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outubro 2, 2026
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Lula ataca Flávio Bolsonaro por casos Master e Ana Clara e faz apelo a votos de idosos e de mulheres

Por · outubro 2, 2026


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apelou nesta sexta-feira, durante um ato no Centro do Rio, para os votos dos idosos — público mais favorável à sua candidatura, segundo as pesquisas, mas que tradicionalmente tem taxas maiores de abstenção — e às mulheres, segmento em que ele também desempenha melhor. Durante carreata, ele também atacou Flávio Bolsonaro pelo seu envolvimento no Caso Master e por ter atuado, há cinco anos, na defesa do policial militar acusado de matar Ana Clara Gomes Machado, uma criança de 5 anos, em Niterói.
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Pelas regras eleitorais, nesta sexta-feira antes da eleição, candidatos só podem falar durante carreatas. Sem a possibilidade de comício parado, Lula discursou brevemente durante quatro momentos no trajeto entre a Candelária e a Cinelândia. Ele primeiro pediu votos do público idoso e relembrou a ditadura militar, defendida pela família Bolsonaro, quando a população não tinha direito a voto.
— Eu estou conversando com as pessoas com mais de 70 anos que por lei não têm mais a obrigação de votar. E nós precisamos convencer essas pessoas que construíram a conquista da democracia nesse país depois do golpe militar de 64. Não é possível que eles não estejam motivados a votar. Eu tenho 80 anos, quero viver até 100, 120, e votar em toda eleição. O que está em jogo não é a vitória de um homem, é a vitória de uma ideia. Ou a gente consolida a democracia, ou ela vai acabar — afirmou Lula, que se disse confiante em uma vitória já no primeiro turno.
Em outro momento, o candidato à reeleição se dirigiu às mulheres e citou uma nova lei assinada por ele na véspera, em que mulheres sob medida protetiva podem ficar seis meses afastadas do trabalho recebendo salário.
— Quem vai dar a vitória para nós é a maioria das mulheres do Rio — disse o presidente.
Em seguida, Lula passou o microfone para Janja, que o acompanhava no carro principal ao lado dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Eduardo Paes (PSD), no entanto, não esteve no ato. Outros que estiveram no carro de som com o petista foram Anielle Franco (PT), que concorre a uma vaga de deputada federal, e os prefeitos do Rio e Niterói, Eduardo Cavaliere (PSD) e Rodrigo Neves (PDT).
— Nós mulheres que vamos decidir essa eleição. Mulheres de todas as raças e de todos os credos. Assim como em 2022, nós mulheres que vamos vencer essa eleição para o senhor — discursou Janja.
Depois, Lula direcionou ataques ao seu adversário Flávio Bolsonaro.
— Não podemos permitir que a quadrilha do Banco Master volte a governar esse país, que a quadrilha da Previdência volte. A gente não pode permitir que esse país eleja uma pessoa que sendo senador foi defender um policial que matou uma menina de 5 anos de idade. A quadrilha da família Bolsonaro não pode pensar em voltar a governar. Precisamos ter coragem de dizer que é a luta da seriedade e do homem que tem biografia com a luta daquele que faz a orgia e que não tem caráter — discursou.
Ana Clara foi baleada em fevereiro de 2021 por uma bala perdida em Monan Pequeno, uma comunidade do bairro de Pendotiba, em Niterói. O suspeito de ter feito o disparo é Bruno Dias Delarolli, cabo da Polícia Militar do Rio. Na última quarta-feira, a série Revelando, que teve um vídeo de Fábio Porchat retirado do ar pelo Instagram na semana anterior, trouxe à tona que o senador Flávio Bolsonaro atuou na Justiça como advogado do PM. Depois disso, o caso passou a ser explorado pela campanha de Lula.
Nesta sexta-feira, durante a carreata, o presidente também mencionou os temas da luta contra a escala 6 por 1 e da soberania nacional, defendendo as terras raras e o petróleo como “patrimônio do povo brasileiro”.
— Nenhum gringo vai meter a mão nas nossas riquezas — afirmou Lula, em referência a Donald Trump.
Os candidatos ao Senado também discursaram. Benedita disse que a militância precisa eleger uma bancada alinhada a Lula, enquanto Pedro Paulo, vaiado durante todo o evento, pediu “união”.
— Precisamos estar unidos. Temos oportunidade de eleger o governador, senadores e presidente. Não é brincadeira essa eleição. Quando a esquerda se uniu assim, nós nos elegemos. Assim que tem que ser.
Já Rodrigo Neves disse que é preciso “vencer os milicianos”, enquanto Eduardo Cavaliere elogiu a postura de Lula em defesa dos interesses do Rio.
Vaias a Pedro Paulo
O jingle do candidato Pedro Paulo (PSD) foi vaiado diversas vezes na concentração do ato. Desde o início da campanha, parte da militância petista vem defendendo o voto de dobradinha ao Senado em Benedita (PT) e Mônica Benicio (PSOL).
As vaias a Pedro Paulo não são novidade nos eventos de Lula, que já respondeu a isso no evento realizado na Fundição Progresso. A aliança do PT com PSD no Rio proporcionou o palanque lulista com Eduardo Paes (PSD).
Nesta sexta, enquanto aguardavam a chegada de Lula na Candelária, o público vaiou o jingle de Pedro Paulo. Como resposta, os militantes gritavam “Benício” e o coro “ih qual é, é Benício e Bené”.
O ato de Lula tem a presença de artistas, como Diogo Nogueira, Marcelo Serrado e Julia Lemmertz, e candidatos do PT e PSOL, como Nisia Trindade (PT), Marcelo Freixo (PT) e Talíria Petrone (PSOL).

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