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O que a chegada dos robôs às cirurgias faciais revela sobre a beleza

Por · novembro 5, 2026
O que a chegada dos robôs às cirurgias faciais revela sobre a beleza


A cirurgia plástica facial começa a incorporar novos recursos tecnológicos em procedimentos como o lifting, que busca suavizar os efeitos da passagem do tempo no rosto. Uma das aplicações em estudo é o uso de sistemas robóticos no deep plane facelift, técnica que atua em camadas mais profundas da face. O cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), realizou o procedimento com o auxílio dessa ferramenta.
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A proposta é oferecer ao médico uma visão ampliada da região operada e mais controle sobre os movimentos dos instrumentos. Na prática, o cirurgião acompanha as imagens por meio de um console e comanda os equipamentos durante toda a operação.
“Uma das características da cirurgia robótica é permitir que o cirurgião visualize as estruturas anatômicas com ampliação e percepção de profundidade, além de controlar instrumentos com movimentos muito delicados. Em regiões nas quais precisamos trabalhar próximos a estruturas importantes, como os nervos da face, essa visão torna o procedimento mais seguro”, explica.
Outro recurso é a redução dos pequenos tremores naturais das mãos, o que pode ajudar em movimentos que exigem maior delicadeza. O médico ressalta, no entanto, que a ferramenta não realiza o procedimento de forma independente.
“Apesar do nome, a cirurgia robótica não significa que um robô realize o procedimento de maneira autônoma. O cirurgião permanece responsável pelas decisões, pela condução da operação e por cada movimento executado pelos instrumentos.” Paolo acrescenta que o equipamento não substitui o conhecimento do profissional: “Ele funciona como uma ferramenta controlada pelo médico, oferecendo recursos adicionais de visualização e estabilidade”.
No deep plane facelift, o sistema pode ser utilizado em uma etapa que envolve regiões próximas aos nervos responsáveis pelos movimentos e pelas expressões do rosto. O cuidado nessa área é importante porque uma lesão pode afetar a movimentação dos músculos faciais. Apesar dos recursos oferecidos, a imagem ampliada não permite identificar todos os nervos nem elimina o risco de complicações.
“Uma imagem ampliada pode facilitar a identificação dos planos anatômicos, enquanto instrumentos com movimentos mais estáveis podem auxiliar na execução de manobras delicadas. Entretanto, a visualização oferecida pelo sistema não significa que todos os nervos possam ser identificados diretamente ou que o risco de lesão seja eliminado”, diz o cirurgião.
O uso desses equipamentos já faz parte de outras áreas da medicina e também aparece em procedimentos de microcirurgia e reconstrução na cirurgia plástica. No lifting facial, porém, a aplicação ainda é recente. Para Paolo, é preciso observar como esses recursos podem contribuir em diferentes etapas da operação.
“Precisamos compreender em quais etapas e procedimentos esses recursos realmente acrescentam benefícios”, finaliza.

O que a chegada dos robôs às cirurgias faciais revela sobre a beleza