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Quaest: na véspera da eleição, de Toni marca 17%, Carlos Bolsonaro marca 16%,e Amin 15% no Senado em SC

Por · outubro 3, 2026
Carlos Bolsonaro vira alvo de Amin por ser 'forasteiro' em SC e aposta em apoio de Jorginho Mello para eleição ao Senado


Marcada por disputa acirrada entre candidatos da direita, a corrida para o Senado em Santa Catarina chega à véspera da eleição com a deputada federal Caroline de Toni (PL) marcando 17%, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) em 16%, e o já senador Esperidião Amin (PP) com 15% dos votos válidos, segundo pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3).
Na última rodada da pesquisa, divulgada em 24 de setembro, havia empate técnico triplo na liderança: Carol de Toni (PL) aparecia com 17%, enquanto Carlos Bolsonaro (PL) tinha 16% e Esperidião Amin (PP), 15% da intenção de votos.
Na reta final da campanha, Carlos e Amin passaram a trocar farpas publicamente: o primeiro acusa o senador de estar ligado ao PT, enquanto o adversário o chama de “estrupício”. As tensões entre os dois cresceram ao longo da campanha após o governador Jorginho Mello (PL) indicar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e Carol de Toni, formando uma chapa “puro sangue” com os dois nomes do seu partido e preterindo o senador do PP. Vindo do Rio de Janeiro para disputar a eleição catarinense pelo estado, Carlos é tachado de “forasteiro” pelos oponentes.
Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes e não é possível escolher o mesmo nome duas vezes.
Para calcular os votos válidos, que é a forma como a Justiça Eleitoral divulga o resultado das eleições, a Quaest leva em consideração as intenções de voto da pesquisa e a probabilidade de os eleitores saírem de casa para votar, ou seja, o nível de engajamento dos eleitores, modelo conhecido como “likely voter” (eleitor provável). Esse cálculo combina duas dimensões: o perfil de comparecimento e a motivação individual.
A primeira parte do histórico de abstenção dos diferentes subgrupos nas eleições presidenciais de 2010 a 2022. A segunda considera a motivação nesta eleição a partir do interesse pela disputa, busca de informação, os resultados que o eleitor mais teme e sua expectativa sobre quem vai vencer, além do seu histórico de participação e da intenção de ir votar.
O levantamento ouviu 1.800 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 02 e 03 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Foi contratado pela NSC e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SC-07346/2026.
Disputa para governador
A última pesquisa para governador de Santa Catarina, divulgada também neste sábado (3) pela Quaest, aponta a reeleição de Jorginho Mello (PL), considerando os votos válidos.
Mello aparece com 71%, bem à frente de João Rodrigues (PSD), que tem 14% e Gelson Merísio (PSB), que aparece cm 12% dos votos válidos.
No último levantamento da Quaest, em 24 de setembro, ele liderava a disputa com 54% da intenção de votos na estimulada, porcentagem que indicava possibilidade de vitória já no primeiro turno. Mello estava de licença desde o fim de agosto para se dedicar à campanha, mas voltou ao cargo no fim de setembro devido por conta das chuvas que atingiram Santa Catarina.
Mello é aliado próximo da família Bolsonaro, e atendeu pedido de Jair Bolsonaro ao indicar o filho Carlos Bolsonaro para uma das vagas ao Senado do estado, um dos maiores redutos bolsonaristas do país, onde o ex-presidente conquistou 69% dos votos no segundo turno em 2022.

Quaest: na véspera da eleição, de Toni marca 17%, Carlos Bolsonaro marca 16%,e Amin 15% no Senado em SC