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Filipe Toledo vê risco de corte na WSL, mas aposta em Trestles, onde foi bicampeão mundial, para virar a chave: 'Sou resiliente'

Apesar do intruso Leonardo Fioravanti na liderança, a Brazilian Storm — dona de oito títulos mundiais conquistados nos últimos 11 anos — mantém sua força no circuito. Afinal, quatro surfistas brasileiros estão no top 5: Italo Ferreira (2º), Yago Dora (3º), Gabriel Medina (4º) e Miguel Pupo (5º). Há quem olhe para esse seleto grupo […]

Filipe Toledo vê risco de corte na WSL, mas aposta em Trestles, onde foi bicampeão mundial, para virar a chave: 'Sou resiliente'


Apesar do intruso Leonardo Fioravanti na liderança, a Brazilian Storm — dona de oito títulos mundiais conquistados nos últimos 11 anos — mantém sua força no circuito. Afinal, quatro surfistas brasileiros estão no top 5: Italo Ferreira (2º), Yago Dora (3º), Gabriel Medina (4º) e Miguel Pupo (5º). Há quem olhe para esse seleto grupo e, com razão, sinta falta de Filipe Toledo. Na 21ª posição, o bicampeão vive um dos piores momentos da carreira, mas tem uma carta na manga para se recuperar no ranking: a etapa de Trestles, na Califórnia, nos Estados Unidos, que deve começar hoje, com chamada prevista para as 11h30 (de Brasília).
O lugar é bastante especial para Toledo por uma série de motivos que o fazem acreditar em uma virada de chave na temporada. Para começar, o brasileiro conquistou dois títulos mundiais consecutivos (2022 e 2023) justamente na onda californiana. À época, o campeão era definido pelo formato do Finals, que reunia os cinco melhores surfistas da temporada regular em um único evento.
Filipe Toledo e o troféu de campeão mundial
Thiago Diz/World Surf League
Em busca da reaçã
A conexão de Toledo com Trestles é tão forte que ele decidiu morar em San Clemente por 11 anos antes de vir para o Rio no fim de 2025. Na época, o atleta enxergou na mudança para os EUA uma oportunidade de ficar mais próximo dos patrocinadores, abrir portas para os estudos dos irmãos (Sofia e Davi) e proporcionar melhores condições de trabalho aos pais (Ricardo e Mari). Além disso, o surfista levou em conta a possibilidade de aproveitar os treinamentos naquela onda, conhecida como uma “pista de skate” por proporcionar manobras progressivas.
Apesar de Trestles trazer apenas boas recordações, a situação de Toledo no ranking é preocupante — e um fator tornou o cenário ainda pior: o cancelamento da etapa da piscina de Abu Dhabi, que aconteceria em meados de outubro, em razão de limitações logísticas em meio às condições atuais no Oriente Médio. Com a mudança no calendário, o bicampeão caiu da 19ª para a 21ª posição por causa da regra de descartes e entrou de vez na zona de risco do corte.
Isso faz com que a etapa californiana ganhe ainda mais importância para Toledo. Após o evento, apenas 22 surfistas seguirão para a “pós-temporada”, em Portugal e nas Filipinas. Na etapa final, em Pipeline, no Havaí, em dezembro, todos os surfistas voltarão a competir. A etapa havaiana valerá mais pontos ao vencedor — 15 mil — e deverá definir o campeão mundial.
— Obviamente, fico muito mal em perder. Sou ser humano, sou competidor, tenho um sangue de atleta correndo aqui dentro. Mas, se eu deixar alguma derrota me abalar, no próximo campeonato já vai vir outra. É pior brigar com isso do que falar: “Não, isso faz parte. Eu estou aqui exatamente para isso, para mostrar que sou resiliente” — disse Toledo antes de Saquarema, no fim de junho.
Com eliminações precoces nas últimas quatro etapas, o bicampeão tem como melhor resultado no ano a terceira posição em Snapper Rocks, na Gold Coast, na Austrália. Agora, acredita que pode superar essa marca justamente em Trestles.

Filipe Toledo vê risco de corte na WSL, mas aposta em Trestles, onde foi bicampeão mundial, para virar a chave: 'Sou resiliente'

Autor

BRCOM