, analisou, em julho, no aniversário de 80 anos do biquíni, como a peça foi criada: “Aconteceu algo mágico ali. Um big bang de identidade mesmo. Um biquíni experimental de jeans desenvolvido pelo meu pai, Simão, teve valor comercial percebido pelo meu tio, David, que vendeu milhares numa tarde”, contou.
“Porém, por ser de jeans sem elastano, não passou pelas coxas das ‘cocotas’. Assim, surgiu a ideia de cortar a lateral e colocar tiras para amarrar”, emenda. Agora, o modelo de lacinho está às vias de se tornar patrimônio cultural e imaterial da cidade do Rio. “O projeto foi protocolado na Câmara. Será votado em agosto”, revelou Thomaz.

É coisa nossa: biquíni de lacinho vira patrimônio cultural imaterial do Rio