Pesquisa Quaest contratada pelo GLOBO e pela TV Globo, e divulgada nesta segunda-feira, aponta que a maioria dos entrevistados defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Em meio a uma crise interna na Corte, que está mergulhada em um embate entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o levantamento captou ainda que 68% dos entrevistados são favoráveis a “aumentar as exigências” para a chegada de novos nomes ao STF.
Na sondagem, os eleitores foram questionados sobre seis propostas de mudanças na Corte, e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas. Segundo a pesquisa, 53% se disseram favoráveis a “estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros”, enquanto 30% foram contra esta medida. Outros 4% disseram não ser “nem a favor, nem contra”, e 13% não souberam responder.
Atualmente, os ministros do STF precisam se submeter à idade mínima de nomeação, que é de 35 anos, e à aposentadoria compulsória, aos 75 anos, mas não há um tempo fixo para atuação na Corte. Diversos juristas têm defendido o estabelecimento de um mandato com 12 anos de duração para os futuros ministros, mas a proposta ainda tem que ser discutida no Congresso.
De acordo com os dados da Quaest, 53% dos entrevistados disseram ser a favor de “criar um novo código de ética que impeça ministros de terem relações comerciais ou privadas”, outra medida que vem sendo aconselhada por especialistas. Outros 32% se disseram contrários.
O atual presidente do STF, Edson Fachin, buscou iniciar debates na Corte neste ano para criar um código de conduta, mas a proposta ainda não avançou. As discussões foram levantadas em meio a indícios de que parentes de ministros da Corte firmaram contratos e receberam recursos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e investigado pelo próprio Supremo.
A pesquisa da Quaest apontou ainda que 68% são favoráveis ao aumento de exigências na indicação de ministros, “como idade mínima e experiência profissional na área jurídica”, enquanto 20% ficaram contra esta medida.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 13 de setembro, em municípios de todo o país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026. O índice de confiança é de 95%.
Escalada da crise
Os dados foram coletados em meio ao acirramento de uma disputa entre Moraes e Mendonça, que também transbordou para a corrida presidencial. Nesta terça, o STF marcou sessão para decidir se abre investigação contra Moraes, após um relatório da Polícia Federal, tornado público por Mendonça, apontar diálogos entre o ministro e o banqueiro Daniel Vorcaro às vésperas de sua prisão em 2025.
Moraes, por sua vez, apresentou um pedido à Corte para abrir investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade na condução do caso do Banco Master. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, agendou a deliberação sobre este pedido para a próxima semana.
Em meio a este acirramento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem buscado se afastar de Moraes, ao mesmo tempo em que critica publicamente a atuação de Mendonça no STF. Já o candidato de oposição Flávio Bolsonaro (PL) vem defendendo o afastamento de Moraes da Corte e busca se aproximar de Mendonça.
Maioria dos eleitores defende mandato fixo e código de ética para ministros do STF, aponta pesquisa Quaest
Pesquisa Quaest contratada pelo GLOBO e pela TV Globo, e divulgada nesta segunda-feira, aponta que a maioria dos entrevistados defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O GLOBO ELEIÇÕES: Participe da comunidade e saiba tudo sobre as campanhas, debates e sabatinas Intenções de […]