Pep Guardiola deve estar no Etihad Stadium na próxima quarta-feira para acompanhar o duelo entre Manchester City e Paris Saint-Germain, pela Liga dos Campeões. A partida marcará o primeiro jogo do clube em casa desde que o Manchester City foi considerado culpado por violações graves das regras financeiras da Premier League. A presença do ex-técnico é vista como uma demonstração de apoio à cúpula do clube em meio à crise provocada pelo julgamento.
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Será a primeira vez que Guardiola retornará ao estádio desde que deixou o comando do City, no fim da última temporada, após uma década à frente da equipe. Desde sua saída, o espanhol passou a exercer a função de embaixador do City Football Group, conglomerado que controla o Manchester City.
Guardiola manifestou publicamente seu apoio ao clube depois da divulgação do resultado do processo. Em uma mensagem publicada nas redes sociais na semana passada, afirmou estar “mais do que nunca” ao lado do Manchester City, de seus proprietários, do presidente, do CEO Ferran Soriano, dos jogadores, da comissão técnica e dos torcedores.
A relação entre Guardiola e Soriano é antiga. Os dois trabalharam juntos no Barcelona, e foi Soriano quem participou da negociação que levou o treinador para Manchester. Durante os anos em que comandou o City, Guardiola também foi questionado diversas vezes sobre as acusações relacionadas às finanças do clube. Desde que a Premier League apresentou as acusações, em 2023, o treinador reiterou que confiava nas informações que recebia dos dirigentes.
O Manchester City nega ter cometido irregularidades e recorreu da decisão de uma comissão independente que analisou o caso.
Antes de voltar ao Etihad Stadium, porém, Guardiola verá seu antigo time enfrentar o Liverpool, no domingo, fora de casa. Será a primeira partida do City desde a divulgação da decisão, em um confronto que já é marcado por uma histórica rivalidade entre os dois clubes e que ganhou um novo componente após o julgamento.
Mourinho faz piada com duração do processo
A disputa judicial também virou motivo de ironia para José Mourinho, antigo rival de Guardiola na Premier League e ex-técnico do Manchester United. Em entrevista ao jornal italiano Corriere dello Sport, o português brincou com a possibilidade de não estar vivo quando o caso chegar ao fim.
Mourinho, que comandou o United entre 2016 e 2018, terminou a temporada de 2017/18 na segunda colocação do Campeonato Inglês, atrás do Manchester City de Guardiola.
Ao comentar a longa batalha jurídica, o português disse preferir “rir disso” e afirmou que, considerando a idade dos dois, será preciso ter sorte para acompanhar até o fim o processo, que ainda poderá passar por novas decisões e recursos.
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