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outubro 2, 2026
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Investigação sobre fraude em combustíveis revela tortura contra crianças e maus-tratos a animais no RS

Por · outubro 2, 2026
Investigação sobre fraude em combustíveis revela tortura contra crianças e maus-tratos a animais no RS


Uma investigação da Polícia Federal para apurar um esquema de fraudes no comércio de combustíveis no Rio Grande do Sul revelou uma série de outros crimes contra crianças e animais na região. Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos celulares. Na análise pericial dos dispositivos, foram encontrados dezenas de vídeos que registravam cenas de violência, como agressões físicas, estrangulamentos, esganaduras e asfixia contra bebês, uma criança de 10 anos e animais.
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou dez pessoas por tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada, corrupção de menores e maus-tratos a animais em Bagé, na Região da Campanha. Segundo a denúncia, os crimes foram praticados entre 2025 e 2026. A acusação foi apresentada no dia 16 deste mês pelos promotores Diogo Gomes Taborda e Pedro dos Santos Fernandes.
Segundo o Ministério Público, o principal acusado se aproveitava do parentesco com as crianças, de sua atuação como líder religioso e da confiança de mães que deixavam os filhos sob seus cuidados. Ainda conforme a denúncia, ele aliciava jovens da comunidade e outras pessoas de seu círculo social, oferecendo ou prometendo dinheiro para que participassem das agressões e dos episódios de asfixia.
O MPRS destaca que a atuação dos dez denunciados foi individualizada, com diferentes níveis de participação nos crimes. Além da recém-nascida, outro bebê teria sido submetido a episódios reiterados de violência entre os dois e cinco meses de idade. Um menino de 10 anos também teria sido coagido e aliciado a participar de agressões e atos de asfixia contra o próprio irmão, que era bebê à época. Agressões e sufocamentos contra dois cães também foram registrados.
Laudos periciais elaborados pelo Instituto Nacional de Criminalística apontaram que os atos de asfixia mecânica e compressão no pescoço provocaram “risco concreto à integridade e à vida das vítimas”. Segundo o MPRS, os resultados demonstram que os denunciados assumiram o risco de matar as vítimas.
As acusações variam conforme a participação de cada denunciado nos fatos apurados. O principal articulador responde pelo maior número de crimes, enquanto os demais foram responsabilizados individualmente por condutas específicas relacionadas às tentativas de homicídio, tortura e maus-tratos a animais.
O promotor de Justiça Diogo Gomes Taborda classificou os casos como “uma série de crimes bárbaros praticados contra vítimas altamente vulneráveis” e afirmou que os episódios demonstram que “a maldade humana não possui limites”. Segundo ele, o Ministério Público buscará responsabilizar os envolvidos, já que “a sociedade não pode tolerar esse tipo de conduta criminosa”.

Investigação sobre fraude em combustíveis revela tortura contra crianças e maus-tratos a animais no RS