A coroação de Anitta como rainha de bateria da Grande Rio, realizada no domingo (20), coloca a cantora no posto que, em 2026, foi ocupado por Virginia Fonseca. Na quadra da escola, em Duque de Caxias, ela recebeu a coroa de Eloína dos Leopardos, considerada a primeira rainha de bateria do Brasil.
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Além da preparação física e da produção que antecedem os desfiles, a aparência dessas mulheres também costuma despertar atenção. Nos últimos anos, porém, a conversa sobre os cuidados estéticos ganhou outro contorno. Se intervenções faciais já fazem parte da rotina de muitas famosas, cresce a busca por resultados que preservem os traços e evitem mudanças excessivamente perceptíveis.
Virginia, que deixou o posto da Grande Rio após a temporada de 2026, realizou um procedimento de rejuvenescimento facial em julho deste ano. O resultado repercutiu nas redes sociais e voltou a colocar em discussão a relação entre intervenções estéticas e mudanças na aparência.
Sabrina Sato também já falou sobre os cuidados que mantém com o rosto. Antes dos desfiles deste ano, a apresentadora contou que recorria a procedimentos estéticos e mantinha uma rotina contínua de cuidados com a pele. Na ocasião, ela se apresentou pela Vila Isabel, no Rio, e pela Gaviões da Fiel, em São Paulo.
Viviane Araujo, por sua vez, relatou que já havia realizado tratamentos faciais, como bioestimulador de colágeno e ácido hialurônico, mas afirmou não ter feito procedimentos antes dos desfiles de 2026. A preparação, segundo ela, ficou concentrada em academia e alimentação.
A diferença entre os relatos ajuda a mostrar que a preparação para uma grande exposição não segue necessariamente uma fórmula. Mesmo entre mulheres que estão acostumadas aos holofotes, há quem opte por intervenções e quem prefira manter os cuidados habituais, sem recorrer a um procedimento antes de uma ocasião específica.
Para Fernanda Nichelle, médica que atua na área estética, essa mudança também aparece na expectativa de quem procura tratamentos faciais. Segundo ela, a busca deixou de estar tão ligada à transformação dos traços e passou a considerar aspectos como qualidade da pele, sustentação e prevenção.
“Hoje, a estética não precisa transformar o rosto. A gente consegue trabalhar qualidade de pele, prevenção, sustentação e algumas características que incomodam a paciente sem tirar aquilo que faz com que ela seja reconhecida. Essa é uma evolução muito importante”, afirma.
Em ocasiões de grande exposição, o momento escolhido para realizar uma intervenção também merece atenção. Iluminação forte, fotografias em alta resolução, vídeos e transmissões podem evidenciar alterações que passariam despercebidas no dia a dia.
“Quando a pessoa vai estar muito exposta, qualquer excesso pode ficar evidente. Por isso, eu gosto muito de falar em planejamento. Não existe um procedimento que seja indicado simplesmente porque é o procedimento do momento. Existe aquilo que faz sentido para aquela pele, para aquela anatomia e para aquele objetivo”, diz Fernanda.
A toxina botulínica é um dos recursos utilizados para suavizar linhas de expressão. Segundo a médica, a aplicação não precisa comprometer a movimentação do rosto.
“O botox bem indicado não é para deixar a pessoa sem expressão. É para suavizar a contração muscular em pontos específicos. A paciente continua sendo ela, continua expressando as emoções, mas com uma aparência mais descansada”, explica.
A escolha também varia de acordo com características individuais. Idade, anatomia e movimentação muscular estão entre os aspectos considerados antes de uma aplicação.
“Não existe uma receita pronta. Duas pessoas da mesma idade podem precisar de abordagens completamente diferentes. É por isso que eu não gosto dessa ideia de padronizar rostos”, completa.
A busca por uma aparência natural também aparece no relato de Juliana Paes. Durante o Carnaval 2026, a atriz contou que realiza bioestimulação de colágeno e afirmou buscar procedimentos que estejam “mais perto do que é natural”.
Para Fernanda, o interesse por tratamentos voltados à produção de colágeno acompanha uma mudança na maneira como a estética facial é encarada. A atenção passou a incluir não apenas volume, mas também aspectos relacionados à qualidade da pele.
“Hoje existe uma preocupação muito maior com a qualidade da pele. Não é só sobre preencher ou criar volume. É sobre textura, firmeza, luminosidade e prevenção. O colágeno entra muito nessa proposta porque trabalha a pele de uma maneira progressiva”, observa.
A estética das rainhas mudou?
Mais do que uma mudança nos recursos utilizados, Fernanda identifica uma transformação na expectativa em relação ao resultado. A ideia de que uma intervenção precisa ser perceptível para fazer diferença dá lugar à procura por uma aparência que preserve as características individuais.
“Eu acho que estamos vivendo uma fase muito mais interessante da estética, porque a paciente não quer mais necessariamente parecer que fez alguma coisa. Ela quer parecer bem. Quer olhar no espelho e se reconhecer. Isso vale para uma rainha de bateria, para uma atriz ou para qualquer mulher”, avalia.
Os relatos de famosas como Anitta, Virginia, Sabrina Sato, Viviane Araújo e Juliana Paes mostram diferentes maneiras de lidar com a própria imagem diante dos holofotes. Há quem recorra a procedimentos, quem mantenha uma rotina de cuidados e quem prefira não fazer intervenções antes de uma ocasião específica.
“Não acredito em uma beleza única. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. O mais bonito, para mim, é quando o procedimento respeita a identidade e você continua enxergando aquela pessoa ali. A estética deve acompanhar a beleza, não substituir quem você é”, finaliza Fernanda.
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