O dia de votação do segundo turno, neste domingo, começou com relatos de eleitores sobre falta de ônibus em alguns municípios para que pudessem chegar às suas seções eleitorais. Em Salvador, capital da Bahia, a Justiça Eleitoral mandou prender o secretário municipal de Mobiliade, Pablo Souza, após constatar que 75 veículos permaneciam nas garagens ao longo da manhã.
Mapa da apuração: acompanhe a disputa do segundo turno voto a voto
Com sucessivos relatos de faltas de ônibus para transportar eleitores neste domingo, dia do segundo turno das eleições presidenciais, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para prorrogar a votação das 17h até as 19h em três cidades baianas no início da tarde.
Questionado sobre o assunto pouco antes das 14 horas, o presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, admitiu o problema, disse que já estava sendo corrigido e disse que o pedido para prorrogar o horário de votação seria analisado “no seu tempo”.
Prorrogação das eleições
Com a aproximação do horário de fechamento das urnas, às 17h, a campanha de Lula decidiu ampliar o pedido para mais estados, estendeu para todo país diante de relatos que se espalhavam pelo território nacional.
Em São Paulo, onde votou, Lula subiu o tom contra prefeitos “bandidos” e anunciou que recorreria ao STF.
— Ninguém pode desistir de votar porque algum empresário sacana, ou algum prefeito mau caráter, bandido, tentou evitar que o povo votasse. O que eu quero pedir é que o povo não desista de votar, e nós estamos entrando pedindo para a Suprema Corte, para que ela possa prorrogar o processo eleitoral para que as pessoas que foram proibidas de votar por sacanagem de prefeitos. Depois das eleições, o próximo passo é pedir a prisão desses prefeitos por crime eleitoral — afirmou Lula em frente à sua residência, em São Paulo.
Na mesma linha, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também acionou o TSE para que o horário fosse prorrogado em três estados: São Paulo, Santa Catarina e Paraná. O motivo foram as fortes chuvas que atingiram algumas cidades, dificultando que eleitores chegassem às urnas.
O pedido do PT ao STF, apresentado às 15h46, só foi distribuído a um relator às 16h33, quando o ministro Cristiano Zanin foi escolhido. Cerca de meia hora depois, ele atendeu a solicitação e decidiu pela prorrogação do horário de votação.
A decisão, porém, chegou tarde, e algumas seções já haviam encerrado a votação, impedindo que a ordem de Zanin fosse cumprida. Em um novo despacho, às 18h, o ministro do STF afirmou que sua determinação valeria apenas para os locais de votação que permaneciam abertas até aquele horário.
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