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Custo de vida entre os mais acessíveis da América do Sul, economia dolarizada e um dos processos de imigração mais simples para brasileiros, via Mercosul. O Equador reúne atrativos para quem busca o exterior sem gastar muito, mas o que chama atenção é a crise de segurança ligada ao narcotráfico. O país vive uma crise grave de violência, ocupando a 6ª posição entre os países mais perigosos do mundo no ranking ACLED de 2025 e a 135ª no Global Peace Index 2026, uma das piores da América do Sul.
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O custo de vida, no entanto, é um dos mais acessíveis do continente. O país utiliza o dólar americano como moeda oficial, o que traz estabilidade monetária, mas exige atenção ao câmbio para quem possui reservas em reais.
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O salário mínimo é fixado em R$ 2.400 mensais (chamado de Salário Básico Unificado – SBU). O salário médio anual, segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC), é de $ 13.500, e o mensal é de $ 1.100. Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos.
Aluguel de US$ 700
A média de aluguel varia de acordo com a cidade, a região escolhida e o tipo de acomodação. Em Quito, nas zonas mais valorizadas e seguras, como La Carolina ou Cumbayá, um apartamento de um quarto custa entre US$ 485 e US$ 815 (entre R$ 2.500 e R$ 4.200, na cotação atual).
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O transporte é Econômico. A tarifa de ônibus urbano gira em torno de US$ 0,35 (R$ 1,20), e o metrô de Quito oferece uma opção moderna e rápida. Na rede integrada da capital, que permite combinar viagens no Trolebús, Ecovía e o Metrô de Quito, a tarifa é de US$ 0,60.
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Para uma pessoa solteira que cozinha a maior parte das refeições em casa, o gasto mensal com supermercado e feira varia, em média, entre US 120 e US 200 (entra R$ 600 e R$ 1.000).
Residência temporária com base na nacionalidade
A rota mais simples e usada por brasileiros é a Residência Temporária pelo Mercosul, que concede residência de dois anos apenas com base na nacionalidade, permitindo viver e trabalhar legalmente. Nos 90 dias antes de o visto expirar, é possível pedir a Residência Permanente diretamente. O Equador ainda permite dar entrada no processo já dentro do país, desde que a condição de turista esteja regular.
Qualquer cidadão estrangeiro que tenha um visto de residência temporária fica isento de impostos alfandegários na importação de seus pertences domésticos e ferramentas de trabalho. Esse benefício limita-se a bens de uso cotidiano familiar, exige que a mudança seja liberada pela alfândega em até 6 meses após a concessão do visto e proíbe a importação de veículos.
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Além disso, há várias vias por perfil. O visto de Profissional é para quem tem diploma técnico ou superior emitido no exterior, com renda mensal de US$ 482, exigindo o registro do título no órgão de educação (SENESCYT). O de Nômade Digital, válido por até dois anos, pede renda de US$ 1.446 mensais de fontes externas e isenta a renda estrangeira de imposto local. Aposentados e rentistas têm rota própria, com o mesmo piso de US$ 1.446.
E o visto de Investidor concede residência mediante aporte mínimo de US$ 48.200 em imóvel, depósito bancário ou participação em empresa, cobrindo também cônjuge e filhos. Quase todas essas vias abrem caminho para a Residência Permanente após 21 meses e, eventualmente, para a cidadania em cerca de cinco anos, desde que o titular não passe mais de 90 dias por ano fora do país. Vale lembrar que brasileiros precisam apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela, exigência específica para quem vem do Brasil.
A manutenção de um seguro de saúde (público ou privado) é obrigatória para todos os estrangeiros residentes manterem seu status migratório ativo e obterem a identidade. Uma vez portador da cédula, o estrangeiro independente ou autônomo maior de 18 anos pode optar pela Afiliação Voluntária ao Instituto Ecuatoriano de Seguridad Social (IESS), com uma contribuição mensal, calculada com alíquotas de 17,6% a 20,5% sobre os rendimentos declarados, sem copagamentos na rede pública de saúde.
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Apuração de Leonardo Marchetti. Colaboraram Rafael Cruvinel, aluno do Curso Jornalismo do Futuro, e a estagiária Letícia Guimarães.
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