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setembro 23, 2026
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Fazenda estima que gasto público dará impulso de 0,8 ponto ao crescimento do PIB em 2026

Por · setembro 22, 2026
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O Ministério da Fazenda calculou que o gasto público dará um impulso para o crescimento da economia da ordem de 0,8 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A pasta atualizou suas projeções macroeconômicas e está prevendo que o PIB do país vai crescer 2% neste ano. Para 2027, considerando o orçamento enviado, a estimativa é de neutralidade, com ligeira contração de 0,1 ponto porcentual do PIB.
O subsecretário de política fiscal da pasta, Rodrigo Toneto, destacou que o impacto estimado não significa uma decomposição dos 2% de crescimento previstos porque há uma série de outros efeitos operando na economia ao mesmo tempo.
— O que dá para dizer é que, em um cenário contrafactual, em que o gasto não tivesse crescido como proporção do PIB, a alta do PIB seria 0,8 ponto porcentual menor — explicou.
Ou seja, sem a alta de gastos prevista para esse ano, o desempenho da economia em 2026 seria da ordem de 1,2%, quase metade do que está se esperando vem da expansão de despesas.
No boletim macrofiscal divulgado nesta terça-feira, a Fazenda apresenta uma série sobre o impulso fiscal desde 2002 e aponta que, embora a política tenha sido expansionista na maior parte do tempo, seu efeito não teria sido o determinante para o crescimento do país. A análise já considerou também o cenário para o próximo ano.
“Entre 2002 e 2027, o gasto federal foi, na maioria dos anos, um contribuinte positivo, porém secundário, para o crescimento do PIB. Na maioria dos exercícios o impulso foi positivo, mas representou um acréscimo de demanda agregada em relação ao cenário contrafactual não tão relevante para explicar a variação do produto”, aponta o texto. “Os anos em que o gasto federal foi mais determinante, seja para sustentar a expansão, seja para conter uma contração mais acentuada, foram 2009, na crise financeira internacional, o período de 2014 a 2016, de grave crise econômica no Brasil, e 2020, em razão da pandemia”, completam.
A análise da secretaria de política econômica do ministério da Fazenda defende que o impulso do gasto federal ao crescimento tem sido decrescente nos últimos anos. “Depois de sustentar a maior parte da expansão em um ano de recomposição das políticas públicas (2023), o gasto passou a diminuir seu acréscimo de demanda agregada e, em 2025, foi um vetor contracionista”, diz o texto, mostrando que no ano passado a gestão das contas públicas retirou 1,0 ponto do PIB. “A economia cresceu 2,3% apesar disso, sustentada por outros fatores”, argumenta a pasta.
O texto também destaca que a análise considera apenas o lado da despesa. “O efeito líquido da política fiscal exige considerar também a arrecadação, e os demais fatores incluem tudo o que o modelo não atribui ao gasto”, explicou.

Fazenda estima que gasto público dará impulso de 0,8 ponto ao crescimento do PIB em 2026