Grado é eleito o melhor restaurante italiano da cidade pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia 2026. Confira outros bons endereços na categoria.
2º lugar: Nido
O restaurante do veneziano Rudy Bovo é daqueles italianos discretos que não precisam fazer alarde para mostrar serviço. Há oito anos, a casa mantém no Leblon uma cozinha clássica e cuidadosa, com massas frescas, risotos, carnes e pescados que passeiam por diferentes regiões da Itália. No salão elegante e intimista, de toalhas brancas e luz acolhedora, vale começar pelo carpaccio de polvo fininho com creme de azeitonas e tomate (R$ 109) ou pela berinjela à parmegiana (R$ 92). Entre as massas, o ravióli de cordeiro com cacio e pepe (R$ 120) é um dos acertos, e o risoto de pato com pera caramelizada (R$ 118) combina doçura e sabor na medida. As polentas, tradição do Veneto, aparecem em três versões, como a de ragu de linguiça toscana (R$ 109). Na sobremesa, a regina (R$ 318, para compartilhar), esfera de chocolate 70% quebrada à mesa e recheada com sorvete e frutas, faz um gran finale divertido. A carta de vinhos, com cerca de 120 rótulos, tem mais de 40% de italianos, e o serviço, especialmente o de vinhos, acompanha o nível da cozinha. Leblon: Av. General San Martin 1.011 (2259-7696/98122-3944). Seg, das 18h às 23h50. Ter a sáb, das 12h às 23h50. Dom, das 12h às 23h.
3º lugar: Gero
Há restaurantes que mudam de rumo a cada temporada; o Gero prefere aperfeiçoar uma fórmula que atravessa décadas: cozinha italiana clássica, sob o comando do chef Luigi Moressa, e serviço impecável. No elegante salão ou na varanda do Hotel Fasano, de frente para a praia do Arpoador, o cardápio é daqueles em que tradição e rigor técnico falam mais alto que a invenção: o carpaccio de filé-mignon com pasta de azeitonas e pinole (R$ 122), uma das quatro versões disponíveis; o ravióli de vitela ao molho de cogumelos (R$ 170, na foto); e o stinco de cordeiro, assado no forno com batatas e alcachofrinhas (R$ 240), são exemplos. Antes, cuidado para não queimar a largada com os chips de abobrinha crocante, que chegam à mesa como cortesia, de comer aos baldes. Na sobremesa, o mil-folhas de creme (R$ 66) e o tiramisù (R$ 70) dividem atenções. A cada estação, sugestões do chef renovam a carta sem descaracterizá-la. E, no almoço de segunda a sexta no almoço, o menu mezzogiorno reúne entrada, principal e sobremesa por R$ 195. Ipanema: Hotel Fasano. Av. Vieira Souto 80 (3202-4000). Seg a qua, das 12h às 16h e das 17h às 23h. Qui a sáb, das 12h às 16h e das 17h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h.
Ravioli de vitela do Gero
Divulgação/Fasano
ALBA CUCINA
O espaço nascido como gastrobar ganhou ares de restaurante com a chegada do chef Michele Petenzi, que deixou a operação da cozinha em junho. O cardápio ainda é dele, mas em outubro deve ganhar uma repaginada pelas mãos do novo chef, Duda Ribeiro, com passagem por restaurantes como o premiado Mirazur, do chef Mauro Colagreco. A proposta segue valorizando receitas de raízes italianas, com massas e pães feitos na casa. Entre os bons começos, o supplì alla amatriciana (R$ 49) é um bolinho de arroz com tomate, mozzarella, guanciale e pecorino romano. Depois, o spaghettoni cacio e pepe (R$ 79) é um clássico sem firulas, e o tagliatelle con genovese di agnello (R$ 87) leva ragu de cordeiro, cebola e pecorino. O amore mio (R$ 42), merengue italiano com creme de baunilha e frutas vermelhas, é novidade na ala doce. Botafogo: Rua Martins Ferreira 60. Seg a qui, das 11h30 às 16h e das 19h às 23h. Sex, das 11h30 às 16h e das 19h à 1h. Sáb, das 12h à 1h. Dom e feriados, das 12h às 22h.
ANNA
Tradição aliada à boa mesa: o Anna não precisa fazer alarde para se impor, e é refúgio certeiro para quem busca comida italiana em seus próprios termos há mais de 25 anos. A grandeza está nos detalhes — massa fechada na hora, pães assados quase no momento de servir. Maestria que segue os passos do irmão mais velho, o Artigiano, um dos únicos da cidade a ostentar o título Bib Gourmand do Guia Michelin desde a primeira edição Rio & São Paulo. Novidade no cardápio, o nhoque de abóbora com fonduta de parmesão, avelãs tostadas e balsâmico (R$ 68,50) já figura entre os destaques da casa, ao lado do tagliatelle negro com camarões e lagostins ao molho cremoso de prosecco (R$ 79,90) e dos raviólis redondos de massa verde, recheados de cordeiro ao alecrim (R$ 76,50). Para finalizar, profiteroles (R$ 45), com sorvete de creme e calda de chocolate à avelã. Vale avisar: a casa não aceita cartões ou Pix, somente dinheiro ou cheque. Ipanema: Av. Epitácio Pessoa 214 (2529-8766). Seg a qui, das 18h à meia-noite. Sex e sáb, das 18h à meia-noite e meia. Dom, das 12h às 22h.
BABBO OSTERIA
O primeiro restaurante solo de Elia Schramm (à frente ainda da Francese Brasserie e do bar Jurubeba) é também uma homenagem às suas raízes: nascido na parte italiana da Suíça e criado no Rio, o chef buscou nas memórias de infância e nas viagens pela Itália a inspiração para uma cozinha que equilibra tradição e contemporaneidade. O menu passeia por diferentes regiões da terra da bota, com preços que não esticam a conta, e tem nas massas artesanais um dos seus pontos altos, caso do pappardelle com ragu de carne cozido por 12 horas (R$ 79) e do nhoque dourado com cogumelos e salsa de trufas (R$ 81). O putanesca di tonno (R$ 114), com tataki de atum selado e massa verde ao molho pomodoro, alcaparras, azeitonas pretas, peperoncino e basílico, tem personalidade de sobra. Para começar, a berinjela crocante com molho de tomate e burrata (R$ 42) é boa pedida. Para fechar, o pistache & limone (R$ 43), de massa choux craquelin, creme de pistache e limão-siciliano. Ipanema: Rua Barão da Torre 632. Seg a qua, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Qui, das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h às 16h e das 19h à 1h. Dom, das 12h às 18h.
CANTINA DO CLAUDE
Entre o Madame Olympe, onde Claude Troisgros exercita sua verve autoral, e o Chez Claude, de sotaque francês como o próprio chef, há espaço para voltar às origens: aqui, ele abre a cozinha para as lembranças da mãe e da avó italianas. Essa memória aparece em receitas simples e cheias de sabor, preparadas no dia a dia por Jessica Trindade, chef do ano nesta edição. Para celebrar os três anos da casa , o menu traz novidades como a berinjela à parmegiana (R$ 62), gratinada com molho da nonna, e a minestrone, tradicional sopa de favas brancas e calabresa (R$ 48). Entre os principais, o agnolotti de cordeiro com brócolis (R$ 122) e o ravióli de pato com laranja (R$ 128) trazem preparos mais elaborados. Para quem prefere os clássicos, há risoto de tomate, stracciatella e basílico (R$ 68). Na sobremesa, o tiramisù (R$ 36) mantém a tradição, enquanto a cheesecake de goiabada com sablé (R$ 42) faz a ponte com o Brasil. Leblon: Rua Conde de Bernadotte 26 (3579-1185). Ter a qui, das 18h30 às 22h30. Sex e sáb, das 18h30 às 23h. Dom, das 12h às 17h.
CANTINA DA PRAÇA
Depois de uma breve pausa para reforma, a casa em Ipanema voltou em maio repaginada, mais confortável e ainda mais próxima do clima das cantinas italianas. São quatro ambientes e uma adega climatizada à vista. O chef executivo Gilles Danton renovou o cardápio sem perder a vocação para comida italiana farta e de bom custo-benefício. Para abrir os trabalhos, o antepasto nostro (R$ 69) reúne stracciatella, pesto, ragu de linguiça, confit de berinjela, carpaccio e focaccia. Entre as massas, o nhoque dourado com fonduta de grana padano e cogumelos trufados (R$ 79) é um dos acertos, ao lado do fettuccine al nero con gamberi (R$ 94), massa de tinta de lula com camarões grelhados e beurre blanc. À noite, as pizzas de fermentação natural seguem boa pedida, como a carbonara (R$ 82), com creme de bacon, mix de mozzarellas, parmesão e gema. Para beber, a carta reúne rótulos italianos de diferentes regiões. Ipanema: Rua Jangadeiros 28 (3258-9540). Dom a qui, das 11h30 à meia-noite. Sex e sáb, das 11h30 à 1h.
CASA ORZO
O que começou como delivery ganhou corpo com a procura e, em outubro de 2025, o Orzo Pasta Bar atravessou a rua para um casarão maior na mesma Mariz e Barros, rebatizado de Casa Orzo, e triplicou o tamanho. Na cozinha, o chef executivo Arthur James (ex-Ocyá) revisita clássicos da casa e cria receitas autorais, sempre com massas frescas feitas ali e pasta de grano duro italiana. O linguine com camarões e molho bisque (R$ 108) e o nhoque de ricota com lulas crocantes (R$ 89) mostram a nova atenção aos frutos do mar. O lado comfort aparece na língua cozida por 36 horas com polenta frita (R$ 49) e no risoto de cogumelos com mignon e sálvia (R$ 84). Para terminar, a rabanada brûlée (R$ 35) é sucesso desde os primórdios. Vinhos naturais e drinques da mixologista Angélica Oliveira completam o programa. Tijuca: Rua Mariz e Barros 1.093 (97590-1000). Seg a sáb, das 11h30 às 23h. Dom, das 12h às 17h.
CASA DO SARDO
Uma pequena viagem à Sardenha, com direito a sabores do litoral e do interior da ilha, é o que propõe o chef Silvio Podda, sardo de nascimento e à frente da simpática casa em São Cristóvão, desde 2012. Entre os carros-chefes da cozinha do mar estão a fantasia di mare (R$ 98), linguine com polvo, lula, camarão, mexilhão e camarão VG ao molho de tomate, e o gamberoni alla aquavite (R$ 95), que traz dois camarões VG flambados na cachaça e espaguete com tomate-cereja. Do interior, voltado para carnes, massas e queijos, o malloredus, espécie de gnochetti típico da ilha, chega com ragu de cordeiro, shiitake e pecorino (R$ 72). A novidade do ano é a Brasa Sarda, com sugestões diárias preparadas no novo braseiro, como carneiro, porchetta e truta, que pode aparecer alla campagnola (R$ 98), com azeite, alho, salsinha, tomate seco e Parma, acompanhada de legumes, batata e aspargos. De sobremesa, cannoli siciliani (R$ 16) ou de pistache (R$ 18). Na entrada, o empório reúne vinhos e produtos da região. São Cristóvão: Rua São Cristóvão, 405 (3042-8049). Ter a sáb, das 12h às 22h. Dom, das 12h às 16h.
CASA TUA
Um endereço, dois restaurantes. De um lado, uma cozinha mais requintada, como se a casa estivesse em clima de festa, com massas frescas e recheadas. Do outro, um menu para dias mais suaves, com panini e pizzas. Nos dois ambientes, a hospitalidade é assinada por Atagerdes Alves, figura emblemática nos salões mais sofisticados da cidade há décadas. Das entradas, atenção para o suflê de queijo de cabra (R$ 98), raridade nos cardápios cariocas, e para o crudo de atum com hortelã e limão-siciliano (R$ 158). Nas massas frescas, o cannelloni verde com vitelo e mozzarella defumada (R$ 156) alegra a mesa com cor e aroma, enquanto o carbonara (R$ 152), feito com guanciale, segue como aposta certeira entre os clássicos. Com sabores tradicionais, as pizzas também ganham destaque — vale a mordida no panino alla alves (R$ 83), com mozzarella de búfala, espinafre e presunto de Parma. Para acompanhar o momento, a adega reúne duas mil garrafas. Barra: Rua Érico Veríssimo 190 (3030-0010). Seg, das 19h à meia-noite. Ter a qui, das 12h às 15h e das 19h à meia-noite e meia. Sex, das 12h às 16h e das 19h à 1h. Sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 17h.
COZINHA DOS FERRARI
Com o sabor e a irreverência de quem migrou da Mooca para o calçadão da Av. Beira Mar, a casa conquistou os cariocas logo de cara. Não fosse o sotaque napolitano vindo da cozinha e o rosto da Nonna estampado nos pratos, dava para jurar que eles sempre estiveram ali. O salão traz memórias de gente que já ocupa aquele espaço há muito tempo, embora tenham aberto as portas em maio deste ano. Com a chegada da família por aqui, a cidade ganhou uma cozinha simples, original, afetiva sem afetação. O cardápio é semanal, mas alguns pratos já habitam o imaginário dos frequentadores, como a milanesa com risoto pomodoro (R$ 86), o arroz de bochecha com polenta frita italiana (R$ 80) e o polpetone à cavalo (R$ 78), recheado com mozzarella e provolone, pomodoro, ovo de gema mole em cima, purê de batatas e folhas. De entrada, a carne cruda psicodélica (R$ 74), com gorgonzola, gema e focaccia da casa, é obrigatória. O menu traz ainda petiscos secretos, como o atrevido bolinho de lasanha (R$ 38). Centro: Av. Beira Mar 406-D (11 98724-8384). Qua a sex, das 12h às 16h. Sáb, das 12h às 18h.
D’AMICI
A cozinha do Norte da Itália é o ponto de partida para o menu. Em quase três décadas no Leme, o restaurante é referência em risotos e frutos do mar. Entre os pratos mais emblemáticos estão o polvo alla griglia (R$ 183), grelhado ao molho de champanhe com risoto de tomate, e o risoto d’amici (R$ 159), com camarões, aspargos e azeite de trufas. Fiéis à tradição italiana, as massas são feitas na casa, como o ravióli de burrata (R$ 98). A boa nova são os executivos, servidos de segunda a sexta até as 16h. Passeiam pelo formato entrada, principal e sobremesa (R$ 89,90) pratos como peixe do dia ao molho de açafrão com risoto de limão-siciliano e escalopinho de filé-mignon ao molho de limão com nhoque. A carta de vinhos explora a mesma região do menu, com rótulos como Barolo, que se faz presente até mesmo numa das sobremesas, que traz pera cozida no vinho tinto e servida com sorvete de creme (R$ 41). Leme: Rua Antônio Vieira 18 (2541-4477). Seg, das 12h às 16h. Ter a sex, das 12h às 16h e das 18h às 23h. Sáb, das 12h às 23h. Dom, das 12h às 17h.
DA BRAMBINI
Basta uma caminhada pela orla do Leme para reconhecer a fachada cheia de plantas, flores e luzinhas, com direito a uma Vespa na entrada e uma mesinha para dois na calçada. Lá dentro, quadros e objetos trazidos de diferentes cidades italianas completam o clima de trattoria que há quase 35 anos faz do endereço um ponto de encontro para quem gosta de cozinha italiana sem firulas. O cardápio segue a mesma linha, com massas e receitas clássicas executadas sem desvios. Escolhas seguras, o espaguete pode vir à carbonara (R$ 120), com pecorino romano, pancetta e pimenta-do-reino, ou cacio e pepe (R$ 137), enquanto o ossobuco de vitela com risoto de açafrão (R$ 180) segue entre os pratos mais emblemáticos. A polenta com shiitake abre os trabalhos à italiana, e o zabaione (R$ 51), creme à base de gemas e vinho Marsala, servido quentinho, encerra a refeição no mesmo tom. Vale explorar a adega, com mais de 150 rótulos. Leme: Av. Atlântica 514-B (3851-8888). Dom a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite.
GIANCARLO
Novidade bem-vinda na cidade, a trattoria moderna resgata o espírito das cantinas italianas e mistura à receita uma boa dose de boteco carioca. À frente da cozinha está o chef paulistano Matheus Zanchini (ex-Borgo Mooca), que divide a sociedade com a dupla Edu Araújo e Jonas Aisengart (seus sócios também no Pope). Ali, Zanchini aposta em comida sem frescura, porções e preços convidativos. O salão de terracota, dividido por arcos e decorado com peças garimpadas na Itália, tem clima de casa de família. Entre os acertos, o arancini alla milanese, bolinho de arroz à milanesa recheado de ragu de ossobuco e fonduta de grana padano (R$ 16), e a porchetta tonnata — divertida licença poética do chef que traz fatias fininhas de porchetta ao clássico molho de atum (R$ 48) — já dão o tom. Na ala de massas, o alfredo alla giancarlo, com manteiga da casa e parmigiano reggiano de 24 meses (R$ 54), e a perfumada lasanha à bolonhesa (R$ 74), com ragu de boi e porco entre camadas de massa verde, fior di latte, grana padano e molho branco, são escolhas certeiras. O ossobuco assado por horas no próprio molho (R$ 88) também merece espaço. Para fechar, bomboloni al luxardo com morangos e chantilly (R$ 38). A carta tem 100 rótulos, e o bar reforça a vocação para encontros demorados, com drinques, chope e aperitivos. Botafogo: Rua Oliveira Fausto 11. Ter a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 23h.
NINO CUCINA
A casa paulistana desembarcou em Ipanema pelas mãos do grupo Alife Nino, responsável também por endereços como Da Marino e o Fame Osteria, restaurante uma estrela Michelin do romano Marco Renzetti. É ele quem supervisiona a cozinha carioca, e assina a nova a seção Dallo Chef, que reúne criações de sotaque contemporâneo. Entre elas o nhoque de abóbora com ragu de ossobuco (R$ 106), o tagliolini nero com lagosta, creme de burrata e alcachofras (R$ 145) e a costela bovina braseada lentamente em vinho tinto com pappardelle na manteiga e sálvia (R$ 190). Do cardápio tradicional, a burrata assada com tomates (R$ 78) é um começo já conhecido, mas há novidades também como o ravióli de camarão e mascarpone ao molho de champanhe (R$ 128). Para adoçar, o tiramisù (R$ 48) é montado pouco antes de chegar à mesa. No Rio Design Barra, a Ninetto Trattoria aposta em um menu mais enxuto e tradicional. Ipanema: Rua Barão da Torre 490. Seg a qui, das 12h às 16h e das 19h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 16h45.
NOLITA ROASTERY
Um parque de diversões gastronômico: são 3.500 m² que reúnem cafeteria, confeitaria e o restaurante Nolita NY (derivação do Nolita Oven & Bar, no VillageMall), em formato parecido com o do Giuseppe Square, outro complexo do BestFork que concentra diferentes cozinhas do grupo. O café é uma das grandes atrações, com torrefação própria e grãos que seguem por tubos aparentes até os moedores do bar. No restaurante, a cozinha ítalo-americana passeia por massas, pizzas e assados de girarrosto, com opções generosas para compartilhar. A lasanha chega em duas versões: a clássica nolita, com molho bolonhesa de blend black angus, bechamel e mozzarella (R$ 78), e a manoela, com camarões, molho de Catupiry e especiarias (R$ 89). O ravióli de cordeiro é recheado com carne assada lentamente e finalizado com manteiga de sálvia (R$ 128). No Milkbar, comandado pelo chef-pâtissier Felipe Appia, a vitrine de doces parece saída de uma fábrica de fantasia: de lá saem sobremesas como o espalhafatoso marshmallow magic (R$ 86), com algodão doce, sorvete de baunilha, calda de caramelo, balas e pirulitos sortidos, tarefa para muitos. Nos fins de semana, o novo café da manhã reforça o passeio com bufê, preparos feitos na hora e café especial. Barra: New York City Center (99512-5044). Restaurante: seg a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h.
PADELLA
“Irmã mimada do Grado”, como brinca o próprio perfil da casa, esta trattoria do chef Nello Garaventa, igualmente charmosa, é o endereço para quem gosta de sair da zona de conforto. Aqui, o chef não tem medo de desafiar o paladar com massas artesanais de formatos pouco usuais, feitas na casa, e cortes considerados menos nobres, que ganham também tratamento paciente e saboroso. A tripa alla parmigiana, nossa boa e velha dobradinha, é desfiada e cozida em molho cremoso de tomate com parmigiano reggiano (R$ 57) — e vale vencer qualquer preconceito. O bottoni de língua, massa em forma de pequenos botões ao molho de salsinha (R$ 125), segue pela mesma linha. Para os mais comportados, há a codorna desossada na brasa com risoto de grana padano e avelãs (R$ 162). Entre as novidades, a dupla de vieiras canadenses na brasa com molho de funcho caramelizado (R$ 96) e o linguine com lagostins, molho bisque e brócolis (R$ 175) mostram que a ousadia não é só nos cortes. Botafogo: Rua Conde de Irajá, 115 (3968-2699). Ter a sex, das 19h às 23h. Sáb, das 12h30 às 16h30 e das 19h às 23h. Dom, das 12h30 às 17h.
PIANO
O nome, que em italiano significa devagar, já entrega o espírito. Vizinha do Clan BBQ, esta nova casa do mesmo grupo convida a desacelerar diante de uma mesa de clássicos e massas frescas que podem ganhar versões irreverentes, com o fogo como fio condutor. À frente da cozinha, Pepo Figueiredo e Newton Rique levam para o repertório italiano a técnica que marcou o grupo. Para começar, o capeletti in brodo (R$ 78), com camarões-rosa em caldo de frango e algas, é delicado e reconfortante. Ainda no início, o manzo tonnato (R$ 69) ganha lâminas de rosbife seladas na brasa com molho de atum, pipoca de alcaparras e rúcula. Bem ítalo-carioca, o agnolotti del plin é recheado com galetinho e cogumelos na brasa (R$ 108). O risoto de polvo (R$ 179) combina caldo do molusco e de porco com tentáculo na brasa envolto por lardo. Na sobremesa, a meringata di fregole (R$ 42), com bolo de azeite, calda de frutas vermelhas, morangos, suspiro e manjericão, encerra a refeição com leveza. No salão acolhedor, madeira, mármore, couro, obras de arte e peças do antiquário da avó de Pepo dividem a cena com a adega central, que reúne mais de 50 rótulos italianos sob a curadoria da sócia Janine Sad. Leblon: Rua Dias Ferreira 233. Ter a qui, das 19h à meia-noite. Sex e sáb, das 19h à 1h. Dom, das 19h às 23h.
PICI TRATTORIA
O restaurante chega aos dez anos de roupa nova, sem perder a essência: comida italiana bem feita e preços que convidam a voltar. Sob o comando da chef Alejandra Maidana, o cardápio preserva clássicos como a lasanha à bolonhesa (R$ 89) e o risoto de frutos do mar (R$ 118), mas ganha novidades de sotaque mais contemporâneo. Entre elas, a burrata com tomates confitados, pangrattato e manjericão (R$ 84), finalizada à mesa, e o tartare de atum com stracciatella (R$ 68). Das massas, o pappardelle ao ragu de javali, cozido lentamente ao pomodoro (R$ 136), e o pici — massa grossa como um espaguete rústico que dá nome à casa — com linguiça defumada, gorgonzola e cogumelos (R$ 68) são boas pedidas. Para fechar, cannoli recheado de doce de leite com macadâmia caramelizada (R$ 38). O salão continua cheio de personalidade, embalado pelo jazz e scom carta de drinques renovada. Ipanema: Rua Barão da Torre 348 (99757-9160). Seg a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 23h.
POPE
Entre santos, relicários e referências ao Vaticano, a decoração brinca com a fé, e o banheiro parece confessionário. Mas, por aqui, a devoção é mesmo à boa comida italiana. A casa de Edu Araújo e Jonas Aisengart aposta no humor sem deixar a comida em segundo plano, com cardápio de Matheus Zanchini (também à frente do Giancarlo) e o forno a lenha como fio condutor das pizzas, massas e carnes. No menu, a carne cruda (R$ 72), batida na ponta da faca com bolinho de queijo caciocavallo frito e dijonnaise, abre os trabalhos. O ravióli doppio (R$ 76), recheado com creme de abóbora assada e queijo de cabra e servido com sálvia na manteiga noisette, é outra boa pedida. Entre os pratos-assinatura, o pope wellington (R$ 148) é um pequeno desvio à cozinha francesa: filé-mignon, duxelles de cogumelos, presunto cru e crespelle de espinafre envoltos em massa folhada, com aligot, vagem e molho rôti. De comer rezando. Para fechar, a torta siciliana (R$ 42), de produção diária limitada, combina massa fina de amêndoas, creme de limão-siciliano, gemas e merengue italiano chamuscado. Nas noites de quarta, tem jazz ao vivo. Ipanema: Rua Joana Angélica 47 (99602-2641). Ter a qui, das 18h à meia-noite. Sex, das 18h à 1h. Sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 23h.
POSÌ TERRAZZA
Uma brisa nova sopra nessa esquina mediterrânea em Ipanema. Desde que o chef Thiago Gonçalves — ex-Borgo Mooca e participante do MasterChef Brasil 2020 — assumiu a cozinha, a casa ganhou repertório renovado, com clássicos do Sul da Itália revisitados com leveza e uma boa dose de criatividade. Entre as entradas, a stracciatella com figos caramelados, tomates assados, castanha-e-caju e raspas de limão (R$ 78) dá uma boa pista do acento atual. Nas massas artesanais, o ravióli caprese recheado de mozzarella de búfala (R$ 88) preserva um dos clássicos da casa, enquanto o rigatoni alla vodka com polvo crocante (R$ 132) mostra a mão mais autoral do chef. Para fechar, profiteroles al fior di latte com crocante e caramelo (R$ 44). A ampla terrazza, cercada de verde e ombrelones, continua sendo um dos grandes trunfos. Aos domingos, a partir das 17h, entram em cena as pizzas de fermentação natural, assadas na hora. Ipanema: Rua Aníbal de Mendonça 128. Seg a qui, das 12h à meia-noite. Sex e sáb, das 12h à 1h. Dom, das 12h às 23h.
PULI TRATTORIA
Tudo começa no forno — um clássico no estilo napolitano, de onde saem as pizzas de longa fermentação que são as estrelas da casa. A massa fina, leve e de borda aerada ganha coberturas como a carbonara, com guanciale, grana padano e gema caipira (R$ 78), e a puli, com stracciatella, rúcula, tomate e grana padano (R$ 80). Mas a trattoria da Gávea, instalada de maneira quase secreta dentro de uma vila próxima ao shopping, não vive só das redondas. Para começar, o crudo de filé-mignon, temperado com azeite de trufas, chega com crostini (R$ 62). Entre os pratos, o nhoque de batata com cogumelos, finalizado no forno com fonduta de parmesão e pangrattato (R$ 85), é puro conforto, e o ravióli de camarão ao limão-siciliano (R$ 91) é outra boa pedida. Na sobremesa, o pudim sem furinhos, especialidade da sócia Thaíssa Szapiro (R$ 31). Gávea: Villa 90, Rua Marquês de São Vicente 90 (3851-7373). Dom a qui, das 12h às 23h. Sex e sáb, das 12h à meia-noite.
SÌSÌ
Três jeitos de dizer “sim” — palavra que batiza a marca, em italiano. A empreitada mais recente do chef Pedro Siqueira (ex-Ella) ganhou três endereços e formatos, todos com a mesma paixão pelas massas. No Leblon, a estrela é a Cucina, trattoria moderninha onde tradição italiana e sotaque carioca se encontram. As massas frescas, feitas à mão, aparecem em criações como o doppio de camarão com Catupiry, beurre blanc de limoncello e ciboulette (R$ 98), e o agnolotti del plin recheado de mortadela de Bolonha, com creme de grana padano, mel e dedo-de-moça (R$ 75). Entre as pizzas napolitanas de fermentação natural, a novidade da vez é a braseiro (R$ 79), com linguiças, fior di latte, vinagrete de cheiro-verde e molho de tomate. Em Botafogo, a Déli tem congelados, pães, pizzetas e, agora, uma janelinha para pedir panini e vinho. Na Barra, a unidade é dedicada às redondas napolitanas, com sabores exclusivos. Leblon: Rua Dias Ferreira, 617 (97570-0004). Seg a qui, das 12h às 17h e das 18h às 23h. Sex, das 12h às 17h e das 18h à meia-noite. Sáb, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 22h.
SULT
Fome de comida italiana com sotaque brasileiro: talvez seja essa a melhor tradução do restaurante que há quase sete anos ocupa com personalidade uma das esquinas mais movimentadas de Botafogo. A cozinha, comandada por Julia Lottus desde a mudança de Nelson Soares para Portugal, onde comanda uma filial em Cascais, mantém a proposta despretensiosa da casa, com massas artesanais e clássicos revisitados. A lasanha de ragu de carne de longa cocção, tostada no topo e coberta por fonduta de grana padano (R$ 97), continua um hit. Para variar, o spaghettoni com vôngoles de Arraial do Cabo e bottarga de Búzios junta Itália e litoral fluminense no mesmo prato. Antes, a lula grelhada com berinjela frita no molho de tomate (R$ 85), é uma boa entrada; e o peixe do dia com lardo, purê de couve-flor tostada e legumes (R$ 130) mostra outra faceta da cozinha. O mil-folhas de cupuaçu (R$ 45), com creme de mascarpone, geleia da fruta e frutas vermelhas, leva a mistura de referências até a sobremesa. A carta, com mais de 200 vinhos, é outro bom motivo para ficar à mesa. Botafogo: Rua Fernandes Guimarães, 77 (96910-1375). Ter a qui, das 12h às 23h. Sex, das 12h à meia-noite. Dom, das 12h às 17h.
Os melhores restaurantes italianos do Rio de Janeiro de 2026
Grado é eleito o melhor restaurante italiano da cidade pelo Prêmio Rio Show de Gastronomia 2026. Confira outros bons endereços na categoria. 2º lugar: Nido O restaurante do veneziano Rudy Bovo é daqueles italianos discretos que não precisam fazer alarde para mostrar serviço. Há oito anos, a casa mantém no Leblon uma cozinha clássica e […]