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novembro 5, 2026
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'Klara e o sol' adapta romance de Kazuo Ishiguro com 'muita ambição e pretensão'

Por · novembro 5, 2026
'Klara e o sol' adapta romance de Kazuo Ishiguro com 'muita ambição e pretensão'


“Klara e o sol” se pretende uma fábula de ficção científica extravagante que brinca com temas a princípio fascinantes: inteligência artificial, fé, luto parental, o que torna uma pessoa insubstituível e o custo ético do uso da tecnologia para superar solidão e a mortalidade. Mas o novo projeto do neozelandês Taika Waititi, conhecido por superproduções como “Thor” (2022), carrega a amarga ironia de contar uma história que fala de questões tão caras à Humanidade em filme que parece compreender muito pouco sobre ela.
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Há muita ambição e também pretensão nessa colorida adaptação do romance de Kazuo Ishiguro, conhecido por suas investigações das vulnerabilidades humanas, e já traduzido para o cinema em títulos como “Vestígios do dia”. Ambicioso porque se propõe a explorar diferentes conceitos abstratos numa história futurista, e pretensioso por traduzi-las em um espetáculo visual afetado e sentimentaloide, sem conseguir dizer nada de muito significativo sobre eles.
A trama, coescrita por Waititi, se passa após à Terceira Guerra Mundial, quando é possível comprar um “amigo artificial” como um eletrodoméstico. No centro dela está Klara (Jenna Ortega), uma androide ingênua adquirida por Christie (Amy Adams) para fazer companhia à filha Josie (Mia Tharia). Logo a robô começa a tropeçar no passado trágico da família, inspirando situações ora piegas, ora constrangedoramente cômicas. E pensar que o diretor ganhou o Oscar de roteiro com “Jojo Rabit” (2019).
Cotação: Bonequinho dorme.

'Klara e o sol' adapta romance de Kazuo Ishiguro com 'muita ambição e pretensão'