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O corpo mudou, mas os hábitos são os mesmos? Entenda o que pode estar por trás

Por · outubro 29, 2026
O corpo mudou, mas os hábitos são os mesmos? Entenda o que pode estar por trás


A relação com o corpo envolve diferentes fases, experiências e necessidades. Para algumas mulheres, a partir dos 40 anos, mudanças na distribuição da gordura corporal, no sono e na disposição passam a chamar a atenção, mesmo quando os hábitos permanecem semelhantes. Essas alterações podem ter diferentes causas, entre elas as oscilações hormonais da perimenopausa, período de transição que antecede a menopausa.
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A presença de mulheres como Paolla Oliveira e Beyoncé em evidência também alimenta conversas sobre beleza, saúde e representatividade feminina. Nesse contexto, compreender as transformações do organismo ajuda a ampliar o debate para além da aparência e a reconhecer que o cuidado com o corpo não precisa estar condicionado a um padrão estético.
Segundo o médico Marco Vilarinho, fundador da MV Clinic Health & Care, em São Paulo, as oscilações hormonais podem influenciar a composição corporal, mas devem ser consideradas junto a outros fatores relacionados à saúde.
“O estrogênio participa de diferentes processos do organismo feminino, incluindo a distribuição de gordura corporal. Com as oscilações hormonais, muitas mulheres começam a perceber maior acúmulo de gordura abdominal e mudanças na composição corporal. Mas não podemos atribuir tudo aos hormônios. Alimentação, sono, atividade física e saúde metabólica também precisam ser avaliados”, explica.
Composição corporal vai além do peso
A massa muscular, a alimentação e a prática de atividade física são aspectos importantes para a saúde em diferentes momentos da vida. Com o envelhecimento, pode ocorrer uma redução progressiva da massa muscular, embora o ritmo e a intensidade desse processo variem de pessoa para pessoa.
Por isso, estratégias para cuidar do peso devem considerar as necessidades individuais, sem recorrer automaticamente a dietas restritivas ou estabelecer a balança como único indicador de saúde.
“Depois dos 40, o objetivo não deve ser simplesmente reduzir o número na balança. Precisamos olhar para a composição corporal, preservar a musculatura e identificar fatores que possam estar interferindo no metabolismo. O emagrecimento saudável exige uma estratégia individualizada, e não apenas comer cada vez menos”, afirma.
Sono e disposição também fazem parte da saúde
Alterações no sono, cansaço e dificuldade de concentração estão entre as queixas relatadas por algumas mulheres durante a perimenopausa. Esses sintomas podem estar relacionados às oscilações hormonais, mas também têm outras causas possíveis e não devem ser atribuídos automaticamente a essa fase.
A avaliação individual permite investigar os fatores envolvidos e identificar quais medidas podem contribuir para o bem-estar. O acompanhamento também ajuda a evitar tratamentos sem indicação adequada ou baseados em promessas de resultados rápidos.
“Não existe uma fórmula única para todas as mulheres. O acompanhamento precisa considerar os sintomas, o histórico clínico e as necessidades individuais. O objetivo é promover saúde, disposição e qualidade de vida, sem transformar o envelhecimento em uma batalha contra o próprio corpo”, destaca o médico.
Cuidado com o corpo sem pressão estética
As conversas sobre saúde feminina também envolvem a maneira como as mulheres percebem o próprio corpo e lidam com as expectativas sociais relacionadas à aparência. Em meio à exposição nas redes sociais e à oferta de soluções para emagrecimento, reconhecer a diversidade de experiências ajuda a evitar comparações e cobranças que nem sempre correspondem às necessidades individuais.
Para Marco, o acompanhamento deve priorizar o bem-estar e a autonomia, respeitando as particularidades de cada paciente.
“O meu objetivo é que você não precise olhar para trás desejando voltar aos seus 20 anos, mas possa viver a melhor fase da sua vida agora, com saúde, maturidade, autonomia e disposição”, conclui.

O corpo mudou, mas os hábitos são os mesmos? Entenda o que pode estar por trás