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setembro 30, 2026
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O frizz não precisa mais ser escondido: conheça a tendência do cabelo 'vivido'

Por · setembro 30, 2026
O frizz não precisa mais ser escondido: conheça a tendência do cabelo 'vivido'


Durante muito tempo, o cabelo “arrumado” esteve associado a uma ideia bastante específica de perfeição: fios alinhados, ondas simétricas, volume sob controle e nenhum sinal de frizz. Nas passarelas de Milão, essa lógica apareceu menos rígida. Em desfiles de grifes como Prada, Marni e Roberto Cavalli, cabelos com textura, movimento e fios propositalmente desalinhados dividiram espaço com finalizações mais polidas e recolocaram em cena a estética do chamado lived-in hair, o cabelo de aparência “vivida”.
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A proposta está menos em parecer desleixado do que em abandonar a aparência de que cada fio foi colocado no lugar. O resultado remete a um cabelo que atravessou algumas horas do dia, sofreu a ação do vento e manteve parte de sua textura natural. Para a cabeleireira Rose Alves, a tendência acompanha uma transformação mais ampla na maneira de pensar a beleza: a finalização não precisa apagar todas as características naturais dos fios para ser sofisticada.
“O cabelo vivido tem uma beleza mais espontânea. Você percebe textura, movimento e até alguns fios fora do lugar. A ideia não é deixar o cabelo sem cuidado, mas diminuir aquela aparência excessivamente montada. É um cabelo bonito que não parece ter levado horas para ficar pronto”, explica.
O frizz também pode fazer parte
Nesse contexto, o frizz deixa de ser necessariamente um problema a ser eliminado. A questão não é abrir mão dos cuidados com os fios, mas mudar o tipo de acabamento procurado. Em vez de uma superfície completamente uniforme, entram em cena volume, irregularidades e textura.
“Existe uma diferença entre um cabelo ressecado e um cabelo propositalmente texturizado. Para o efeito ficar bonito, os fios continuam precisando estar bem cuidados. O que muda é a finalização. Em vez de controlar cada fio com muito produto, deixamos mais movimento e uma textura menos perfeita”, diz Rose.
A distinção é importante porque o lived-in não equivale a simplesmente deixar o cabelo de qualquer jeito. A aparência casual é construída a partir de fios saudáveis e de uma finalização que preserve justamente aquilo que técnicas mais rígidas costumam tentar esconder.
Como reproduzir o efeito
Em casa, a proposta pode ser adaptada à textura de cada cabelo. Em vez de desenhar ondas muito uniformes, por exemplo, vale criar movimentos mais soltos e depois desfazê-los com os dedos. Também é possível aproveitar a textura natural dos fios e deixar a secagem acontecer de maneira menos controlada.
“Depois de lavar, você pode deixar o cabelo secar mais naturalmente ou fazer uma escova sem buscar aquele acabamento extremamente polido. Se quiser ondas, faça de maneira mais solta e depois desmanche com os dedos. Spray de textura ou um produto leve nas pontas pode ajudar, mas sem exagero. Quanto menos rígido parecer, melhor”, orienta.
A mesma lógica vale para o volume que perde a forma algumas horas depois da escova. Em vez de tentar recuperar imediatamente o acabamento original, a ideia é incorporar a passagem do tempo ao penteado. É justamente nessa distância da perfeição calculada que o cabelo “vivido” encontra seu espaço e mostra que, na beleza, até os fios fora do lugar podem ser parte do resultado.

O frizz não precisa mais ser escondido: conheça a tendência do cabelo 'vivido'