Pesquisa Quaest divulgada neste sábado, na véspera do primeiro turno, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou quatro pontos para baixo e quase voltou ao mesmo patamar numérico de intenção de votos entre os católicos de antes da polêmica envolvendo o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida.
Na sondagem divulgada em 28 de setembro, no auge da polêmica, petista havia avançado nas intenções de voto entre católicos, a 48%. Agora, segundo a Quaest, ele soma 44% de apoio neste estrato do eleitorado — em 21 de setembro, esse número era de 43%. A margem de erro para esse grupo é de dois pontos percentuais.
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O caso envolvendo a Nossa Senhora Aparecida foi impulsionado nas redes sociais nos últimos dias após debates sobre um projeto arquivado há quase 20 anos que tinha o objetivo de retirar o título da santa como padroeira do Brasil. A proposta passou a ser associada por aliados de Lula ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).
A Quaest ouviu 3.702 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-02197/2026. O nível de confiança é de 95%.
Nossa Senhora Aparecida
No mês passado, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou, no âmbito da Corte, uma decisão de André Mendonça tomada como membro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e liberou publicações nas redes sociais sobre a lei que transformou Nossa Senhora Aparecida em padroeira do Brasil.
Na sexta-feira anterior, Mendonça havia determinado a remoção de um post no qual o humorista Antônio Tabet falava sobre um suposto ataque a Nossa Senhora Aparecida em meio às eleições. Na ocasião, o magistrado atendeu a um pedido da campanha de Flávio, que levou a questão ao órgão eleitoral.
Em nota, o jurídico de Flávio acusou o STF de “usurpação constitucional de competência”, sustentando que caberia à Justiça Eleitoral fiscalizar o assunto. O texto sustenta que a defesa de Tabet buscou uma autoridade “escolhida deliberadamente” por meio da extensão do pedido. Durante ato em Goiânia, o próprio candidato citou o que chamou de “show de horrores” e disse que Dino “autorizou” o que seria a “maior fake news da campanha”:
— Hoje, mais uma vez, o ministro do Lula chamado Flávio Dino acabou de dar mais uma canetada, autorizando a liga da mentira do PT.
No discurso, Flávio também acusou integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ecoar o que classificou como fake news. A entidade rebateu em nota, frisando que “a mentira não se combate com outra mentira”.
O presidente Lula também explorou o tema. Em entrevista à Bandeirantes no fim da noite, afirmou que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”.
— Eu quero dizer o seguinte: ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé — disse o petista, que chegou a ser alertado por um dos apresentadores sobre a veracidade do episódio.
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Quaest: na véspera do 1º turno, Lula oscila para baixo e perde 'gás' entre católicos após polêmica sobre Nossa Senhora
