Manifestantes ligados a entidades ambientais, organizações da sociedade civil e comunidades indígenas fazem protesto nesta quarta-feira, no Rio, antes do início dos leilões de petróleo e gás promovidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Os atos são organizados pelo Sindipetro e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), além de organizações como Não Fracking Brasil, Arayara, Observatório do Petróleo e Gás e Monitor do Oceano.
No fim de setembro, o Instituto Internacional Arayara ingressou com cinco ações na Justiça para tentar barrar o certame. Segundo o instituto, 74 blocos apresentavam sobreposição direta com comunidades indígenas, quilombolas ou assentamentos da reforma agrária, além de áreas utilizadas pela pesca artesanal. Parte dos blocos foi removida do leilão.
Os cartazes levados pelos manifestantes trazem mensagens como “O petróleo tem que ser nosso” e “não aos leilões”.
A licitação será dividida em dois momentos. Primeiro, na parte da manhã, será feito o 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha, com a oferta de 13 blocos no pré-sal em duas bacias. Em seguida, às 14h, acontece o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com áreas em nove bacias.
Serão os primeiros certames desde que o Ibama autorizou a Petrobras a perfurar o primeiro poço na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, no litoral do Amapá. Com a guerra do Oriente Médio, a cotação do barril está acima dos US$ 100, o que vem ampliando o apetite das companhias, dizem especialistas.
Dezenove empresas estão aptas a participar do leilão de partilha e 46 da rodada de concessão. Além de brasileiras, como a Petrobras, há petroleiras de 11 países, como EUA, China, Portugal, Reino Unido, Kuwait, Catar, Noruega, França, Malásia, Austrália e Colômbia, segundo a ANP.
Indígenas e ativistas protestam contra leilão de petróleo da ANP
