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outubro 8, 2026
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Processado por narcotráfico, Maduro também passa a ser acusado de tortura pelos EUA em nova denúncia

Por · outubro 8, 2026
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O presidente deposto da Venezuela Nicolás Maduro foi acusado de tortura e outros crimes pelas autoridades dos Estados Unidos numa nova denúncia tornada pública nesta quinta-feira, segundo a agência Associated Press. A acusação passa a incluir violações de direitos humanos durante o período em que ele governou o país sul-americano e aumenta a pressão sobre o líder chavista, capturado em janeiro por forças americanas e que já responde por narcotráfico num tribunal de Nova York. Ele está preso na cidade com a mulher, Cilia Flores.
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Maduro e Flores são acusados de terem ajudado a transportar toneladas de cocaína para os Estados Unidos. Os dois negam as acusações, e o ex-presidente afirma ser “um prisioneiro de guerra”.
Logo após a captura, o Departamento de Justiça americano havia apresentado contra ele as mesmas quatro acusações de uma denúncia de 2020: narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e conspiração. O documento incluiu como réus Cilia Flores, o filho, Nicolás Maduro Guerra, dois funcionários do regime e um líder do Tren de Aragua, gangue venezuelana classificada por Washington como organização terrorista estrangeira.
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As acusações de violações de direitos humanos contra o governo Maduro não são novas. O Tribunal Penal Internacional investiga, desde 2021, o governo chavista por supostos casos de tortura, violência sexual e detenções arbitrárias. Até agora, porém, Maduro respondia nos EUA apenas por crimes ligados ao narcotráfico.
Pedido de prisão domiciliar
Também nesta quinta-feira, Cilia Flores tem audiência marcada sobre o pedido de prisão domiciliar apresentado por sua defesa em setembro. Os advogados alegam que ela tem problemas cardíacos que não podem ser tratados adequadamente no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, onde perdeu 11 quilos, e propõem que ela viva sob vigilância 24 horas numa residência em Nova York. Os advogados dizem ainda que ela ficou com cicatrizes permanentes depois de ter sido “jogada contra uma parede ou cômoda” durante a operação que levou à sua captura.
Na última segunda-feira, o filho de Maduro, o deputado Nicolás Maduro Guerra, disse que a madrasta enfrenta um problema cardíaco “muito delicado”, um prolapso que, em casos graves, pode causar insuficiência cardíaca, e que passou a ter pressão alta depois da operação americana.
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Em 23 de setembro, a Promotoria pediu ao tribunal que negasse a liberdade a Flores antes do julgamento, previsto para começar em 1º de junho de 2027. Os promotores afirmaram que ela representaria um “risco extremo de fuga e perigo para o público” e que tem sido levada a um hospital da região sempre que precisa de tratamento. A defesa rebate que não há risco de fuga, porque ela está “determinada a apoiar o marido com sua presença constante”.
Advogada, Flores foi presidente da Assembleia Nacional e procuradora-geral da Venezuela. Apelidada pelo marido de “primeira combatente”, é considerada por analistas uma figura-chave do regime chavista.

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