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Quem é o pastor da Igreja Presbiteriana que deixou o cargo após acusação de assédio?

Arival Dias Casimiro deixou o cargo de pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) na última segunda-feira após um acordo na Justiça do Trabalho com uma ex-funcionária que o denunciou por assédio e abuso espiritual. O reverendo, ligado à tradição reformada, comandava a igreja desde 1996. Justiça do Trabalho: Pastor da Igreja Presbiteriana de […]

Quem é o pastor da Igreja Presbiteriana que deixou o cargo após acusação de assédio?


Arival Dias Casimiro deixou o cargo de pastor titular da Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP) na última segunda-feira após um acordo na Justiça do Trabalho com uma ex-funcionária que o denunciou por assédio e abuso espiritual. O reverendo, ligado à tradição reformada, comandava a igreja desde 1996.
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Formado em Pedagogia, Arival é também professor, escritor e conferencista. O religioso atua há décadas na formação de cristãos e líderes religiosos e é autor de livros sobre temas como discipulado, oração, evangelização e doutrina cristã. Em “Homens que oram”, o ex-líder convida os homens a abandonarem a “autossuficiência” e buscarem a dependência diária de Deus por meio da oração.
O pastor fez mestrado em Comunicação e Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutorado em Língua Portuguesa pela PUC-SP. Além da atuação pastoral, ele trabalha na abertura de novas igrejas e mantém a produção de conteúdo religioso, incluindo um podcast. Nas redes, onde reúne quase 290 mil seguidores, publica inúmeros cortes com pregações feitas dentro da igreja.
Entenda o caso
Após o acordo com a ex-funcionária que fez as denúncias, a IPP publicou uma nota no sábado e informou que o processo em questão foi encerrado por meio de um acordo, “no qual ficou expressamente excluído qualquer reconhecimento da prática de assédio”. A defesa da ex-funcionária, porém, nega que tenha retirado as acusações. A igreja também classificou as mensagens enviadas pelo reverendo como “inoportunas, inadequadas e infelizes”.
Segundo os autos do processo, a IPP fechou um acordo de R$ 106 mil com a ex-funcionária. O caso foi levado à Justiça em maio de 2025, após ela relatar ter sido abordada por Arival por meio de mensagens e também pessoalmente entre 2022 e 2024. As informações são do Metrópoles.
A defesa da mulher nega que ela tenha retirado reconhecimento de assédio, como publicado em nota pela IPP. Segundo o advogado disse ao Metrópoles, a ação “continuou sustentando em processo interno a existência do assédio”. Segundo a assessoria da IPP, o reverendo “em respeito à família e à IPP, resolveu pedir licença em comum acordo com o conselho”.
Sugestão de encontros e comentários sobre aparência
Os autos, obtidos pelo Metrópoles, também reúnem mensagens trocadas entre o reverendo e a ex-funcionária. Em diferentes ocasiões, Arival sugere encontros reservados e afirma: “Você mexe comigo”. Em outra mensagem, diz a ela: “Gostaria de contar o que sinto por você”.
As conversas mostram ainda mensagens enviadas e apagadas posteriormente, inclusive durante a madrugada. Em uma das ocasiões, a funcionária responde: “Prefiro não receber essas mensagens, pastor”.
Na ação, a ex-funcionária também relata que Arival ia diariamente até sua mesa para abraçá-la e fazia comentários sobre sua aparência. Segundo ela, o pastor sugeria que usasse “maquiagem e roupas mais curtas para chamar mais atenção”. Em outra ocasião, teria dito, diante de colegas, que “ainda se casaria” com ela.

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Autor

BRCOM