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Mídia internacional repercute prisão de serial killer da Paraíba

A prisão de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, na Paraíba, ganhou repercussão em veículos de imprensa internacionais nesta quarta-feira. O homem é investigado pela Polícia Civil por 16 homicídios cometidos em aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape e chamou atenção no exterior após ser localizado em Mulungu usando vestido, peruca, sandálias femininas, […]

Mídia internacional repercute prisão de serial killer da Paraíba


A prisão de Jorlan Lopes da Silva, de 33 anos, na Paraíba, ganhou repercussão em veículos de imprensa internacionais nesta quarta-feira. O homem é investigado pela Polícia Civil por 16 homicídios cometidos em aproximadamente três meses no Vale do Mamanguape e chamou atenção no exterior após ser localizado em Mulungu usando vestido, peruca, sandálias femininas, óculos escuros e unhas pintadas, enquanto carregava uma criança de cerca de dois anos.
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A prisão, após aproximadamente 48 horas de buscas, foi noticiada por veículos dos Estados Unidos, Porto Rico, Nicarágua, e outros países. A revista americana People destacou que o suspeito tentou escapar disfarçado de mulher e carregava uma criança que não é sua filha.
A declaração feita por Jorlan durante o interrogatório também foi um dos pontos de repercussão. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, ele afirmou ter matado cerca de 80 pessoas ao longo da vida e disse ter cometido o primeiro homicídio aos 13 anos. O número, porém, ainda não foi confirmado pelas autoridades.
Homem suspeito de matar 16 pessoas na Paraíba é preso vestido de mulher
Reprodução/Polícia Civil da Paraíba
A polícia já reuniu provas técnicas e outros elementos que relacionam o investigado a 16 homicídios registrados em um período de aproximadamente três meses. Os investigadores agora tentam verificar se a quantidade de mortes relatada por Jorlan corresponde a crimes efetivamente cometidos por ele.
Disfarce chamou atenção no exterior
A tentativa de fuga foi um dos principais aspectos destacados pelos veículos estrangeiros. Jorlan teria conseguido passar por policiais usando roupas femininas e mantendo uma criança no colo para dificultar sua identificação.
Publicação da OKC Fox
Captura de tela | OKC Fox
Segundo a investigação, o suspeito retornou à residência onde estava escondido para pegar um revólver e deixar a criança. Na saída, porém, o vestido se deslocou e deixou à mostra uma tatuagem, o que permitiu aos policiais reconhecerem Jorlan.
Publicação do site beninense La Nouvelle Tribune
Captura de tela | La Nouvelle Tribune
A revista People informou que a criança foi encontrada sem ferimentos. As circunstâncias que levaram o menino a ficar sob os cuidados do suspeito ainda são investigadas pela Polícia Civil.
O caso também foi noticiado por veículos como OKC Fox, WJLA, Primera Hora e TN8 que destacaram a prisão e a alegação de que o suspeito teria cometido dezenas de homicídios.
Publicações do Primera Hora, de Porto Rico, e do TN8, da Nicarágua
Captura de tela | Primera Hora e TN8
Investigação começou após série de homicídios
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, Jorlan passou cerca de cinco ou seis anos preso ao longo da vida e foi colocado em liberdade no fim de maio deste ano. A partir daquele período, os investigadores passaram a relacioná-lo a 16 assassinatos ocorridos na região do Vale do Mamanguape.
Entre os casos está o assassinato de dois comerciantes, ocorrido em 1º de agosto, em Rio Tinto. Segundo o delegado Douglas Garcia, Jorlan teria indicado com precisão o local onde um dos corpos estava enterrado.
A polícia também investiga a possível participação dele em outros homicídios e confronta as informações fornecidas pelo suspeito com provas técnicas, registros criminais e outros elementos de investigação.
Suspeito se escondia em áreas de mata
A localização de Jorlan foi dificultada, segundo os investigadores, pelo hábito de se esconder em áreas de vegetação densa. Cerca de 20 dias antes da prisão, ele teria escapado de um confronto com policiais em Rio Tinto.
Depois disso, segundo a investigação, o suspeito se refugiou em uma comunidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa, apontada como área de atuação de uma organização criminosa. O deslocamento do grupo passou a ser monitorado pelos setores de inteligência.

Com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes interceptaram o veículo utilizado pelos suspeitos durante um deslocamento de Cabedelo para Mulungu. Um dos comparsas foi preso, mas Jorlan conseguiu fugir novamente.
Após novas buscas, ele foi localizado e preso em Mulungu. Outros dois homens também foram detidos durante a operação e são investigados por possível participação nos crimes e ligação com a mesma organização criminosa.
Jorlan foi transferido na terça-feira (15) para o Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa. A Polícia Civil continua investigando a participação dele em outros crimes e a veracidade da afirmação de que teria matado cerca de 80 pessoas.

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Autor

BRCOM