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outubro 1, 2026
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Ministério da Saúde interveio para que Lito Sousa fizesse estudo experimental de Harvard

Por · outubro 1, 2026
'A inteligência está 100% preservada, mas ele não anda sozinho, perdeu parte da visão e a fala está enrolada', diz mulher de Lito Sousa


Influenciador e especialista em aviação, Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1), depois de semanas de tratamento contra a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma patologia neurodegenerativa e rara. Ele já estava em cuidados paliativos, o que fazia com que o paciente tivesse uma melhor qualidade de vida. A condição de Lito chegou a fazer com que o Ministério da Saúde realizasse formalmente um pedido de inclusão de Lito Sousa, de 59 anos, em um dos estudos experimentais que estão sendo realizados nos Estados Unidos.
Na ocasião, o ministro Alexandre Padilha se manifestou na rede social X:
“Apoiamos a busca de centros de pesquisa e estudos sobre a doença, assim como formalizamos a solicitação da inclusão de Lito na fase inicial dos testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, em Harvard”, diz a publicação.
O estudo clínico PRiSM, realizado pela Universidade de Harvard, o Instituto Broad e a Universidade de Massachusetts, tem como objetivo testar um pequeno RNA de interferência, batizado de siRNA, para combater a doença.
Em seguida, o Instituto Broad compartilhou um comunicado sobre o caso de Lito:
“Obrigado a todos que demonstraram apoio e se engajaram em favor de Lito Sousa. Estamos em contato com a equipe dele para ajudar a avaliar suas opções. A doença priônica é rara e devastadora, e, por enquanto, não existem bons tratamentos disponíveis. Estamos trabalhando intensamente para mudar isso, mas a pesquisa — incluindo os ensaios clínicos — ainda está em fases iniciais. Estamos avançando o mais rápido que conseguimos. Não sabemos se poderemos ajudar, mas vamos tentar.”
Em resposta, o perfil de Lito afirmou que o centro de pesquisa ofereceu a opção de participar do estudo, porém, sem receber a medicação que está sendo testada contra a doença. Ele seria incluído no grupo que recebe apenas acompanhamento e exames, mas não o tratamento. O que também exigiria que a família se mudasse para os Estados Unidos, e, segundo a família, não optariam por esse caminho.
Mas, no mesmo comentário, também foi comunicada outra possibilidade:
“No momento, nós estamos tentando obter o uso compassivo do medicamento para o Lito. Ainda estamos esperando uma resposta para essa possibilidade”, diz o comentário do perfil do aviador.

Ministério da Saúde interveio para que Lito Sousa fizesse estudo experimental de Harvard