A professora universitária Isorlanda Caracristi afirma que não recebeu nenhuma mensagem da família do namorado de Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela contou que tentou procurar o companheiro da jovem ao perceber que ela não respondia às mensagens, mas descobriu que estava bloqueada.
“Ninguém da família entrou em contato comigo! Você, namorado, mãe, irmão, ninguém entrou em contato comigo! Isso pode? Pode? Por que não foram nem no enterro? No enterro da minha filha não tinha ninguém!”, diz Isorlanda em vídeo publicado nas redes sociais.
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Isabelle cursava Direito e havia se mudado recentemente para o imóvel onde vivia com o namorado. Ela foi encontrada morta no local na noite de 13 de setembro, por volta das 20h40, segundo informações da Perícia Criminal.
Isabelle estagiava em um escritório de advocacia onde o namorado era chefe
Reprodução/ Instagram
A mãe contou que esteve com Isabelle no domingo, horas antes da morte. Naquela noite, a jovem deixou de responder às mensagens. Entre os últimos contatos, segundo Isorlanda, estava uma mensagem em que a jovem dizia que a amava.
Preocupada com o silêncio, a professora tentou falar com o namorado da filha. De acordo com seu relato, não conseguiu contato por telefone e percebeu que havia sido bloqueada nas redes sociais. Na manhã seguinte, foi ao condomínio acompanhada do filho e soube da morte da estudante.
Relato sobre o relacionamentoIsorlanda também afirmou que se preocupava com a relação da filha com o homem, de 33 anos, que era seu chefe. Os dois teriam se conhecido durante o estágio de Isabelle em um escritório de advocacia. Segundo a mãe, o relacionamento começou poucos meses antes da morte da estudante.
Isabelle foi encontrada morta no dia 13
Reprodução
A professora relatou ainda que considerava o comportamento do homem controlador e que havia questionado a rapidez com que o relacionamento avançou.
A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias da morte. A análise das gravações, os novos depoimentos e os exames complementares da perícia devem ajudar a esclarecer o que ocorreu no condomínio na noite da morte.
Mãe de estudante de 22 anos encontrada morta diz que foi bloqueada pelo namorado da filha
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