O petróleo Brent era negociado no nível mais alto desde maio, à medida que os ataques contra a Arábia Saudita se intensificavam e a guerra com o Irã continuava sem solução. A referência global do petróleo era negociada a US$ 114,80 por barril por volta das 7h desta sexta-feira (hora de Brasília), com alta de quase 4% nesta semana, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) estava a US$ 101,13.
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Os militantes houthis, apoiados pelo Irã, reivindicaram a autoria de ataques recentes ao porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortais contra um campo de petróleo e um aeroporto no reino.
A escalada das hostilidades ameaça ampliar o conflito na região do Estreito de Ormuz, onde as exportações de petróleo bruto se recuperaram para níveis próximos aos registrados antes da guerra.
Na Casa Branca, na quinta-feira, o presidente Donald Trump disse a jornalistas que os Estados Unidos haviam “nocauteado” o Irã e ameaçou avançar “um pouco mais”, sem dar detalhes. Nesta semana, o jornal The New York Times informou que os EUA e Israel elaboraram planos para retomar os ataques contra a República Islâmica após as eleições legislativas de meio de mandato americanas, previstas para o início do próximo mês.
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O Brent acumula alta superior a 85% neste ano em razão da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, que se aproxima agora de seu nono mês. Os preços dos derivados de petróleo subiram ainda mais rapidamente, sobretudo os do diesel.
Mais recentemente, porém, os fluxos de petróleo pelo Estreito de Ormuz aumentaram acentuadamente, pressionando os preços no mercado físico, mesmo com a alta das cotações dos contratos futuros.
“Uma das perguntas mais frequentes durante nossas reuniões com clientes foi por que os preços do petróleo continuam elevados, apesar da aparente recuperação das exportações do Golfo Pérsico”, escreveram analistas do Citigroup, entre eles Francesco Martoccia, em uma nota.
“Recomendamos cautela antes de extrapolar alguns dias de fluxos mais intensos e concluir que as exportações foram plenamente normalizadas, pois esses aumentos temporários podem refletir a redução de estoques ou a liberação de barris que haviam sido previamente estocados por precaução.”
Os Estados Unidos estão se preparando para um conflito prolongado com o Irã e ainda poderão estar presos a um impasse daqui a um ano, afirmou Mike Waltz, embaixador americano nas Nações Unidas, ao Financial Times.
A Marinha dos Estados Unidos pode manter o bloqueio aos portos iranianos no “futuro previsível”, acrescentou, ressaltando que o governo americano está intensificando a pressão econômica sobre Teerã.
Os houthis, grupo baseado no Iêmen, têm atacado repetidamente a Arábia Saudita nos últimos meses. A Saudi Aramco, estatal do setor petrolífero, evacuou sua sede em Dhahran na quinta-feira e orientou os funcionários a trabalhar remotamente após o disparo de um alerta, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A causa do alerta não era conhecida de imediato.
Embora os fluxos de petróleo provenientes do Golfo Pérsico tenham se recuperado, os embarques de derivados de petróleo da região continuam restritos. Essa escassez, somada à intensificação dos ataques ucranianos contra refinarias russas, levou governos a recorrerem a suas reservas estratégicas.
Petróleo é negociado acima de US$ 114, nível máximo desde maio, com novos ataques no Oriente Médio
