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novembro 5, 2026
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Le Jazz: saiba o que provar na brasserie paulistana que traz clássicos franceses ao Rio

Por · novembro 5, 2026
Le Jazz: saiba o que provar na brasserie paulistana que traz clássicos franceses ao Rio


O trio de sócios do Le Jazz— brasserie paulistana com 17 anos de história e várias filiais— foi cuidadoso ao abrir a primeira casa fora de São Paulo, e no Rio. Estão numa loja espaçosa do Shopping Leblon —tenho uma tese de que os paulistas têm medo de loja de rua no Rio —, com vista para a Lagoa. Logo na entrada, um belo painel do músico carioca Wilson das Neves, parceiro de Chico Buarque e de tantos outros grandes nomes da MPB. Um agrado bastante simpático, que segue ainda pelas paredes, com capas de discos da Elenco, gravadora antológica brasileira: então, tem Nara, João Gilberto, Vinicius, Menescal… O acervo precioso pertencia a um colecionador indiano casado com uma carioca. Mas que história…
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Mas vamos às vias de fato. Tem muitas carioquices — e a mais recente foi a de incluir o mate da casa entre as bebidas, atendendo a pedidos. Só tem no Leblon — no mais, o cardápio é exatamente o mesmo da matriz. O staff da casa, salão e cozinha, é do Rio, mas foi treinado em São Paulo. Estranho, mas não me surpreendo: Rogério Fasano fez o mesmo quando abriu a filial carioca do Gero. Chegaram com práticas muito bem-vindas, como as garrafas de vidro com água da casa. Foi logo o primeiro item servido, num frasco bonito e gravado com o nome da brasserie. Nada de envólucros plásticos poluindo as mesas. Outra das boas: as torradas de sourdough, que vieram tostadas só de um lado, deixando uma parte macia, agradável (e silenciosa) de mastigar. Truque ótimo, que adotei em casa. Elas acompanharam, por exemplo, o patê de fígado de galinha perfeito, com redução de balsâmico e nozes-pecãs, agridoce (R$ 43,50).
Steak tartare do Le Jazz: perfeito
Laís Acsa
Comece pelo couvert, com pães da casa, manteiga com flor de sal e raspinhas de limão-siciliano e tapenade de azeitonas delicada (R$ 19). O cardápio é extenso, dá trabalho escolher. Momento de indecisão e a imaginação voando alto: terrine de campagne com pistache? Tutano assado para comer com colher ou o l’entrecôte? Escargots de Bourgogne? Provaria tudo, mas fomos de langue à la moutarde, língua na mostarda com purê de batata (R$ 79,50) — gostosa, mas fico com a do Nova Capela. Já o steak tartare (R$ 64) é único, perfeito, com salada de folhas e palitos de fritas douradas e quentes. Coroando, uma alcaparra de cabinho que fez ploft na boca. Teve ovo mollet empanado, com cogumelos e lasca crocante de presunto cru (R$ 64). E moules, com toques de creme e curry (R$ 58,50).
Le Jazz: île flottante, espécie de ovos nevados, encerra bem a refeição
Laís Acsa
A adega é interessante, com rótulos bissextos (alguns de muitos dígitos) e “pichet” de 175 ml a R$ 26. Dá para brincar. As sobremesas passam de dez. Pedi a île flottante (clara em neves com creme inglês e amêndoas, R$ 35) por questões afetivas: minha mãe adorava, teria aprovado. Faltaram o brûlée, os profiteroles, os waffles. O Le Jazz acabou de chegar. Tenho que voltar.

Le Jazz: saiba o que provar na brasserie paulistana que traz clássicos franceses ao Rio