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Paes diz que relação com Cabral é diferente de ligação de Castro com Ruas: 'Não era um empregado dele'

O candidato ao Governo do estado Eduardo Paes (PSD) afastou a comparação de sua relação com o ex-governador Sérgio Cabral com a ligação entre o também ex-governador Cláudio Castro e o seu principal adversário nesta eleição, Douglas Ruas. Segundo ele, a relação no passado com o ex-aliado político era uma parceria para governar o estado, […]

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O candidato ao Governo do estado Eduardo Paes (PSD) afastou a comparação de sua relação com o ex-governador Sérgio Cabral com a ligação entre o também ex-governador Cláudio Castro e o seu principal adversário nesta eleição, Douglas Ruas. Segundo ele, a relação no passado com o ex-aliado político era uma parceria para governar o estado, mas não uma gestão de continuidade, como acontece agora. A declaração foi dada durante entrevista na série de sabatinas O GLOBO, EXTRA, Valor e CBN, nesta sexta-feira.
— Já fui prefeito quatro vezes. Fui candidato a partir de uma história na vida pública. Já tinha sido candidato a governador em 2006 e fiz uma aliança apoiando o Cabral no 2o turno. Fui secretario dele por um ano. Fui candidato a prefeito, venci as eleições com apoio dele, mas não era uma candidatura ungida. O que se vê agora é um projeto politico que começa na eleição do Witzel, a quem Douglas Ruas ja serviu. Tem um projeto de Witzel, Cláuio Castro e o plano deles era o Rodrigo Bacellar. Eu não era um empregado dele (Sérgio Cabral) como prefeito do Rio. E passei alguns anos respondendo por essa relação. Tinha uma relação de independência, uma aliança para governar o Rio, mas as praticas são muito distintas — garantiu Paes
O candidato foi questionado ainda sobre as alianças que fez durante duas gestões na prefeitura, como os ex-secretários Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco, e Lucinha, investigada por ligação com milícias. Segundo ele, as escolhas aconteceram antes de surgirem denúncias contra os antigos aliados e que afastou os dois dos cargos assim que surgiram os fatos.
— Nenhum desses personagens coloquei como candidato a prefeito ou governador, nunca tiveram protagonismo. Chiquinho Brazão foi indicação do partido, não havia nada que desabonasse a conduta dele naquele momento. O próprio caso da Marielle, e o envolvimento do irmão dele havia sido descartado em determinado momento. A primeira coisa que fiz quando surgiu a suspeita: exonerar o sujeito. O caso da deputada Lucinha o meu partido fez nesta eleição um filtro. Não está condenada, esta respondendo, tomara que prove a inocência dela, mas impedimos a candidatura dela a deputada nesta eleição — garantiu.
Eduatdo Paes aproveitou para reforçar o discurso de vincular Ruas ao grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), a quem serviu como secretário de Cidades, e alfinetar as escolhas da família Bolsonaro no Rio, dado que o clã apoiou Wilson Witzel em 2018 e Castro em 2022. Ele citou ainda o endosso do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro a seu rival.
— No mínimo, Bolsonaro tem um dedo podre para o Rio de Janeiro — disse. — Eles enganaram os eleitores em 2018 com o Witzel, dizendo que era candidato do Bolsonaro, com aquela cara meio de sicário, de matador de aluguel. O Douglas Ruas me lembra o Witzel.
Ainda instado a falar da relação entre o jogo local e o nacional, afirmou que o presidente da Alerj precisa ter o bolsonarismo como “muleta” na eleição.
— O Douglas Ruas precisa de uma muleta e está usando o Bolsonaro. Meu candidato a presidente do Brasil chama-se Lula, mas não é Lula quem vai governar o estado do Rio — alegou, questionado se estava escondendo o petista da campanha.

Paes diz que relação com Cabral é diferente de ligação de Castro com Ruas: 'Não era um empregado dele'

Autor

BRCOM