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‘Não vejo Sandro Alex como risco, meu adversário é Moro’, diz Requião Filho sobre eleição pelo governo do Paraná

Palanque do presidente Luiz Inácio Lula Silva no Paraná, o deputado estadual Requião Filho (PDT) considera o senador Sergio Moro (PL), apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), como seu real adversário na disputa pelo governo estadual. O candidato também afirma que não enxerga risco na candidatura do ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador […]

‘Não vejo Sandro Alex como risco, meu adversário é Moro’, diz Requião Filho sobre eleição pelo governo do Paraná


Palanque do presidente Luiz Inácio Lula Silva no Paraná, o deputado estadual Requião Filho (PDT) considera o senador Sergio Moro (PL), apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), como seu real adversário na disputa pelo governo estadual. O candidato também afirma que não enxerga risco na candidatura do ex-secretário estadual Sandro Alex (PSD), apoiado pelo governador Ratinho Júnior, por não observar um salto considerável nas pesquisas até o momento.
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Requião costurou uma aliança com o PT neste ano, mesmo depois de ter se desfiliado e rompido com o partido no ano passado em função de divergências com a direção nacional. Em um campo político oposto a Moro, tem buscado associá-la à gestão Bolsonaro, acusando-o de ter aliados envolvidos em escândalos do Master e do INSS. Na última rodada da pesquisa Quaest, ele registrou 21%, ante os 37% do ex-juiz da Lava-Jato, enquanto Sandro contabilizou 15%.
Veja os principais pontos da entrevista:
As campanhas dos seus dois principais adversários dizem que o senhor já atingiu um teto nas pesquisas justamente por ter o apoio do presidente Lula e rejeição do petismo no estado, onde a lembrança da Lava-Jato. Diante desse cenário, o senhor não considera que um palanque junto ao PT tende a atrapalhar a sua candidatura?
Eu acho que eles têm medo de mim, porque quem tem teto é o Sandro Alex, que tem toda a máquina do governo tentando ajudar e não consegue crescer. O governador está querendo tirar licença para apoiá-lo e não consegue crescer. O Sergio Moro também é quem realmente tem teto, porque ele não sai ali dos 40% desde que começou e foge dos debates. Vejo com muita tranquilidade e segurança a nossa posição e uma vitória no segundo turno.
Na disputa nacional, temas como a crise do INSS, as acusações contra Lulinha e Marcola, além do caso Master, têm pautado as críticas feitas por adversários a Lula. O senhor não teme que, apoiando o presidente, esses temas possam ser levados para a eleição no Paraná?
O caso Master envolve a família Bolsonaro e o Centrão de começo ao fim. E, no caso do INSS, é um escândalo que começou lá no governo Bolsonaro, quando Sergio Moro era ministro da Justiça, soube do escândalo e prevaricou. Então, o que nós temos é o presidente Lula dizendo: “Se querem, investiguem o meu filho”. Nós não temos nada a esconder. Eu não temo porque eu trabalho com a verdade. O Sergio Moro trabalha com versões
No ano passado, o senhor rompeu com o PT após criticar a condução nacional do partido. Neste ano, no entanto, o senhor construiu uma aliança com o partido, indicando para o Senado Gleisi Hoffmann, ex-presidente da sigla. O que mudou de lá para cá? Não há algum tipo de constrangimento que o senhor criticou no passado?
As minhas críticas ao PT continuam as mesmas. No entanto, a gente tem um momento da história brasileira em que nós podemos escolher entre um lado da defesa da manutenção da democracia, da estabilidade jurídica e política do país. Do outro, existe um falso patriotismo que se remete aos Estados Unidos, inclusive apoiando tarifas que têm prejudicado meu estado. Estamos focando muito mais naquilo em que a gente converge do que naquilo em que a gente diverge.
Na eleição, o senhor concorre contra um adversário que diz querer dar continuidade à gestão do Ratinho, aprovada por mais de 80% da população na última Quaest. Como convencer o eleitor paraense de que a mudança de gestão é o que eles precisam?
Eu não vejo problema nenhum nisso, porque o Paraná não quer a continuidade da venda das empresas estatais, do aumento de impostos, das contas de água e de luz, da implementação dos pedágios, de uma confusão generalizada na saúde e no tratamento desumano que têm os nossos policiais e os nossos professores. Eu não vejo o Sandro Alex como um risco. O meu adversário é o Sergio Moro e a sua falta de proposta, o seu discurso do ódio.
Durante a sua campanha, o senhor tem criticado as privatizações das estatais no Paraná e prometido rever processos como o da Copel, além de defender uma revisão rigorosa dos contratos de concessão rodoviária. Mexer nesses pontos não poderia aumentar a insegurança jurídica no estado e afastar investidores, como argumentam seus adversários?
Vamos auditar completamente essa privatização da Copel, porque tem uma denúncia muito séria feita pelo candidato a presidente do Missão de que a Copel foi vendida para o Nelson Tanure e para o Vorcaro, envolvendo o Banco Master e beneficiando algum grupo político aqui do Paraná. Insegurança jurídica no estado é o aumento do custo de energia muito acima do que deveria. Acho que, no caso dos meus adversários, é covardia. No meu caso, é coragem de enfrentar quem tira dinheiro do povo do Paraná.
Caso eleito, o senhor também lidaria com uma Assembleia Legislativa que, se mantiver uma configuração próxima à atual, teria maioria de representantes ligados à direita. Como passar esses projetos que o senhor propõe se a oposição tende a superar a sua base?
Hoje, a Assembleia faz o que o governo manda porque depende de favores e de cargos. Não vamos trabalhar dessa forma. Todos os assuntos serão discutidos de forma muito aberta. O deputado que quiser votar contra a devolução da Copel para o povo paranaense, baixando os custos do nosso agro, da nossa indústria, da nossa empresa, terá que vir a público e dizer que é contra a população.
Enquanto apoiador do presidente Lula, como será a sua relação com o governo federal caso o senador Flávio Bolsonaro vença a disputa presidencial?
O Brasil não merece o apocalipse da família Bolsonaro mais uma vez à frente da Presidência da República e o caos que isso vai causar nas instituições. Mas, se por acaso o país cometer esse erro, nós vamos cobrar com toda firmeza e com toda segurança aquilo que cobraríamos do presidente Lula. Respeito ao Paraná e respeito à nossa gente. Eu não preciso gostar do presidente e ele não precisa gostar de mim.

‘Não vejo Sandro Alex como risco, meu adversário é Moro’, diz Requião Filho sobre eleição pelo governo do Paraná

Autor

BRCOM