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Flávio diz que Lula tenta ‘comprar voto dos pobres’ com reajuste do Bolsa Família: ‘Desespero’

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a acusar neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar “comprar o voto dos mais pobres” com o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo na última quinta-feira. Durante ato de campanha em Joinville (SC), o presidenciável classificou a medida […]

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O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a acusar neste sábado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar “comprar o voto dos mais pobres” com o reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado pelo governo na última quinta-feira. Durante ato de campanha em Joinville (SC), o presidenciável classificou a medida como um gesto de “desespero” e relacionou o momento escolhido para o aumento à disputa pelo Palácio do Planalto.
— Ele viu nas pesquisas que a gente vai ganhar no primeiro turno e resolveu comprar o voto dos mais pobres, dando R$ 90 de reajuste para o Bolsa Família — afirmou. — Ele está achando que o pobre é aquele otário, mas não é. O pobre é esperto, ele quer trabalhar e não quer migalha.
O governo anunciou nesta semana um reajuste de 15,04% no programa, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores começam a ser pagos em outubro. O governo sustenta que a medida corresponde à recomposição da inflação acumulada desde 2023 e que os recursos serão acomodados no Orçamento.
Flávio vem questionando principalmente o momento escolhido para a concessão do aumento. O candidato argumenta que Lula poderia ter reajustado o benefício em anos anteriores e citou também o envio da proposta de Orçamento ao Congresso, semanas atrás, como uma oportunidade para prever a elevação.
Apesar das críticas, Flávio já afirmou anteriormente que manterá o novo valor caso seja eleito. O candidato também se distanciou da iniciativa do deputado Zé Trovão (PL-SC), que recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste, e disse que a ação foi apresentada sem sua autorização.
No ato deste sábado, o presidenciável aproveitou a crítica ao programa para reforçar o discurso de que pretende buscar a concentração de votos em sua candidatura na reta final e tentar encerrar a disputa já no primeiro turno.
— Não vamos perder as oportunidades, vamos resolver no primeiro turno para começar a recolocar o Brasil nos trilhos — afirmou.
Antes, havia feito outro apelo aos eleitores:
— Vamos mudar esse Brasil daqui a 15 dias, que aí eu já começo a consertar o Brasil antes.
Flávio volta a atacar Gonet e STF
Flávio também criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a divulgação de uma foto em que ele aparece ao lado do banqueiro Daniel Vorcaro em uma confraternização em Londres. O candidato associou o episódio à crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou ministros indicados por Lula de promoverem uma “força-tarefa” para proteger Alexandre de Moraes.
— Quem criou essa crise foi o governo Lula. Foram os ministros do Lula no Supremo Tribunal Federal, que promovem ali uma força-tarefa para proteger o Alexandre de Moraes. Foi o presidente Lula que indicou o Paulo Gonet para ser procurador-geral da República, que reconduziu — afirmou.
O registro mostra Gonet com um charuto nas mãos, sentado próximo ao dono do Banco Master e diante de uma mesa com copos de uísque. A imagem veio a público dias depois de o procurador-geral negar, durante o julgamento no STF sobre a abertura de uma investigação envolvendo Moraes, ter relação de proximidade com Vorcaro.
Na ocasião, Gonet reconheceu ter encontrado o banqueiro em abril de 2024, em um evento com outras autoridades, e classificou uma ligação entre os dois, intermediada por um advogado, como “brevíssima e banal”. A pessoas próximas, o procurador-geral sustenta que a fotografia foi feita justamente nesse encontro e que o registro não demonstra intimidade com Vorcaro.
Ao retomar o episódio em Joinville, Flávio fez referência ao uísque e aos charutos.
— O que a gente percebe é que, enquanto tem brasileiros que estão sem comida na mesa, tem aquele pessoal da tropa do Lula que está tomando uísque Macallan, fumando charuto caro e rindo da cara do povo — disse.
Carlos leva camisa assinada por Bolsonaro
Quem também participou do ato foi o irmão do presidenciável, Carlos Bolsonaro, candidato ao Senado por Santa Catarina. Ele vestiu uma camisa do Joinville assinada pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a prisão domiciliar.
Ao mostrar a peça ao público, Carlos disse ter levado a camisa anteriormente ao pai para que fosse assinada.
— Ele não pode estar aqui conosco, mas eu levei a camisa para ele assinar e eu trouxe comigo um pedacinho dessas pessoas que vocês amam — disse.
Joinville é a primeira parada de Flávio neste sábado em Santa Catarina. À tarde, o candidato segue para Chapecó, no Oeste do estado, onde participa de um novo ato de campanha.

Flávio diz que Lula tenta ‘comprar voto dos pobres’ com reajuste do Bolsa Família: ‘Desespero’

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BRCOM