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Lula rechaça voto útil em Aécio para o Senado em MG e cobra escolha casada com PSOL: 'Pensei que era amigo'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que os apoiadores de Minas Gerais prefiram o nome de Áurea Carolina (PSOL) como segunda escolha ao Senado no estado, em voto casado com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A declaração do petista vem em meio à guinada do movimento informal “Marécio”, que prega […]

Lula diz que 'Flávio não é ninguém' durante ato em MG: 'Quero ser comparado com o pai dele, que tramou minha morte'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu que os apoiadores de Minas Gerais prefiram o nome de Áurea Carolina (PSOL) como segunda escolha ao Senado no estado, em voto casado com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT). A declaração do petista vem em meio à guinada do movimento informal “Marécio”, que prega apoio à petista e ao candidato do PSDB Aécio Neves num esforço útil para evitar que nomes ainda mais à direita, como Domingos Sávio (PL), se elejam à Casa.
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Em evento em Montes Claros, no Norte de Minas, Lula reforçou o apelo pela dobradinha entre PT e PSOL no Senado, além do apoio a Patrus Ananias (PT) na corrida ao governo estadual. A agenda no município marcou o início de uma guinada da campanha no Sudeste, onde o adversário do petista no duelo à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tem avançado nas pesquisas.
— Não tem essa de dobradinha com Marília, Áurea, qualquer candidato. Eu preciso de ajuda no Senado. Quem votar na Áurea, vota na Marília, quem votar na Marília, vota no Patrus, quem vota no Lula, vota no Patrus. É um voto casado, nós não podemos perder voto — afirmou.
No comício, Lula subiu o tom contra Aécio e lembrou ataques do ex-senador à ex-presidente Dilma Rousseff quando disputou o Planalto contra ela, em 2014.
— Eu fiz presidente da República de 2003 a 2010, quando Aécio era governador do estado, e eu pensei que era amigo do Aécio, mas todos os programas que nós tivemos, ele não colocava o nome do governo federal. E, quando [foi] candidato a presidente, eu nunca vi ele ofendendo tanto uma mulher como ofendeu a Dilma — destacou, após a própria Áurea desaconselhar o voto útil no tucano.
Flávio ‘não é ninguém’
No mesmo evento, Lula disse que não quer ser comparado a Flávio, classificando-o como um “ninguém”, e sim ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que governou por quatro anos. Na ocasião, o mandatário também disse que dirá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “não se meter na eleição brasileira”.
— Eu não quero ser comparado com o Flávio porque ele não é ninguém. Eu quero ser comparado com pai dele, que foi presidente da República, governou por quatro anos e tentou dar o golpe do 8 de janeiro. O pai dele que tramou a minha morte, a do Alckmin e a do presidente do Tribunal Superior Eleitoral — disse o presidente.
No discurso, Lula também listou os feitos tanto de seus mandatos antigos, mencionando os programas Farmácia Popular e o Minha Casa, Minha Vida, quanto os do atual governo, incluindo o Pé-de-Meia e Mais Especialidades. O petista, por sua vez, atribui ao governo Bolsonaro a criação da “quadrilha que roubou os aposentados” e do Banco Master.
— Nós descobrimos a quadrilha, prendemos os integrantes, tomamos R$ 100 milhões deles e já pagamos a 5 milhões de aposentados R$ 3,5 bilhões. Vamos ressarcir a Previdência com o dinheiro tomado deles. Esses dias disseram que meu filho era sócio do Careca do INSS, mas eu descobri que quem tem escritório junto com ele é Flávio Bolsonaro — afirmou.
Na fala, ao citar os compromissos de campanha nas próximas semanas, Lula mencionou a ida a reunião do Conselho Geral da ONU e comentou sobre a expectativa de um encontro com Trump.
— Amanhã, eu tenho atividade no Rio. Depois, vou para São Paulo e Santa Catarina. Vou chegar num sábado à tarde em casa e vou arrumar as malas porque eu vou para os Estados Unidos me encontrar com o presidente Trump. Vou dizer para ele: “Não se meta na eleição brasileira”. Esse país não vai voltar a ser colônia e aprendeu o gosto da independência defendida por um mineiro chamado Tiradentes — disse.
Como mostrou o GLOBO, o governo brasileiro rejeitou no ano passado incluir nas negociações sobre o tarifaço uma exigência dos Estados Unidos relacionada à participação de “dissidentes políticos” nas eleições deste ano. Questionado sobre o caso nesta quinta-feira, Flávio negou ter recebido apoio do governo americano. Em agenda de campanha em Vitória da Conquista (BA), o senador afirmou que o pleito será decidido pelos brasileiros e rejeitou a ideia de que a cobrança feita por Washington represente uma ajuda à oposição.
— Vamos ser bem claros, não existe ajuda do governo americano. Essa narrativa não vai colar, desculpa. Quem resolve a eleição é a gente aqui. A oposição tá disputando a eleição. A gente disputa a eleição com as regras que estão aí. E, se Deus quiser, vai ser no primeiro turno — afirmou.

Lula rechaça voto útil em Aécio para o Senado em MG e cobra escolha casada com PSOL: 'Pensei que era amigo'

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BRCOM