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outubro 28, 2026
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Federação Israelita pede ao MP para entrar no caso de mulher filmada fazendo saudação nazista em seção eleitoral na Zona Sul do Rio

Por · outubro 28, 2026
Federação Israelita pede ao MP para entrar no caso de mulher filmada fazendo saudação nazista em seção eleitoral na Zona Sul do Rio


A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj) pediu apoio ao Ministério Público estadual (MPRJ) na apuração do caso da professora de inglês Erica Marques Pinho, de 46 anos, filmada fazendo uma saudação nazista em uma zona eleitoral de Botafogo, na Zona Sul, no último domingo (25). A entidade encaminhou um vídeo do momento e documentos ao Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV) e à Coordenadoria de Direitos Humanos do órgão, e, em nota enviada ao GLOBO, defendeu a prisão preventiva de Erica.
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A federação afirma que, desde que tomou conhecimento do episódio, oferece apoio aos denunciantes por meio de seu departamento de segurança e de sua assessoria jurídica.
Na manifestação, a Fierj cobrou rapidez na apuração e a adoção das medidas cabíveis “para que manifestações dessa natureza não sejam naturalizadas”.
O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo), onde Erica prestou depoimento nesta terça-feira. Ela chegou pouco antes das 11h e deixou a delegacia por volta das 13h20, sem falar com a imprensa. De acordo com a Polícia Civil, a investigação do caso está em andamento.
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Defesa alega reação a ofensas
O advogado Marcello Ramalho, que representa a professora, afirma que ela teria sido chamada de racista e nazista antes de fazer o gesto. Segundo a defesa, as supostas ofensas ocorreram porque ela chegou à sua seção eleitoral, o Colégio Santo Inácio, em Botafogo, usando uma camisa de apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e um boné com a frase “Make America Great Again”, ou “torne a América grande novamente”, slogan popularizado na campanha de 2016 do presidente americano Donald Trump.
— Segundo a minha cliente, ao chegar ao local de votação, ela começou a ser hostilizada pela dupla (que a denunciou), que começou a chamá-la de racista e nazista. A seguir, ela usou o gesto de maneira irônica, para se defender na situação — afirma Ramalho.
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Nas imagens que correram a internet, Ian Obraska, o homem que filmou Érica fazendo a saudação, pergunta: “Você é nazista?”. Ao que ela responde: “E você, é comunista?”. Segundo Ramalho, a intenção de sua cliente era questionar a associação entre a escolha de um candidato e uma posição ideológica.
Ainda de acordo com o defensor, Erica está abalada com a repercussão do caso e deseja conversar com Ian para pedir desculpas pelo episódio, que ele classifica como um mal-entendido.
— Ela ficou profundamente chateada com a situação. É professora, não tem preconceito religioso ou de raça. Usou da ironia naquele momento de raiva, mas, como não ocorreu um diálogo maior naquele instante, ficou o mal-entendido — disse.
Ramalho informou ainda que a defesa aconselhou a professora a se manter afastada das redes sociais enquanto a investigação estiver em andamento.
A reportagem procurou Ian Obraska, mas não obteve retorno até a publicação.
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