Pela primeira vez, o Mapa dos Macrocompartimentos de Relevo do Brasil incluiu formalmente a classe “montanhas” na escala nacional. A atualização, que aponta que o relevo está presente em 20 estados brasileiros, foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A publicação também destaca a adoção do termo “superfícies rebaixadas” em substituição a “depressões”.
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As montanhas estão presentes com maior concentração em Minas Gerais, com 37,3% do total mapeado, seguido pela Bahia (15,8%), Rio de Janeiro (9,0%) e São Paulo(8,7%). Segundo o Instituto, a atualização partiu de critérios morfológicos, de amplitude altimétrica e declividade.
“O trabalho resulta de uma construção coletiva entre o IBGE, o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a União da Geomorfologia Brasileira (UGB) e pesquisadores de diversas universidades do país, reunindo cerca de 70 especialistas em relevo”, destaca o IBGE.
O levantamento divide o território nacional em cinco macrocompartimentos: montanhas, planaltos, superfícies rebaixadas, tabuleiros e planícies.
Segundo o Instituto, para um relevo ser considerado uma montanha, precisa ter “feições elevadas com amplitude altimétrica superior a 300m em relação às áreas circunvizinhas, ser predominantemente com topos aguçados ou ter cristas e vertentes declivosas”.
‘Superfícies rebaixadas’ no lugar de ‘depressões’
Outra classificação também foi atualizada pelo Instituto: no lugar de “depressões”, será usado o termo “superfícies rebaixadas” para se referir ao relevo. A alteração, segundo o IBGE, busca reconhecer a posição topográfica relativa dessas áreas e evitar ambiguidades associadas ao termo “depressão”, que é frequentemente relacionado a cavidades, crateras, afundamentos ou topografia negativa. Os outros relevos, planaltos, planícies e tabuleiros, não sofreram alterações na nomenclatura.
“O novo mapeamento introduz abordagens e critérios conceituais e metodológicos inéditos na história da cartografia temática institucional do IBGE. A publicação é voltada à comunidade científica, profissionais das áreas de planejamento territorial e ambiental, gestores públicos, professores e estudantes e busca ampliar a divulgação e o uso do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo”, pontuou o Instituto.
*Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão
IBGE classifica oficialmente as montanhas no mapa de relevo do Brasil
