O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) deixou Carlos Bolsonaro (PL) fora de uma “colinha” eleitoral publicada neste sábado com suas recomendações de voto para Santa Catarina. Na imagem compartilhada nas redes sociais, o mineiro indica a deputada federal Carol De Toni (PL) para uma das duas vagas ao Senado, mas mantém em branco o espaço destinado ao segundo voto — justamente o posto disputado por Carlos, que concorre pelo mesmo partido no estado.
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A publicação ocorre dois dias depois de o próprio Nikolas ter sido deixado de fora de uma relação semelhante divulgada por Eduardo Bolsonaro. Batizada de “Candidatos de Eduardo Bolsonaro pelo Brasil”, a lista reunia recomendações do ex-deputado para diferentes estados, mas não incluía o parlamentar mineiro, apesar de Nikolas estar em campanha pela reeleição e atuar na mobilização eleitoral em favor de Flávio Bolsonaro (PL).
Na “colinha” de Santa Catarina, Nikolas recomenda, além de Carol De Toni para o Senado, Bia Borba (Novo) para deputada federal, Ana Campagnolo (PL) para deputada estadual, Jorginho Mello (PL) para governador e Flávio Bolsonaro (PL) para presidente. No campo reservado à segunda escolha para senador, porém, nenhum nome aparece.
Post de Nikolas Ferreira deixa segunda cadeira vaga para o Senado
Reprodução
Carlos Bolsonaro e Carol De Toni são os dois candidatos do PL às duas vagas catarinenses no Senado. Com isso, a ausência do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro na publicação ganhou repercussão entre integrantes e apoiadores do partido na reta final da campanha. A postagem não traz críticas a Carlos nem uma orientação expressa para que os eleitores deixem de votar nele. Jornal Razão
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A relação entre Nikolas e integrantes da família Bolsonaro atravessou momentos de tensão ao longo deste ano. Em abril, Eduardo Bolsonaro e o deputado mineiro trocaram críticas públicas nas redes sociais depois de uma divergência sobre o apoio à candidatura presidencial de Flávio. Na ocasião, Eduardo acusou Nikolas de dar pouco espaço à campanha do irmão e afirmou que o parlamentar mantinha Flávio em uma “espiral do silêncio”.
O embate começou após Nikolas compartilhar uma publicação do perfil Space Liberdade que atribuía a Jair Bolsonaro a criação do Pix. Eduardo havia criticado a página por afirmar que não votaria em Flávio no primeiro turno. Questionado pelo filho do ex-presidente sobre o compartilhamento, Nikolas reagiu com risadas, o que ampliou a troca de críticas.
Dias depois, Nikolas tentou reduzir a temperatura da disputa ao defender publicamente a união da direita durante um evento do PL em Brasília, ao lado de Flávio. Ainda assim, as divergências voltaram a aparecer nesta semana, quando Eduardo divulgou suas recomendações de candidatos pelo país sem mencionar o mineiro.
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A exclusão de Carlos da lista de Nikolas também se insere em uma disputa interna do bolsonarismo em Santa Catarina. A candidatura do ex-vereador do Rio ao Senado provocou atritos com quadros locais do PL desde sua transferência política para o estado. Ana Campagnolo, indicada por Nikolas para a Assembleia Legislativa, já protagonizou embates públicos com Carlos e chegou a questionar a forma como sua candidatura foi construída.
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Carlos deixou a Câmara Municipal do Rio para disputar o Senado por Santa Catarina. Durante a campanha, buscou associar sua candidatura à influência política da família Bolsonaro no estado e à candidatura presidencial de Flávio. Ele e Carol De Toni aparecem entre os principais nomes da disputa pelas duas vagas ao Senado, ao lado do senador Esperidião Amin (PP), segundo levantamentos divulgados durante a campanha.
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Nikolas Ferreira deixa Carlos Bolsonaro fora de lista de apoios ao Senado em SC após ser ignorado por Eduardo
