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Médicos explicam diferença entre retinol e retinal, sugerem cuidados e modos de uso

Depois de anos como protagonista das rotinas de skincare contra a inexorável passagem do tempo, o retinol começou a dividir os holofotes com um princípio ativo “irmão”: o retinal. Também derivada da vitamina A, a molécula ganhou destaque entre os amantes de k-beauty e, impulsionada por produtos que viralizaram nas redes sociais, hoje disputa o […]

Médicos explicam diferença entre retinol e retinal, sugerem cuidados e modos de uso


Depois de anos como protagonista das rotinas de skincare contra a inexorável passagem do tempo, o retinol começou a dividir os holofotes com um princípio ativo “irmão”: o retinal. Também derivada da vitamina A, a molécula ganhou destaque entre os amantes de k-beauty e, impulsionada por produtos que viralizaram nas redes sociais, hoje disputa o posto de queridinha dos protocolos dermatológicos.
A principal diferença entre os dois está na quantidade de etapas necessárias para que se transformem em ácido retinoico, a forma biologicamente ativa da vitamina A, esclarece a dermatologista Paula Bellotti. “A tretinoína (como também é chamado o ácido retinoico) é o padrão ouro para o tratamento do fotoenvelhecimento, mas é uma substância que, por si só, deixa a pele muito sensível. Por isso, foram criadas outras moléculas derivadas que fossem mais toleradas”, explica. “O retinol se converte em retinal, que vira ácido retinoico. São duas fases. Já o retinal, apenas uma. Por isso, ele é mais forte e pode, sim, ser mais irritante”.
A regra, no entanto, varia de acordo com a pele. Em sua experiência clínica, a dermatologista Juliana Piquet diz não ter visto muitos casos de irritabilidade. Ela recomenda que, no início do tratamento, a aplicação do produto ocorra em dias alternados, evitando o uso quando a barreira cutânea não estiver íntegra, como, por exemplo, em casos de dermatite ou rosácea. “Outra dica é procurar formulações hidratantes, para aumentar a tolerabilidade”, completa a médica.
De acordo com a dermatologista Aline Vieira, o retinal atua em diferentes processos envolvidos no envelhecimento e na qualidade da pele. “Ajuda a normalizar a renovação celular, estimular colágeno e melhorar textura, rugas finas, poros dilatados, pigmentação, luminosidade, alguns tipos de acne e formação de cravos”, explica Aline Vieira. Ela orienta a não associar o retinal a ácidos ou outros ativos esfoliantes. “A aplicação deve ser feita à noite. E pela manhã, sempre lavar o rosto para remover o produto e usar proteção solar ”, recomenda.
Produtos com retinal
Divulgação

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Autor

BRCOM