Faltando cinco meses para o carnaval, 11 das 12 escolas do Grupo Especial já definiram quem ocupará o posto de rainha de bateria em 2027. Na última terça-feira, Paolla Oliveira foi anunciada como majestade da Imperatriz, cargo que estava vago desde março, quando a cantora Iza anunciou a sua saída. A Grande Rio, deixada pela influenciadora Virgínia Fonseca em agosto, também repôs a vaga, coroando a cantora Anitta no domingo. Gaby Mendes, musa da Mocidade, que ascendeu à rainha no fim do mês passado, foi outra novidade. Agora, no quadro que mescla famosas, crias da comunidade e veteranas, falta apenas a Unidos da Tijuca definir quem sambará à frente dos ritmistas.
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Paolla Oliveira – Imperatriz
Paolla Oliveira é a nova rainha de bateria da Imperatriz
Instagram / paollaoliveirareal
Paolla Oliveira foi anunciada ontem como a nova soberana dos ritmistas da Imperatriz Leopoldinense. A confirmação é da própria escola. A coroação da atriz já tem até data: 17 de outubro. A artista de 44 anos recebeu o convite da presidente Cátia Drumond para sambar à frente dos ritmistas da Swing da Leopoldina, comandada por Mestre Lolo. A atriz disse que encara o retorno à Sapucaí como mais um desafio.
— Estou muito feliz de estar aqui, de coração aberto para começar mais uma história no carnaval. Chego com muito respeito, vontade de estar perto, conhecer, aprender e viver mais uma vez essa experiência rica e coletiva. Tem frio na barriga, claro, mas tem também uma alegria enorme por tudo que está começando — afirmou Paolla.
Como é perceptível pela fala da artista, esta não é a sua primeira vez como rainha de bateria. Oliveira foi majestade da Grande Rio por 7 anos, divididos em dois momentos distintos. Em 2009, a atriz estreou no posto e permaneceu para o carnaval seguinte, abandonando a coroa em 2011. O ornamento da escola de Caxias foi retomado por Paolla em 2020 e permaneceu em sua cabeça até 2025. No último período, a atriz viveu uma fase gloriosa da agremiação, marcada pelo único título, conquistado em 2022, com o enredo “Fala Majeté! As sete chaves de Exu”, e por vice-campeonatos.
Anitta – Grande Rio
Anitta durante a sua coroação como rainha de bateria da Grande Rio
Divulgação/ Grande Rio
Agora quem dá o tom do samba para os ritmistas da Grande Rio é a cantora Anitta, coroada na quadra da escola, em Duque de Caxias, no último domingo, em uma cerimônia que misturou referências de seu álbum “Equilibrium II” com elementos do carnaval e símbolos do candomblé. A apresentação também recuperou passagens da trajetória da cantora, criada em Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio, e sua relação com a fé.
Aos 33 anos, Anitta é consolidada como uma das principais cantoras do Brasil. Cria do subúrbio carioca, ela foi dos paredões de baile funk à projeção internacional no pop e ostenta grandes parcerias com nomes estrangeiros, como Shakira e Snoop Dogg. Para a cantora, o convite da Grande Rio, que defenderá o enredo “Sankofa Tabon, Os retornados da Costa do Ouro e a Estrela Negra da Liberdade” em 2027, ressoa perfeitamente com o momento de sua carreira, o que a motivou a aceitar assumir o posto de rainha de bateria.
— Quando você vai falando do enredo, parece que você está falando do meu álbum de tanto link que têm entre ancestralidade e retorno ao passado — disse Anitta sobre o encontro de Equilibrium II com a história que a escola levará para a Avenida em 2027.
Viviane Araújo – Salgueiro
Viviane Araújo está à frente dos ritmistas do Salgueiro há 18 anos
Instagram/araujoviviane
Antes de Anitta e Paolla estrearem no hall de rainhas, outra famosa já embalava a bateria de uma escola do Grupo Especial: desde 2008, Viviane Araújo é a soberana do Salgueiro. Prestes a completar 19 anos com a coroa e chegar ao 20º carnaval no posto, a atriz de 51 anos é dona do marco de celebridade que esteve mais tempo no trono dos ritmistas.
Ao longo de quase duas décadas, Araújo viveu momentos marcantes sambando com a Bateria Furiosa, que já lhe renderam, inclusive, o título de melhor rainha de bateria, oferecido pelo portal EGO em 2016. O tamborim na mão da atriz virou um marco de seu reinado, que não foi interrompido nem durante a gestação de seu primeiro filho: em 2022, a artista foi para a Avenida grávida de 5 meses.
Além dos episódios pessoais, Vivi também viu o campeonato do Salgueiro de 2009, com o enredo “Tambor”, e o Estandarte de Ouro, prêmio concedido pelos jornais O GLOBO E EXTRA, vencido pela vermelha e branca em 2014.
Sabrina Sato – Unidos de Vila Isabel
Sabrina Sato, rainha de bateria da Vila Isabel
Marcelo Theobald / Agência O Globo
Depois de Viviane Araújo, Sabrina Sato é a celebridade há mais tempo à frente de uma bateria do carnaval carioca. A apresentadora de 45 anos, que se destaca por suas fantasias luxuosas, acumula 14 anos como rainha dos ritmistas da Unidos de Vila Isabel, tempo dividido em duas passagens: de 2011 a 2019 e o retorno em 2022, que perdura até hoje.
A sua volta à Swingeira de Noel foi marcada pela aventura de desfilar em São Paulo pela Gaviões da Fiel, que também a tem como majestade, e no Rio, pela Vila, na mesma noite. A empreitada contou com uma grande operação e incentivou o início do reality show Carnaval da Sabrina, em que a artista relata desde sua preparação até os momentos-chaves da sua atuação enquanto majestade.
Evelyn Bastos – Mangueira
Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira
Eduardo Hollanda / Rio Carnaval
No hall das crias de comunidade, Evelyn Bastos é quem reina há mais tempo. A rainha de 33 anos, que desfila na Mangueira desde a infância, despontou cedo na arte de sambar bonito, de forma que passou a integrar a ala de passista aos 11, idade em que outras meninas ainda costumam estar no setor infantil da escola. A soberana foi, aos poucos, galgando espaço na verde e rosa e começou a se destacar dentro e fora da quadra da escola.
Ela atingiu a maioridade em 2013, quando recebeu o convite para ser coroada após três anos como musa da Mangueira. Evelyn sucedeu Gracyanne Barbosa e retomou a tradição da escola de Cartola de ter mulheres da comunidade no posto de rainha. Ainda naquele ano, Bastos também foi eleita Rainha do Carnaval.
Ao longo de 13 anos como majestade da Mangueira, Evelyn viu a agremiação vencer os carnavais de 2016, com o enredo “Maria Bethânia: A Menina dos Olhos de Oyá”, e de 2019, com “História pra Ninar Gente Grande”. Além disso, a sambista conquistou marcos pessoais: em 2023, ela levou o Estandarte de Ouro de Destaque do Público e, desde 2024, atua como diretora artística da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro.
Bianca Monteiro – Portela
Bianca Monteiro é rainha de bateria da Portela há 10 anos
Reprodução / Instagram
Apelidada de “Beyoncé do Samba” por ter traços semelhantes à estrela pop americana, Bianca Monteiro é rainha de bateria da Portela há uma década. Assim como a relação de Evelyn com a Mangueira, ela tem suas raízes fincadas na azul e branca de Madureira.
Aos 38 anos, ela acumula funções na maior campeã do carnaval do Rio: além de majestade, é fundadora da Oficina Paulo da Portela, iniciativa voltada à valorização da cultura do samba em Madureira, e diretora cultural do Filhos da Água, escola mirim criada em 2001.
Mayara Lima – Paraíso do Tuiuti
Mayara LIma, rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti
Marcelo Theobald / Agência O Globo
Mayara Lima era princesa da bateria do Paraíso do Tuiuti quando um vídeo seu sambando com os componentes da escola viralizou em 2022. Com tamanho sucesso, a jovem, que hoje tem 29 anos, foi promovida à rainha em maio daquele ano. A majestade virou autoridade na dança e começou a dar aulas para dançarinas famosas, como Brunna Gonçalves e Lore Improta. Recentemente, após ser anunciada como majestade da Grande Rio, Anitta também procurou Lima.
A jovem começou no mundo do samba na Aprendizes do Salgueiro aos 10 anos. Em 2011, aos 14 anos, passou a frequentar a Paraíso do Tuiuti e entrou para a ala de passistas da agremiação, até então escola da série B do carnaval carioca, onde permaneceu até a sua ascensão.
Lorena Raíssa – Beija-Flor de Nilópolis
Lorena Raíssa desfilou grávida de 5 meses em 2025
Guito Moreto / Agência Globo
Coube à jovem Lorena Raíssa a difícil missão de substituir a oito vezes campeã Raissa de Oliveira, que foi rainha da Beija-Flor de Nilópolis por 20 anos e deixou o posto em 2022. Diferentemente das demais coroadas, ela chegou ao trono após vencer um concurso criado pela nilopolitana para eleger a sucessora de Oliveira.
Sua história com a escola é quase ancestral. A mãe de Lorena, que também foi passista da agremiação, entrou em trabalho de parto durante um ensaio técnico da Beija-Flor, mostrando que o samba corre em suas veias desde o nascimento. A rainha de 19 anos, por sua vez, não chegou a parir em atividades da escola, mas desfilou grávida de 5 meses no carnaval de 2025.
Bellinha Delfim – Unidos de Viradouro
Bellinha Delfim foi anunciada como rainha de bateria da Viradouro em julho
Reprodução
Bellinha, que já era musa da Unidos de Viradouro, vinha se destacando como substituta eventual de Juliana Paes, como no “desfile da vitória”, em que celebrou o recém-conquistado campeonato no começo de março, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. Na ocasião, a beldade foi ovacionada pelo público, que passou a cobrar sua confirmação no posto. O apelo começou a ganhar ainda mais força quando Juliana Paes — convidada especialmente para desfilar na homenagem ao Mestre Ciça — anunciou que não seguiria no posto. Em julho, a escola confirmou Bellinha como sua nova rainha de bateria.
Musa, bailarina, estilista, empresária e influenciadora digital (com mais de 40 milhões de visualizações nas redes sociais), a jovem de 29 anos acrescenta ao currículo o título de majestade após uma bela trajetória construída na escola do Barreto. Sua estreia na Viradouro foi em 2019, como passista. Lá se destacou e, em 2022, entrou para o time de musas.
Desde março deste ano, ela integra ainda o corpo de baile da “Batalha do Lip Sync”, quadro do Domingão com Huck, da TV Globo. Como empresária, é CEO e estilista da Delfim Atelier, marca especializada na criação de figurinos para o carnaval, grandes eventos e espetáculos, tendo produzido peças já utilizadas por Alcione, Anitta e a cantora sul-africana Tyla.
Gaby Mendes – Mocidade Independete de Padre Miguel
Coroação de Gaby Mendes na quadra da Mocidade
Divulgação/Mocidade
No final de agosto, na semifinal de samba da Mocidade, que aconteceu na quadra da escola, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, Gaby Mendes foi surpreendida com um convite para assumir o trono da verde e branca de Padre Miguel. A jovem de 23 anos foi musa da verde e branca no carnaval passado e já era cotada como favorita da comunidade para ficar com a coroa, que estava em posse de Fabíola Andrade, esposa do bicheiro Rogério de Andrade. A antiga majestade endossou a sucessão assumida por Gaby.
Foi na quadra da Mocidade Independente de Padre Miguel que Gaby deu os seus primeiros passos no samba, aos 5 anos. Sob a orientação do coreógrafo George Louzada, instrutor de samba da verde e branca, a jovem passou a compor a ala de passistas na adolescência e começou a desfilar na escola principal. Ela permaneceu no segmento até 2024, quando venceu o concurso de Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro e esteve na Corte do Rei Momo durante os eventos carnavalescos. Naquele ano, Gaby também passou a coordenar a ala de passistas mirins da Estrelinha, função que assumiu até 2025. Atualmente, ela se dedica ao empreendedorismo e à faculdade de biomedicina.
Rayane Dumont – União de Maricá
Rayane Dumont, rainha de bateria da União de Maricá, na Sapucaí
Felipe Grinberg / Agência O Globo
Diretora-executiva do projeto gratuito “Samba com a gente”, Rayane Dumont desfila pela União de Maricá desde 2018 e ocupa o posto de rainha de bateria há seis anos. No próximo carnaval, ela viverá sua estreia no Grupo Especial, representando a agremiação, que também estará na prateleira mais alta da Sapucaí pela primeira vez. Nas redes sociais, a sambista de 26 anos incentiva o empoderamento feminino por meio do samba e conquista os foliões com carisma.
De quem será a coroa tijucana?
Bateria da Unidos da Tijuca
Fabiano Rocha/Agência O Globo
A azul e amarela do Borel está sem rainha desde maio, quando a influencer Mileide Mihaile comunicou que deixaria a escola. Desde então, uma série de especulações está sendo feita sobre a decisão do nome que ocupará o posto. A apresentadora Lívia Andrade, a rainha de bateria da paulista Rosas de Ouro, Ana Beatriz Godoi, e a atriz Juliana Alves, que já foi majestade da Tijuca, estão entre os nomes cotados para assumir o cargo. Hivana Mendes, destaque e passista da agremiação, também chegou a ser especulada. Entretanto, o único caso concreto é o de Geisa Eloy, influenciadora que anunciou publicamente que chegou a ser convidada para o cargo, mas negou a proposta e deixou o carnaval.
— Fiquei três anos na Unidos da Tijuca. Decidi parar com o carnaval. Infelizmente. Cheguei a receber o convite para ser a rainha, mas era muita responsabilidade e resolvi dar uma pausa — disse Geysa, em um vídeo publicado no seu Instagram, em agosto.
A série de rumores irritou a diretoria tijucana. “A Unidos da Tijuca, através da figura de seu presidente Fernando Horta, vem a público esclarecer, em caráter definitivo, que a escola ainda não possui Rainha de Bateria”, disse a escola, em nota oficial publicada nas redes sociais, no dia 17. A escola chamou as especulações de “infundadas” e afirmou que as inferências estariam “gerando constrangimento para os nomes envolvidos e ataques para a própria agremiação de forma lamentável”.
“A escolha da Rainha de Bateria, caso a escola entenda que deverá empossar alguém ao cargo, é decisão exclusiva da Direção Executiva e será anunciada em momento oportuno”, complementou a azul e amarela, que segue sem prazo para uma nova coroação.
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Paolla Oliveira, Anitta, famosas veteranas e uma vaga em aberto: conheça as rainhas de bateria do carnaval de 2027
