O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o chefe de gabinete da diretoria de Regulação, Ricardo Eyer Harris, avisou voluntariamente à diretoria sobre os contratos de seu irmão, Leonardo Eyer Harris, com o Banco Master.
Reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrou que Leonardo recebeu R$ 720 mil do Master no ano passado.
Segundo Galípolo, Harris tem que ter a oportunidade de explicar tudo o que quiser dentro do BC, mas destacou que seu caso é bastante diferente dos servidores que foram afastados por suspeitas de favorecimento do Master.
Paulo Souza, ex-diretor de Fiscalização do BC, e Belline Santana, ex-chefe de supervisão bancária, são apontados pela investigação da Polícia Federal como “consultores informais” do Master e teriam recebido vantagens indevidas em troca. Souza e Santana negam qualquer irregularidade.
— Em nenhum momento posso levantar nada em relação ao Harris. Existem processos internos. O Harris tem que ter oportunidade de esclarecer tudo que quiser dentro do BC.
Galípolo disse que é necessário separar as coisas.
— O caso dele é bastante distinto dos outros servidores do BC — disse Galípolo. — O servidor foi voluntariamente falar com os dois diretores que teve ao longo do período avisar que seu irmão trabalhava com isso.
Galípolo diz que servidor do BC avisou à diretoria sobre contrato do irmão com Master
