O ex-deputado federal e ex-coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol (Novo), foi eleito senador pelo estado do Paraná neste domingo.
O desfecho ocorre em meio a um vaivém que marcou a candidatura de Dallagnol. O nome do postulante obteve reconhecimento nacional como ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF) e pela sua atuação na Lava-Jato. Ele chegou a se eleger deputado federal em 2022, o mais votado no Paraná com 344 mil votos, mas teve seu mandato cassado.
Isso porque o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu, na época, que o ex-procurador cometeu uma “fraude” contra a Lei da Ficha Limpa ao pedir exoneração do MPF onze meses antes das eleições, enquanto ainda enfrentava processos internos que poderiam levar à sua demissão e, consequentemente, à sua inelegibilidade nos termos da legislação eleitoral.
Nessa situação, o ex-procurador ficaria inelegível por oito anos, motivo pelo qual a candidatura ao Senado foi novamente questionada na Justiça. O TSE suspendeu sua campanha, proibindo o acesso a recursos dos fundos partidário e eleitoral, a veiculação de propaganda no rádio e na televisão e a prática de outros atos de campanha até o julgamento final de seu registro como candidato.
Neste domingo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques suspendeu a decisão que havia barrado a candidatura de Dallagnol. Com a decisão de Nunes, o candidato voltou a ter o registro classificado como “deferido com recurso”. Os votos recebidos por ele são contabilizados normalmente na apuração, mas só se tornarão válidos de forma definitiva depois da decisão final dos ministros.
Em meio à vaivém sobre candidatura, Deltan Dallagnol é eleito senador pelo Paraná
