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outubro 24, 2026
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Pesquisa Quaest: Aprovação do governo Lula sobe dois pontos e chega a 48%; 45% desaprovam gestão do petista

Por · outubro 24, 2026
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Divulgada neste sábado, um dia antes do segundo turno, a última pesquisa da Quaest mostra a percepção dos eleitores brasileiros em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o levantamento, 48% dos eleitores desaprovam a atual gestão enquanto 45% a aprovam. O cenário é de empate técnico, considerando a margem de erro, de dois pontos percentuais.
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O número de aprovação representa uma oscilação positiva de dois pontos em relação à pesquisa anterior, do dia 21 de outubro, em que 46% dos eleitores aprovavam a gestão e outros 47% a desaprovavam. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões. Pesquisa da véspera do primeiro turno havia mostrado a desaprovação do governo Lula em 49%.
A percepção positiva dos eleitores sobre a gestão Lula cresceu ainda mais no Nordeste (66% a aprovam e 29% a desaprovam) e teve queda de quatro pontos na desaprovação no Sudeste, de 52% para 48%. No Sul, a desaprovação do governo subiu seis pontos (54% a 60%), enquanto a aprovação caiu de 39% para 34%. No agregado Centro-Oeste/Norte, houve pouca variação (43% de aprovação e 50% de desaprovação). 
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e pelo jornal O Globo e ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 23 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral como BR-09158/2026.
Esta é a primeira sondagem de votos realizada pelo instituto após o debate entre os dois candidatos na TV Globo.
Medidas populares
A desaprovação ao governo Lula, porém, se mantém elevada mesmo após uma série de medidas para aumentar a popularidade da gestão e buscar uma virada inédita neste domingo. Na reta final desse segundo turno, o petista conseguiu a aprovação do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional, enviou uma proposta de tarifa zero no transporte público aos fins de semana e anunciou um pacote de benefícios para microempreendedores individuais (MEIs), que envolve o perdão a dívidas.
Além disso, disse que vai implementar o programa Pé-de-Meia para estudantes de universidades públicas e do Prouni com bolsas de R$ 700 ao longo de dez meses.
Antes do primeiro turno, o mandatário já vinha implementando medidas do tipo. Em setembro, o chefe do Executivo aumentou o valor do Bolsa Família em 15%, para R$ 691, que passou a valer a partir de outubro. Uma semana depois, o presidente também proibiu a atuação das plataformas de apostas online, as bets, no Brasil.
Segundo uma pesquisa Quaest, o veto às bets tem o aval de 62% da população do país — soma dos 40% que sabiam da decisão e a apoiam com os 22% que não sabiam, mas a consideram uma boa ideia. No caso do reajuste do Bolsa Família, 59% aprovam, soma dos 45% que tinham conhecimento do aumento e 14% dos que foram informados pela própria entrevista.
Outra medida do presidente apoiada pela maioria do eleitorado foi o movimento para incorporar os medicamentos para diabetes e obesidade conhecidos como canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a pesquisa Quaest, a proposta alcança 58% de avaliação positiva, com 38% previamente informados sobre a novidade e 20% que ainda não a conheciam.
Na reta final antes do primeiro turno, o governo Lula anunciou ainda o Desenrola 3.0, programa que mira acabar com até R$ 150 bilhões em dívidas das famílias brasileiras. A proposta é que a União compre com desconto mínimo de 90% as dívidas das instituições financeiras credora e repasse esse desconto para os devedores, que poderão quitar a dívida à vista ou parcelar o saldo remanescente.
Ainda assim, os movimentos feitos pela gestão petista parecem não ter produzido o efeito esperado na disputa presidencial.
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