Uma investigação da Polícia Federal para apurar um esquema de fraudes no comércio de combustíveis no Rio Grande do Sul revelou uma série de outros crimes contra crianças e animais na região. Durante a operação, os agentes apreenderam aparelhos celulares. Na análise pericial dos dispositivos, foram encontrados dezenas de vídeos que registravam cenas de violência, como agressões físicas, estrangulamentos, esganaduras e asfixia contra bebês, uma criança de 10 anos e animais.
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou dez pessoas por tentativa de homicídio qualificado, tortura majorada, corrupção de menores e maus-tratos a animais em Bagé, na Região da Campanha. Segundo a denúncia, os crimes foram praticados entre 2025 e 2026. A acusação foi apresentada no dia 16 deste mês pelos promotores Diogo Gomes Taborda e Pedro dos Santos Fernandes.
Segundo o Ministério Público, o principal acusado se aproveitava do parentesco com as crianças, de sua atuação como líder religioso e da confiança de mães que deixavam os filhos sob seus cuidados. Ainda conforme a denúncia, ele aliciava jovens da comunidade e outras pessoas de seu círculo social, oferecendo ou prometendo dinheiro para que participassem das agressões e dos episódios de asfixia.
O MPRS destaca que a atuação dos dez denunciados foi individualizada, com diferentes níveis de participação nos crimes. Além da recém-nascida, outro bebê teria sido submetido a episódios reiterados de violência entre os dois e cinco meses de idade. Um menino de 10 anos também teria sido coagido e aliciado a participar de agressões e atos de asfixia contra o próprio irmão, que era bebê à época. Agressões e sufocamentos contra dois cães também foram registrados.
Laudos periciais elaborados pelo Instituto Nacional de Criminalística apontaram que os atos de asfixia mecânica e compressão no pescoço provocaram “risco concreto à integridade e à vida das vítimas”. Segundo o MPRS, os resultados demonstram que os denunciados assumiram o risco de matar as vítimas.
As acusações variam conforme a participação de cada denunciado nos fatos apurados. O principal articulador responde pelo maior número de crimes, enquanto os demais foram responsabilizados individualmente por condutas específicas relacionadas às tentativas de homicídio, tortura e maus-tratos a animais.
O promotor de Justiça Diogo Gomes Taborda classificou os casos como “uma série de crimes bárbaros praticados contra vítimas altamente vulneráveis” e afirmou que os episódios demonstram que “a maldade humana não possui limites”. Segundo ele, o Ministério Público buscará responsabilizar os envolvidos, já que “a sociedade não pode tolerar esse tipo de conduta criminosa”.
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