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Haddad defende publicidade de processos do caso Master 'antes da eleição' e 'sem viés de seleção'

O ex-ministro Fernando Haddad, candidato a governador de São Paulo pelo PT, disse ser favorável à divulgação de todos os processos que envolvam o Banco Master “antes da eleição”, como forma de os eleitores conhecerem as possíveis implicações que candidatos outubro possam ter. A declaração foi feita durante um ato de campanha, neste sábado (13). […]

Haddad defende publicidade de processos do caso Master 'antes da eleição' e 'sem viés de seleção'


O ex-ministro Fernando Haddad, candidato a governador de São Paulo pelo PT, disse ser favorável à divulgação de todos os processos que envolvam o Banco Master “antes da eleição”, como forma de os eleitores conhecerem as possíveis implicações que candidatos outubro possam ter. A declaração foi feita durante um ato de campanha, neste sábado (13).
Na quinta-feira (10), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pediu a retirada do sigilo das investigações do caso do Master, sob a alegação de que a publicidade das ações não prejudique outras investigações. Porém, há processos ainda sem divulgação, como a delação premiada de Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado pela Polícia Federal (PF) como operador financeiro de Daniel Vorcaro.
Para Haddad, os eleitores têm o “direito de saber” em quem estão votando, já que diversos políticos, da direita e da esquerda, estão sendo investigados, caso do senador Jaques Wagner (PT-BA) e o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
— Nós estamos defendendo há mais de 10 dias que, já que nós estamos às vésperas de uma eleição da importância dessa de 2026, que o Supremo Tribunal Federal, sob a presidência do ministro Fachin, abra todos os inquéritos que tenham repercussão política, que envolvam políticos, que tenham autoridades públicas, que tenham repercussão política (…) Porque você já imaginou, você descobrir que você votou para presidente num criminoso, numa pessoa que favoreceu milícia, favoreceu o Vorcaro, favoreceu toda essa engrenagem de corrupção, os fundos de pensão? — disse Haddad.
O candidato petista realizou neste sábado um evento eleitoral em que apresentou seu plano de governo para a saúde. Com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, da candidata ao Senado Simone Tebet e do postulante a vice Márcio França, além do ministro da Saúde Alexandre Padilha, Haddad anunciou a utilização de inteligência artificial para o setor, além de unificar o sistema de saúde para a população, desde o agendamento até a marcação de cirurgias. Porém, até mesmo no evento, realizado no Centro da capital, o tema Supremo Tribunal Federal foi abordado.
— O Lula pediu a quebra de sigilo de todos os inquéritos, de todos os processos. Imagina o presidente da República querendo pedir para que tudo seja conhecido pelo cidadão, doa a quem doer, antes da eleição, para que as pessoas possam tomar um juízo e definir o destino do país com conhecimento da informação disponível hoje — falou o candidato.
Haddad foi questionado pelo GLOBO sobre o fato de sua campanha estar atrás de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas pesquisas e, de certa forma, o debate eleitoral paulista ter perdido protagonismo para temas nacionais ligados ao caso Master, a ponto de prejudicar uma eventual “arrancada”.
— É óbvio que quando tem um tema de interesse nacional que se sobrepõe a todos os outros, fica mais difícil discutir proposta para um estado, proposta para o Senado. É natural que haja esse prejuízo. Mas, à luz dos acontecimentos, nós temos que reconhecer que o cidadão está em busca das informações que vão conduzir seu voto — afirmou.
Na próxima terça-feira, o Supremo realizará uma sessão extraordinária para apreciar o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mais de 50 mensagens do ex-banqueiro para Alexandre de Moraes, ministro da corte. Neste sábado, Fachin negou o pedido de Moraes para que o plenário decidisse em conjunto se abrirá ou não investigações contra ele e o também ministro André Mendonça.

Haddad defende publicidade de processos do caso Master 'antes da eleição' e 'sem viés de seleção'

Autor

BRCOM