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Em meio a guerras e pressão interna nos EUA, Trump discursa na Assembleia-Geral da ONU

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em instantes no primeiro dia da sessão de Debates Gerais da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. O presidente americano retorna ao púlpito depois de um ano marcado por uma guerra que jogou o Oriente Médio em uma crise sem solução fácil, pela guerra tarifária que carrega ameaças […]


O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa em instantes no primeiro dia da sessão de Debates Gerais da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. O presidente americano retorna ao púlpito depois de um ano marcado por uma guerra que jogou o Oriente Médio em uma crise sem solução fácil, pela guerra tarifária que carrega ameaças a antigos aliados e pela crescente pressão antes de eleições que podem lhe custar a maioria no Congresso em algumas semanas.
De acordo com a Casa Branca, o presidente americano quer demonstrar ao mundo como ele está “usando o poder americano para enfrentar desafios de longo prazo e remodelar o mundo em benefício dos Estados Unidos”, citando a guerra contra o Irã (ressaltando a ameaça nuclear), a ofensiva contra o narcotráfico na América Latina e o recente (porém pouco claro) acerto sobre a Groenlândia. Ainda segundo o portal, o republicano vai declarar que está deixando “um mundo muito mais seguro e próspero para o povo americano”, mas sem explicar como.
Comentaristas na imprensa americana afirmam que a fala terá um forte componente ideológico em defesa do trumpismo global, como sobre a América Latina, onde diz ter agido para conter a “violência, instabilidade e interferência estrangeira”, referência indireta à China, cujo líder, o presidente Xi JInping, ele vai receber na pista de uma base aérea de Washington na quarta-feira. Como de hábito, Trump lançará ataques à ONU e a outras “instituições globalistas”, acusadas por ele de violar a “soberania americana ou impor uma agenda de esquerda radical” aos EUA.
Durante a estada em Nova York, estão previstos encontros com líderes mundiais, incluindo o primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que comanda o país desde a operação que resultou na captura de Nicolás Maduro (hoje preso em Nova York, a alguns quilômetros da ONU). Delcy, um dos principais nomes do chavismo e que no passado se notabilizou pelos ataques a Trump, hoje é aliada próxima da Casa Branca, mesmo em temas polêmicos, como a concessão de licenças de exploração de petróleo.
A pouco mais de um mês das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que renovarão a Câmara e dois terços do Senado, a fala da ONU deve reservar tópicos voltados aos eleitores americanos, que hoje, segundo as pesquisas, não demonstram o mesmo entusiasmo com Trump. Projeções apontam para uma derrota dura ao trumpismo, potencialmente dando aos democratas o controle das duas Casas do Congresso, o que tornaria seus últimos dois anos no cargo um frustrante exercício de governar um país sem poder aprovar pautas por ele consideradas importantes.

Em meio a guerras e pressão interna nos EUA, Trump discursa na Assembleia-Geral da ONU

Autor

BRCOM